Jogos para celulares Jogos para celulares Jogos para celulares

       




Com apenas 25 anos, Pedro Macedo, formado em ciência da computação, é hoje coordenador de engenharia de software do cesar, uma empresa de P&D do pólo tecnológico de Pernambuco. Macedo descobriu em 2002 que a Singapore Telecom faria um concurso de jogos para celulares e daria como prêmio a oportunidade de fechar contratos com empresas para a venda do produto. Preparou dois jogos, o Gold Hunter e o Sea Hunter e ficou em primeiro lugar, á frente de quase mil concorrentes, a maioria asiáticos. Agora suas invenções serão distribuídas para 40 operadoras da Àsia e Europa e a expectativa é de recebr US$200 mil por mês com a venda dos jogos. O segmento de games para celulares deve movimentar US$ 17 bilhões até 2006, segundo dados da DataMonitor.

A equipe de desenvolvedores de aplicativos wireless do Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (C.E.S.A.R) foi o primeiro colocado mundial do 1º Asia Java Mobile Challenge, competindo com os jogos inéditos Gold Hunter e Sea Hunter, a classificação foi resultado do esforço de um grupo de cerca de dez pessoas. O C.E.S.A.R informa, que a equipe é único representante de toda a América Latina no concurso que abre espaço para o desenvolvimento de novos jogos para celulares. Gold Hunter é uma releitura de um jogo clássico, onde o herói tem como objetivo coletar todas as barras de ouro que foram deixadas na cidade abandonada evitando ser capturado pelos fantasmas que a habitam. O Jogo é do tipo plataforma e tem como característica adicional um editor de cenário onde o jogador poderá criar e editar seus próprios níveis. Sea Hunter é um jogo de ação que se passa no fundo do mar. O jogador é representado por um mergulhador que tem como objetivo capturar o máximo de peixes possível sem deixar que o ar de seu reservatório acabe. Além disso, o mergulhador tem que fugir dos temíveis tubarões.

Segundo o C.E.S.A.R, os jogos desenvolvidos J2ME (Java 2 Micro Edition), serão distribuídos pelas empresas Information is Life - iiL Corp e LDC Network, especializadas em aplicativos para aparelhos móveis. Os games foram apresentados ao mercado ano passado, durante o primeiro concurso Asia Java Mobile Challenge, promovido pela Singapore Telecommunications (SingTel). Concorrendo com mais de 1000 aplicativos de 23 países diferentes, o Sea Hunter foi o único ganhador do continente americano, enquanto o Gold Hunter ficou entre os 20 finalistas. Atualmente, Ásia e Europa respondem pela maior parte do mercado de games para dispositivos wireless no mundo.

No final de novembro de 2003, Haim Mesel, diretor da Meantime, empresa fundada em 1996 por professores da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), adiantou que a sua empresa - desenvolvedora de jogos para celulares, comercializados e premiados internacionalmente, como o Sea Hunter - estava para anunciar sua primeira inserção no mercado brasileiro, em parceria com a operadora de telefonia móvel, a Oi que anunciou o lançamento do Oi Jogos - portal WAP de games em Java. Além do Sea Hunter, o portal nacional Oi Jogos ainda traz mais três criações da Meantime - empresa incubada do Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (Cesar): o também já consagrado fora do País Gold Hunter e dois lançamentos associados ao grupo Casseta e Planeta: um quebra-cabeça e um jogo de memórias. Outros sete jogos completam as opções para os clientes da operadora, que possuam aparelhos com Java, tanto do serviço pré ou pós-pago. Hoje, a Oi oferece dez modelos de aparelhos que permitem o download desses jogos: Siemens C55 e M50; Nokia 3530, 3650, 7210, 7650, 7250i; e Motorola T720i, E365 e V66i.

"A parceria com a Oi realmente será forte. Temos jogos prontos e continuaremos produzindo outros", revela Haim Mesel. Os games são baixados pelos próprios aparelhos via WAP (GPRS ou CSD). A operadora cobra pelo acesso WAP. O preço é de R$ 0,04 por Kbyte via GPRS e R$ 0,29 por minuto via CSD. Além disso, o cliente também precisar pagar uma taxa extra de R$ 3,30 ou R$ 4,50 por jogo. Assim, para ter um jogo de 30 kb, o consumidor pagará entre R$ 4,50 e R$ 6,70. Uma vez baixado, o game fica armazenado no aparelho. Para acessar os jogos, deve-se entrar no Oi Wap, clicar em Oi Multimídia e, em seguida, no portal Oi Jogos. Depois disso é só escolher os games.

O Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (Cesar) anunciou, em ovembro de 2003, a incubação de mais uma empresa, a Meantime Mobile Creations, que nasce voltada para a produção de soluções de informação e entretenimento para dispositivos móveis. A mudança de status só vem ratificar uma experiência de um grupo de 15 pessoas que já trabalhava no Cesar desde 2001, desenvolvendo esse tipo de solução. “Estamos deixando de ser mais um projeto do Cesar e estamos passando ao status de empresa”, comemora o CEO da nova incubada, Haim Mesel. Enquanto projeto do Cesar, o grupo vinha sendo um dos pioneiros mundiais no desenvolvimento de games com a utilização da tecnologia J2ME. Nesse período, a equipe construiu mais de 30 jogos para celulares - grande parte deles para a Motorola e para o Instituto Nokia de Desenvolvimento (INDT) - com destaque para o Gold Hunter e o Sea Hunter. Esse último, único vencedor americano do concurso Ásia Java Mobile Challange no ano passado. “O sucesso da Sea Hunter foi um dos fatores que facilitaram o nosso argumento junto ao Cesar para a criação da empresa”, reconhece Mesel, afirmando que, embora o mercado de jogos esteja mais concentrado no exterior, o Brasil já dá sinais de forte interesse e aponta boas perspectivas de crescimento.

