Catalisador de zinco Catalisador de zinco Catalisador de zinco

       




O IPT e a Oxiteno, empresa nacional que fabrica produtos utilizados em indústrias alimentícias, farmacêuticas, cosméticas, tintas e vernizes, entre outras, desenvolveram em conjunto um catalisador de óxido de zinco, aparelho amplamente utilizado em indústrias químicas e petroquímicas. O equipamento remove compostos de enxofre presentes em matérias-primas como a nafta e o gás natural e que prejudicam a obtenção de produtos como amônia, metanol, gás combustível e outros. Até o final da década de 80, esses catalisadores à base de óxido de zinco comprados pelas indústrias brasileiras eram importados dos Estados Unidos e Europa, ao custo médio de US$ 10 o quilo. Em 1982, o antigo Laboratório de Catálise da Divisão de Química do IPT começou a trabalhar com um catalisador em escala de laboratório e escala piloto e a avaliar seu desempenho em um micro reator de laboratório.

Os pesquisadores queriam obter um produto a partir de matérias-primas nacionais, com preço final atrativo e mantendo as propriedades químicas e físicas idênticas ao do importado, para que as empresas não tivessem de fazer alterações nas condições operacionais nos processos industriais já implantados. Quando os primeiros resultados se mostraram promissores, a Oxiteno solicitou ao IPT um levantamento sobre o consumo médio anual, em nível nacional, para o catalisador de óxido de zinco. A empresa remunera o instituto na forma de royalties sobre o preço líquido de vendas do catalisador.

Através desse contrato, o IPT cedeu à Oxiteno o direito de fabricar e comercializar um catalisador à base de óxido de zinco aplicado aos processos industriais petroquímicos para remoção de compostos de enxofre das correntes de hidrocarbonetos líquidos e gasosos. Este projeto foi importante porque, a partir da interação entre uma instituição de pesquisa e uma empresa nacional, foi possível viabilizar a fabricação de um produto básico para atender à demanda de um segmento estratégico da indústria brasileira que até então não tinha similares em nosso mercado.

O IPT, Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo, é uma empresa pública sem fins lucrativos, vinculada à Secretaria da Ciência e Tecnologia e Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo. Ele foi criado em 1899, como Gabinete de Resistência de Materiais da Escola Politécnica de São Paulo. Em 1934, foi anexado à USP e rebatizado como Instituto de Pesquisas Tecnológicas, órgão da administração direta. Em 1944, com a criação da USP, passa a ser uma autarquia independente. Em 1976, transformou-se em sociedade anônima e em 1999 estará completando 100 anos de existência. As atividades técnicas do IPT podem ser resumidas em: apoio tecnológico especializado; pesquisa e desenvolvimento; tecnologia industrial básica; ensaios, testes e análises; produção especializada; estudos de prospecção tecnológica; informação tecnológica.

Fonte: http://www.estadao.com.br/economia/noticias/2002/mar/20/320.htm
http://www.redetec.org.br/repict/download/anais1998.zip
acesso em agosto de 2003
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