Embalagem para tomates Embalagem para tomates Embalagem para tomates

       




Os produtores de tomate do Estado de São Paulo já dispõem de uma nova embalagem para transportar seu produto. Feita de papelão ondulado, as novas embalagens são mais higiênicas e seguras, o que permite diminuir o índice de desperdício. Estudos da Secretaria de Agricultura mostram que, até chegar ao consumidor final, 14% do tomate transportado é desperdiçado em decorrência de embalagens inadequadas. O índice de perda considerado normal é de 2% a 5%. Inserida no Programa Paulista para a Melhoria dos Padrões Comerciais e Embalagens de Hortigranjeiros, a nova embalagem para acondicionar tomate atende a uma necessidade de mercado, principalmente no âmbito do Mercado Comum do Sul (Mercosul). O Brasil é o oitavo produtor mundial de tomate (2,6 milhões de toneladas por ano), escoando boa parte da produção para a Argentina. Além das atuais exigências de padronização de embalagens, o uso de caixa de papelão ondulado deverá melhorar a logística de movimentação de cargas. O tomate é o produto de maior volume negociado no entreposto de São Paulo (Ceagesp), com 30 mil caixas por dia.

O estudo resultante da parceria, iniciado em 1998 e finalizado no ano passado, elaborou e aprovou três modelos de caixas de papelão para atender às necessidades do mercado (a primeira com 596 milímetros (mm) de comprimento, 396 mm de largura e 160 mm de altura, a segunda com a medida 495x295x160 mm e a terceira, 397x294x146 mm). As três novas embalagens foram projetadas para acondicionar sete produtos: tomate, laranja, uva, berinjela, pepino, pêssego e cenoura. Eles foram escolhidos pela ABPO em conjunto com o Cetea, de acordo com as principais demandas dos consumidores. A princípio, essas caixas podem ser utilizadas para outros produtos, como morango e mamão, mas essa possibilidade ainda não foi avaliada. cenoura. Eles foram escolhidos pela ABPO em conjunto com o Cetea, de acordo com as principais demandas dos consumidores.

No Brasil, o sistema de embalagem de hortifrutícolas é dominado atualmente pela antiga caixa de madeira tipo K, feita com material de baixa qualidade. O uso desse produto remonta ao período em que o País não dispunha de luz elétrica e a iluminação tinha querosene como fonte de energia. As caixas usadas para o transporte desse combustível eram reaproveitadas para a embalagem de frutas, legumes e verduras. O querosene foi praticamente aposentado da vida dos brasileiros, mas as caixas continuam a ser fabricadas e encontradas facilmente em feiras, varejões e Ceasas.

Madi é um apaixonado pelo tema. Está envolvido com o assunto desde que saiu da universidade em 1973. Pertencente à segunda turma de engenharia de alimentos da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), ele defendeu, em 1977, uma dissertação de mestrado com o tema Caixas de Papelão para a Embalagem de Tomates. De lá para cá não parou mais de pesquisar. “Em 23 anos, muita coisa mudou neste País, menos a forma de embalar os hortifrutis”, afirma. Para ele, a abertura do mercado no início dos anos 90 impulsionou uma mudança de atitude do consumidor brasileiro e até do próprio mercado. "A chegada dos importados foi fundamental para o consumidor brasileiro conhecer as novas tecnologias existentes e exigir produtos de melhor qualidade", explica Madi.

Para atingir a excelência nos três tipos de caixa, a equipe coordenada por Madi executou uma série de testes de resistência com diversos protótipos. Foram experimentos com as caixas empilhadas contendo produtos hortifrutícolas, submetidas a mesas vibratórias que, por exemplo, reproduzem os movimentos do transporte em um caminhão. Depois de períodos de até três horas, as caixas passam por uma avaliação para verificação de possíveis danos de compressão e abaulamento do fundo, quando comprometem os produtos que estão na caixa de baixo. O Cetea desenvolveu as novas embalagens utilizando os equipamentos e os laboratórios mais modernos disponíveis na América Latina. O financiamento do PITE permitiu ao Cetea adquirir alguns instrumentos de ponta, utilizados no desenvolvimento desse estudo. É o caso do aparelho, que mede a rigidez em flexão do papelão ondulado, comprado por R$ 35 mil.

Fonte:
http://www.estado.estadao.com.br/jornal/suplem/agri/98/04/01/agri005.html
http://www.fapesp.br/tecnolog547.htm

acesso em abril de 2002
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