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Gregori Jr. é professor da Universidade Estadual de Londrina, cirurgião cardíaco, coleciona homenagens e condecorações. Inventor do "Anel de Gregori" (espécie de válvula plástica coronariana). O anel de Gregori é considerado semi-rígido pelo fato de somente a parte posterior ser rígida, mas este fato não impede o aparecimento da obstrução da via de saída do ventrículo esquerdo. Após a plastia mitral, onde existe excesso de tecido das cúspides, o seu ponto de coaptação ocorre mais anteriormente, ou seja, mais perto da via de saída do ventrículo esquerdo. Deste modo, independente da presença ou não do anel rígido ou flexível, pode ocorrer a obstrução da via de saída do ventrículo esquerdo. Em estudo experimental realizado por Dagum e cols., foram avaliados dois tipos de anel, um flexível (Duran) e outro semi-flexível (PhysioRing), para explicar o mecanismo de obstrução da via de saída do ventrículo esquerdo após a anuloplastia mitral. No emprego do anel semi-flexível foi observado que, no período máximo da ejeção ventricular, toda a estrutura da valva mitral (cúspides, cordas tendíneas e músculo papilar), se move em direção ao septo interventricular. Assim, levando o anel semi-flexível à perturbação dinâmica do anel mitral, causando alterações na geometria dos músculos papilares, o que não aconteceu com o anel flexível.A polêmica da utilização da cola Super Bonder em cirurgias veio da cidade de Londrina, no interior do Paraná, onde há um ano, a funcionária pública Joana Messas Woitas, 69 anos, foi salva por um ato corajoso do seu médico, Francisco Gregori Júnior, que usou a substância para remendar o coração da paciente. Poucos dias antes da cirurgia, ela havia sido submetida a uma cirurgia no miocárdio, no pós operatório sofreu um enfarte e precisou voltar a mesa de cirurgia com uma ruptura no coração de um centímetro de diâmetro. Segundo o médico, o tecido muscular da paciente não sustentava os pontos que ele dava para estancar a hemorragia. Foi aí que ele lembrou da cola e pediu que comprassem num posto de gasolina próximo ao hospital. Em entrevista à imprensa, Gregori Júnior contou como foi seu procedimento emergencial, no momento em que já pensava desligar os aparelhos que mantinham a paciente viva artificialmente. "Aproximei as bordas do orifício e, utilizando três pequenas placas de celulose com a Super Bonder,consegui fechá-lo", afirmou. Ele contou ainda que esperou durante dez minutos para observar se a idéia havia dado certo. Ao ver o coração se encher de sangue novamente, respirou aliviado. "Foi pura sorte", analisou Gregori Júnior. A técnica não é nova, na verdade a substância usada para colar chama-se Cyanoacrilato, que é a base do adesivo instantâneo, e já foi utlizada na Guerra do Vietnã. O médico desabafa: "Já atendi 12 mil casos. Sou mestre pela USP e tenho PhD pela Escola Paulista de Medicina. Não quero entrar para a história como o médico da super bonder".
Nos últimos anos, o procedimento de eleição para o tratamento da insuficiência tricúspide (IT) é a plástica valvar. Várias técnicas foram descritas com a finalidade de preservar a valva tricúspide (1-6). Os resultados da plastia são superiores quando comparados com a troca valvar ou até com tratamento clínico (7). Ainda existem controvérsias sobre qual a melhor técnica, se a plastia circunferencial ou implante do anel. Mas alguns estudos mostram que o emprego do anel tem mostrado melhores resultados (3, 8, 9). O objetivo deste trabalho é analisar os resultados e descrever a técnica com o implante do anel de Gregori (empregado para plastia da valva mitral) na posição invertida para o tratamento da insuficiência tricúspide. No período entre julho de 1991 e novembro de 1997, 11 pacientes com insuficiência tricúspide foram submetidos a implante do anel de Gregori na posição invertida (Figura 1), além da correção de outras lesões cardíacas. A idade variou de 14 a 69 anos, com média de 36,4 anos. Sete pacientes eram do sexo feminino e 4 do masculino. A avaliação dos pacientes foi realizada pelos sintomas segundo a classificação do grau funcional (GF) da NYHA e estudo ecocardiográfico mais relacionado ao tamanho do ventrículo direito (VD). Esta avaliação foi realizada nos períodos de pré e pós-operatório. Além destes parâmetros, o ritmo cardíaco foi observado, ritmo sinusal (RS) ou fibrilação atrial (FA). Seis (54,5%) pacientes estavam em FA e 5 (45,4%) em RS. Oito (73%) pacientes estavam no GF III ou IV. O estudo ecocardiográfico mostrou aumento do tamanho do VD tendo como média 34 mm (12 a 48 mm), sendo que o valor normal varia de 7 a 26 mm. A experiência inicial com o implante do anel de Gregori na posição invertida demonstra que é uma técnica simples e reprodutível. Houve melhora clínica importante e a diminuição do tamanho do ventrículo direito foi significativa, traduzindo regressão do grau de insuficiência. É um procedimento que pode ser empregado rotineiramente nos casos de insuficiência tricúspide importante. Segundo Francisco Gregori: "O anel por nós desenvolvido, denominado anel Gregori-Braile, trata-se de um hemi-anel fabricado em aço inoxidável 316 de grau médico, envolto por uma camada de borracha de silicone e, finalmente, coberto por veludo de Dacron. A ausência da haste anterior baseia-se no fato de que a dilatação do anel mitral raramente ou nunca se faz entre os trígonos fibrosos direito e esquerdo, espaço ocupado pelo anel fibroso da valva aórtica. Sua forma semicircular apresenta uma retificação na sua metade direita para corrigir a dilatação posterior do anel mitral, mais intensa à direita. Apresenta-se de vários tamanhos, podendo ser empregado inclusive em crianças pequenas. Os números variam de 24 a 36, de acordo com sua abertura máxima. A cada prótese corresponde um medidor metálico a ser utilizado, no ato operatório, para orientação na escolha do tamanho ideal. Esta deve se basear,exclusivamente, na distância entre as projeções das comissuras no anel mitral, não importando o diâmetro ântero-posterior. A maleabilidade do aço utilizado no anel protético permite pequenas modificações em sua abertura, podendo ser realizada manualmente, no ato operatório, para melhor ajuste de prótese ao anel mitral. A fixação da prótese é feita com fios de poliéster 2-0 passados em “U” inicialmente no anel mitral e, em seguida, na parte externa do anel protético, sendo geralmente 7 a 8 fios. Com esta prótese, corrige-se a dilatação anular, evitando-se as manifestações tardias da estenose mitral em crianças e pacientes jovens, devido à restrição do crescimento normal do anel mitral, observada quando anuloplastias com próteses circulares são empregadas." Fonte: http://www.dpnet.com.br/anteriores/1998/03/11/urbana4_1.html http://www.dpnet.com.br/anteriores/1998/03/11/urbana4_0.html http://primeirasedicoes.expresso.pt/ed1326/v-antes.asp http://sites.uol.com.br/tiodalzim/Page10123/body_page10123.html http://www.zaz.com.br/istoe/semana/148410a.htm acesso em fevereiro de 2003 http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-76381998000200009 http://www.scielo.br/pdf/rbccv/v20n2/25417.pdf acesso em março de 2011 Obstrução da Via de Saída do Ventrículo Esquerdo após Plastia Valvar Mitral com Implante do Anel de Gregori, Roberto G. de Carvalho e cols. Arq Bras Cardiol, volume 78 (nº 1), 122-5, 2002 envie seus comentários para otimistarj@gmail.com. |