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Uma idéia se desenvolve muitas vezes por um processo de geração espontânea. Mas, em geral, toda criação tem como ponto de partida algo concreto. O engenheiro químico industrial, Alcides Romano Balthar, elaborou um projeto de limpeza do ar de ambientes climatizados a partir da constatação da grande quantidade de mortes provocadas por infecção hospitalar. Alcides Balthar, especialista em gases, inventou um cilindro pressurizado com óleos essenciais que fazem a assepsia atmosférica de locais fechados e impedem a contaminação biológica desses ambientes. Pela grande relevância do invento, a patente foi concedida pelo órgão federal responsável dois anos após o pedido do engenheiro.

A história da invenção de Alcides Balthar é bastante interessante. Depois da morte da noiva dele em um acidente de carro no final da década de 90, ele passou a freqüentar hospitais para confortar os doentes e, assim, aliviar a dor da perda. "Nos berçários, vi muita criança morrer em decorrência de infecção hospitalar causada pela contaminação do ar do berçário. Eu, que já trabalhava com gases, comecei a pensar uma forma de colaborar", disse. Ao chegar em Natal em 1995, o engenheiro carioca começou a desenvolver o projeto do cilindro pressurizado. Incentivado por um amigo, ele decidiu patentear o invento que se baseia em um princípio bastante simples, parecido com o dos aerossóis.

Apesar de reconhecida a patente, o invento ainda está sendo testado pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte. A patente vigora por 20 anos mas a lentidão nos testes é, na opinião do engenheiro, péssima já que os benefícios que o invento pode oferecer à saúde pública são enormes. Alcides Balthar ofereceu a patente para que o Governo Federal testasse o cilindro pressurizado. No entanto, nenhum ministério se interessou pelo invento. "Prefiro fazer a comercialização dessa patente para uma empresa nacional. Mas se eu receber uma oferta muito boa de uma multinacional, não irei pensar duas vezes".

A Patente de Invenção PI 9705876 "Mistura gasosa pressurizada para assepsia atmosférica", que conjuga em seus elementos as funções de perfumar ambientes e combater as infecções produzidas por vírus e bactérias propagadas pelo ar e existentes em ambientes fechados, principalmente as infecções hospitalares causadores de inúmero óbitos, preocupações constantes da OMS- Organização Mundial da Saúde, resulta de um processo físico-químico dotado de viabilidade técnica, prática e econômica imediatas. A invenção utiliza matérias primas de fáceis obtenção, como óleos aromáticos extraídos de ervas medicinais, tais como: a camomila, a alfazema, o aloe-vera, a erva-doce, o eucalipto, entre outras, todas dotadas de funções de assepsia, fungicia e bactericida, Nitrogênio, um gás inerte, sem perigo de explosão ou ignição, é de fácil industrialização, usa aparatos e tecnologia já bastante doninados, podendo a sua aplicabilidade consolidar-se em hospitais, maternidades, casa de saúde, centro cirúrgicos. UTI's, asilo para idosos, hotéis e lugares e/ou recintos de grandes aglomerações ou movimentações, como centro de convenções, metrôs e espaços subterrâneos, assim como em quaisquer outros recintos fechados em todo mundo.

Fonte: http://www.gasenergia.com.br/portal/port/noticias/entrevista/index.jsp
http://www.tribunadonorte.com.br/natal/natal2.html
acesso em janeiro de 2003
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