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As leis e propriedades da forca eletromagnetica foram definidas por cientistas no decorrer dos seculos. Atualmente, outras forcas e propriedades que agem sobre a materia e as particulas, levaram um grupo de brasileiros a desenvolver um projeto para estudar particulas elementares. Cientistas brasileiros, ligados a diversas Universidades e instituicoes, construiram o Foward Proton Detector (FPD), um detector capaz de observar, com precisao de milesimos de milimetros, protons e antiprotons, que depois de se chocarem desviam suas rotas em pequenos angulos. Com a coleta de dados que o FPD possibilita, os cientistas pretendem nao so' identificar particulas como tambem compreender as forcas e leis que agem sobre elas. O físico Alberto Franco de Sá Santoro, do CBPF-Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas, trabalhou intensamente durante duas semanas no Experimento Dzero, no Fermilab, nos Estados Unidos. Ele esteve envolvido particularmente no projeto Foward Proton Detector, que está sendo desenvolvido por seu grupo de pesquisa. O professor Alberto Santoro foi um dos 400 integrantes do grupo que descobriu o top quark, a menor partícula da matéria. O Experimento Dzero é uma colaboração de cientistas de todo o mundo que conduzem pesquisas sobre a natureza fundamental da matéria. Nesse experimento procura-se explorar a natureza fundamental da matéria por meio de colisões de partículas. Está se realizando no Fermilab, onde fica o Tevatron, o mais potente acelerador de partículas da atualidade. Os avanços obtidos na física de partículas tornaram os experimentos tão complexos que nenhuma universidade é capaz de conduzi-los isoladamente. Daí o grande número de instituições e colaboradores - cerca de 500, entre cientistas e pessoal técnico - envolvidos num experimento tipo Dzero, cujo aparato exigiu recursos superiores a 50 milhões de dólares e oito anos de trabalho. O grupo de pesquisa do professor Alberto Santoro está desenvolvendo no Brasil e no Fermilab o detector de próton. Durante sua estada no Fermilab, o professor Santoro e seu grupo iniciaram os testes e demonstrações de funcionamento dos detectores Castelos/Roman, que haviam chegado recentemente. As avaliações mostraram que os castelos respondem bem às especificações de vácuo e não apresentam qualquer vazamento. As partes eletrônicas também correspondem às especificações de robustez para trabalharem nas proximidades do feixe do Tevatron. Iniciou-se a construção das caixas que sustentarão as fotomultiplicadoras desenhadas por Newton Oliveira, da Universidade da Bahia. A previsão é de iniciar-se a tomada de dados já no início de 2001. Em 1930, Paul Dirac desenvolveu a primeira descrição do elétron que era consistente com a mecânica quântica como com a relatividade especial. Uma das notáveis previsões desta teoria era a de que uma anti-partícula de elétron deveria existir. este anti-elétron teria a mesma massa do elétron mas com carga e momento magnético opostos. Em 1932 carl Anderson, ao examinar as tarjetórias produzidas por raios cósmicos, observou que uma das trilhas assemelhava-se a de um elétron, no entanto sua curvatura sob a ação de um campo magnético mostravas estar positivamente carregada. Ele chamou este elétron positivo de positron. Hoje sabemos que tal partícula detectada por Andreson é o anti-elétron predito por Dirac. Nos anos 50, físicos do Lawrence radiation Laboratory utilizaram um acelerador Bevatron para produzir o anti-proton, partícula de mesma massa e spin que o próton, mas de carga negativa e momento magnético oposto ao próton. Para produzir o anti-próton, prótons foram acelerados a altas energias e colididos com um alvo contendo outros prótons. Ocasionalmente, a energia de colisão produz um anti-próton, em adicional ao par de prótons originais. Este resultado deu credibilidade a teoria de que para cada partícula, existe uma anti-partícula correspondente. Partícula e anti-partícula se aniquilam, quando se encontram: elas desaparecem e sua energia cinética somada a energia de massa de repouso é convertida em outras partículas. Por exemplo quando um elétron e um pósitron se aniquilam, dois raios gama cada qual com 511kev são produzidos. Estes raios gamas partem em direções opostas porque a energia e momento devem ser conservados. A aniquilação de positrons e elétrons é a base da Positron Emission Tomography (PET). Dada a raridade em que são encontradas anti-matérias, pode-se acreditar que nosso universo é composto de matéria e não anti-matéria. Fonte: http://www.ifi.unicamp.br/jornal-da-ciencia/msg00602.html http://www.mct.gov.br/prog/coop_int/Relatorios/junho2000.htm http://www.lafex.cbpf.br/~santoro/Fpd.html acesso em maio de 2002 http://www.netlabs.net/hp/tremor/amatter.html acesso em março de 2003 envie seus comentários para otimistarj@gmail.com. |
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