Aparelho de anestesia Aparelho de anestesia Aparelho de anestesia

       




O dentista Alceu Meibach Rosa Jr., de 47 anos, formado em odontologia, sentia falta de produtos adequados para o tratamento dentário, no seu dia-a-dia, até que, em 1992, inventou um aparelho para aplicação, sem dor, de anestesia o Control Injet. Segundo ele, o equipamento permite regular a velocidade com que o líquido anestésico chega ao tecido da boca. O desenvolvimento do projeto levou um ano e meio, até que ele pudesse abrir a Melbach Tech Ltda., com investimento de R$ 5 mil. Entusiasmado com os primeiros resultados, ele passou a estudar o desenvolvimento de novos equipamentos.

O objetivo principal da invenção é o de oferecer maior praticidade para quem o utiliza, bem como substancial segurança para quem recebe a aplicação medicamentosa, permitindo ao paciente uma melhor absorção dos medicamentos, independente da habilidade do médico ou profissional aplicador, evitando assim os riscos característicos de aplicação seguida de pós-aplicação, o que é uma prática comum quando se injeta medicamentos pelas técnicas convencionais.

Na Europa em meados de 1532 um trabalho de Pedro Cieza de leon praticamente deu início à era da utilização de anestésicos locais a partir da descrição de um vegetal que posteriormente teve sua classificação botânica desenvolvida, recebendo o nome de Erythroxylon coca (coca). Após três séculos já se tinha sintetizado na forma cristalizada o alcalóide extraído desse vegetal, passando a receber o nome de cocaína (chegou a ser usada como ingrediente da Coca-Cola por John Pemberton, em 1886). Desde então observa-se uma evolução constante em relação aos tipos de drogas e seus efeitos. Na vivência de odontólogos, masi especificamente com uso de anestésicos locais, verificou-se que grande parte das dificuldades encontradas para se realizar uma aplicação confortável e segura, são decorrentes do modo artesanal para administrar os parâmetros de dosagenm e velocidade de aplicação, bem como da própria empunhadura do carpule (aparelho atualmente utilizado nas aplicações anestésicas em odontologia), colocando o sucesso da operação muito da depednência da habilidade de cada profissional, portanto conclui-se que a efetiva ação anestésica é muito mais dependente da injeção tecnicamente precisa do que da droga empregada.

Manuais de trabalho informam também que é importante considerar que todas as injeções devem ser lentamente aplicadas. Tanto na penetração da agulha quanto a ejeção da solução anestésica devem ser adotados movimetos suaves e contínuos. Lembrando-se que o espaço ocupado pela agulha e pelo anestésico será obtido do afastamento dos tecidos e isto não deve, em situação alguma, ter lugar de maneira brusca. Deve-se salientar que as injeções demasiadamente rápidas ou em quantidades muito grandes podem provocar também rompimento dos tecidos dada a excessiva pressão, provocando consequentemente áreas inflamadas e focos de necrose tecidual. Fica clara a recomendação de que devem ser adotados movimentos suaves e contínuos não só da introdução da agulha, como na velocidade de adminsitração do anestésico. Na prática todavia, esta é uma recomendação que depende muito da subjetividade do profissional, dado que o aparelho tradicionalmente utilizado nas aplicações anestésicas odontológicas por exemplo, o carpule, oferece apenas condições de controle manual de velocidade. A invenção de Alceu Meibach inclui uma nova empunhadura que é muito mais sensível com relação ao tato do profiissional durante a aplicação anestésica, tornando a manobra clínica de anestesiar muito mais suave, porque fica reservado a ele somente o cuidado de levar a agulha até a posição desejada e à máquina, a força dispendidad para a ejeção propriamente do líquido anestésico.

A patente de invenção PI 9505141 refere-se a um dispositivo injetor de fluidos para uso medicinal, desenvolvido para facilitar a inoculação medicamentosa em pacientes em geral, de uma forma segura e precisa principalmente do volume de fluido injetado; sendo compreendido por redutor acionado pelo motor elétrico de passo ou escovas, para acionar a rosca que contém o disco de posição monitorada por um sensor, sendo que a rosca aciona o pistão vinculado axialmente no cilindro através de pino e dotado de canais contendo anéis de vedação, sendo o cilindro dotado de conjunto de purga para desgaseificar o óleo hidráulico contido, que através de conexões montadas sobre anéis e providas de mangueiras aciona o pistão montado no cilindro, sendo tal pistão dotado de canais contendo anéis de vedação e apoiado numa mola, ficando sua haste posicionada pelo centralizador, sendo que para tanto a haste do pistão recebe um adaptador para os acessórios, sendo o conjunto programado em unidade através de teclado e visores, ligada via cabo ao gabinete donde a mangueira, sendo este dotado de pedais para acionamento lento ou rápido.

Fonte:
http://page.folhanet.com.br/arquivofr/1999/10-outubro1999/311099/dia2.html
acesso em janeiro 2002
http://www.cocaine.org/cocaleaves.html
http://www.an.com.br/1999/nov/07/0ane.htm
http://www.professorberti.hpg.ig.com.br/plantasmedicinais/plantcdef.htm
acesso em julho 2002
http://redeglobo.globo.com/globoreporter/abertura.php?controle=728&codprog=144
acesso em outubro de 2002
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