Detecção de QRS Detecção de QRS Detecção de QRS

       




Márcio e Mônica (Estagiários DIXTAL/POLI), Prof. José Carlos (Diretor do LEB - Laboratório de Engenharia Biomédica) na parte de baixo Marcelo (Estagiários DIXTAL/POLI), Flávio Vilani (DIXTAL)Foi desenvolvido um algoritmo para detecção de complexos QRS em tempo real cuja principal característica é a utilização de dois canais do eletrocardiograma (ECG), cuja vantagem é a obtenção de um bom sinal de entrada para o detector mesmo que um dos canais apresente um sinal de baixa qualidade (com pequena amplitude ou prejudicado por ruído), já que existe um segundo canal que pode contribuir positivamente para o resultado. Os sinais originais de cada um dos canais são filtrados (filtros 60Hz, derivativo e passa-baixas) e a média da soma dos módulos dos sinais obtidos após a filtragem é submetida a um integrador de média móvel. O sinal resultante é o sinal de energia, que é utilizado na detecção do complexo QRS. O método de detecção utiliza um limiar para identificar eventos (possíveis complexos QRS). As características destes eventos são então analisadas para classificá-los ou não como um complexo QRS. Os critérios utilizados para esta classificação são a análise do intervalo RR, da largura e da amplitude do QRS. Para testes e análise do algoritmo foram utilizados 44 registros da base de dados MIT/BIH, relativos a batimentos sem marcapasso, e os resultados obtidos foram 99,08% para a sensibilidade e 99,63% para a preditividade.

A Dixtal, fundada em 1978 e o Laboratório de Engenharia Biomédica da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (LEB-Poli/USP), firmaram um acordo, em junho de 2001, para desenvolver o projeto: "Estudo para a Identificação do Algoritmo para análise automática do Eletrocardiograma". Este convênio constitui-se na realização de pesquisas de um algoritmo que detecta doenças cardíacas e que pode ser agregado aos monitores de sinais vitais já comercializados pela Dixtal. Formado por seis pessoas (entre LEB, DIXTAL e estudantes) e com duração de 15 meses, o convênio traz grandes vantagens para as partes envolvidas: o LEB obtém o incentivo financeiro para o desenvolvimento de pesquisas; os estudantes têm a oportunidade de desenvolver um estágio de 16hs semanais (de acordo com a grade curricular que estão cumprindo); e a DIXTAL obtém um tratamento acadêmico no desenvolvimento de um novo produto: "Este projeto visa não só o resultado de mercado, mas tem seu principal foco no desenvolvimento de pesquisas acadêmicas", explica o coordenador do projeto e engenheiro da DIXTAL, Flávio Vilani.

Cada integrante do convênio desenvolve uma função: o engenheiro Vilani, da DIXTAL, atua na coordenação das pesquisas; o Prof. José Carlos Moraes – que é diretor do LEB-USP e foi orientador de mestrado do eng. Elder – é, agora, o orientador do projeto. Além disso, todo o trabalho de pesquisa é realizado por três estudantes do curso de Engenharia Elétrica da USP, contratados como estagiários da Dixtal. Além de ceder o espaço físico, o LEB-Poli/USP cumpre seu papel dispondo os recursos da universidades e profissionais na área de pesquisa: “ O investimento em P&D é de extrema importância para as empresas, mas em contrapartida, demanda de um investimento muito grande. Nós (LEB-Poli/USP) possibilitamos que as empresas invistam em P&D através da universidade, oferecendo o espaço e o apoio aos estudantes enquanto a empresa oficializa a ajuda com alguns benefícios financeiros.”, comenta o Prof. José Carlos. Já a DIXTAL, além da coordenação do eng. Vilani, destaca sua participação no convênio por meio do fornecimento de todos os equipamentos necessários, o incentivo financeiro para os estudantes e a experiência em pesquisas. O trabalho foi apresentado Congresso Brasileiro de Engenharia Biomédica de 2002, e no IEEE Computers in Cardiology de 2002, "Para a empresa, ter publicações em parceria com a universidade é credibilidade no mercado.", afirma o professor Moraes.

Fonte: http://www.dixtal.com.br/Documentos/parceria_LEB.htm
acesso em abril de 2003
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