O Cesar contou com o apoio da Finep na elaboração do plano de negócios e de um protótipo de servidor de jogos multiusuários e, ainda, alguns jogos para validar o equipamento, o qual, entre outras funções, permitirá aos usuários jogarem entre si, não importando a região geográfica que está localizado e de que operadora é cliente. Segundo Mesel, o desenvolvimento de jogos multiusuários será a grande aposta da empresa em 2004. Ele ressalta ainda que esse será o primeiro case, no Brasil, de jogos multiusuários com tecnologia J2ME. Sem falar que e a Meantime está negociando com uma operadora nacional o lançamento e a comercialização dos games. Outra novidade é que o Sea Hunter e Gold Hunter foram reprogramados para plataforma BREW e receberam o certificado True BREW. Isso significa que os jogos possuem padrão de qualidade para serem oferecidos por todas as operadoras de telefonia pertencentes à empresa mundial de comunicação móvel Qualcomm.

A Meantime Mobile Creations surgiu da Unidade Wireless do Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife, que teve início em janeiro de 2001, através de um projeto executado em conjunto pela Motorola e o C.E.S.A.R com o objetivo de realizar P&D de aplicativos para os novos celulares da Motorola utilizando a plataforma J2ME. Ainda em 2001, a Unidade Wireless tirou o terceiro lugar no primeiro Campeonato Brasileiro de Aplicações em J2ME. Atlantis foi o único jogo selecionado pela Nextel, organizadora do evento. Em 2002, dois jogos da desenvolvedora, Sea Hunter e Gold Hunter, participaram do Asia Java Mobile Challenge, organizado pela Singapore Telecommunications (SingTel). Competindo com mais de 1.000 aplicativos de 23 países diferentes, Sea Hunter foi o único jogo das Américas a ser selecionado para o prêmio e Gold Hunter terminou entre os 20 melhores classificados.

Percebendo o crescimento da demanda para jogos e aplicativos por conta da nova tecnologia que surgia, os empreendedores Haim Mesel e Geber Ramalho detectaram uma boa oportunidade de mercado, e sugeriram ao C.E.S.A.R um projeto para criação de uma nova empresa incubada, que se propunha a desenvolver jogos e aplicativos para dispositivos móveis, utilizando a linguagem JAVA. Com a concordância do C.E.S.A.R, os sócios procuram a FIR Capital, empresa gestora de fundos de capital empreendedor que possui um patrimônio de R$ 30 milhões e tem como cotistas o BID, SEBRAE Nacional, Sumitomo Corporation e investidores privados brasileiros. A FIR aceitou apostar na nova empresa. Nascia então a Meantime Mobile Creations. Em 2003, a empresa ficou em primeiro e segundo lugar na categoria Série 60, em uma competição promovida pela Nokia. Em 2004, recebeu um prêmio do Ministério Brasileiro da Indústria e Comércio, na categoria Destaque Tecnológico. O outro ganhador do prêmio foi a Embraer, que teve US$ 3.4 bilhões de faturamento naquele ano. Em 2005, ganhou o troféu Gameworld de Destaque Mercado Mobile, Categoria Desenvolvedora.

A Meantime faz parte do Porto Digital, um dos maiores e mais bem sucedidos clusters de tecnologia do mundo. O Porto Digital é um projeto de desenvolvimento econômico que agrega investimentos públicos, iniciativa privada e universidades, compondo um sistema local de inovação que conta atualmente com 94 instituições entre empresas de TIC, serviços especializados e órgãos de fomento. Desde o seu nascimento até os dias de hoje, a desenvolvedora vem acumulando fama e prestígio. Sua presença na mídia nacional e internacional é bastante freqüente, e sua reputação ajudou a firmar parcerias de sucesso com marcas como Ronaldinho, Instituto Ayrton Senna, Hélio Castro Neves, Big Brother, Casseta & Planeta, Grupo Abril, Globo.com, entre outras. Pioneira no desenvolvimento de jogos em J2ME, foi uma das primeiras empresas em desenvolvimento e distribuição de conteúdo para celulares na América Latina e é a principal empresa de jogos para celulares do Brasil. Sua equipe, atualmente com cerca de 80 colaboradores, tem experiência em JAVA, BREW, WAP e SMS. Muito bem relacionada com as principais operadoras brasileiras, dispõe de uma rede internacional de parceiras com fabricantes de equipamentos, publishers e operadoras. Em seus três anos de vida, já produziu mais de 60 jogos, tanto de títulos próprios quanto para fabricantes de celulares e empresas de mídia, e tem um portfólio de mais de 200 jogos próprios e de terceiros disponíveis nos EUA, Austrália e em países da Europa, Ásia e América Latina.

Fonte: http://www.getitnow.vzwshop.com/application.detail.do?id=912945
http://idgnow.terra.com.br/idgnow/games/2002/09/0017
http://idgnow.terra.com.br/idgnow/games/2003/06/0016
http://www.pernambuco.com/diario/2004/01/16/info1_0.html
http://www.artdesign.com.br/noticias/detnoticias.asp?notid=224
acesso em janeiro de 2004
http://www.meantime.com.br/download/meantime/meantime_release_pt.doc
acesso em abril de 2009
Revista Época de 25 agosto de 2003, página 43 "A Revolução do saber" Ana Magdalena Horta, Marcelo Aguiar e Estela Caparelli
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