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Outro desenvolvedor brasileiro que está exportando jogos em Java é a Sollipsis, sediada na Paraíba. A empresa está para firmar contratos com duas grandes operadoras de telefonia móvel norte-americanas que pretendem oferecer aos assinantes cinco de seus jogos. A principal aposta da Sollipsis está no "Key Dance", game que consiste em seguir os passos de dança que aparecem na tela usando as teclas do celular.
A Sollipsis é a primeira empresa brasileira focada no desenvolvimento de jogos para plataformas móveis - computadores portáteis e telefones celulares de última geração - e tem como principal missão a produção e lançamento de soluções em entretenimento digital Os jogos desenvolvidos pela empresa são especialmente projetados para as plataformas operacionais SymbianOS, BREW e J2ME. Os primeiros produtos comercializados focam os dispositivos celulares com suporte à tecnologia Java, e encontram-se em fase de distribuição em operadoras de telefonia dos Estados Unidos e Europa, através de publishers internacionais.
Entre operadoras CDMA o padrão preferido é o Brew. A linguagem é igual para todos os fabricantes e permite o uso de sons, vibração, luzes etc. O problema é que os desenvolvedores parecem preferir o Java, pois a Qualcomm cobra pela licença e testes dos softwares desenvolvidos em Brew. "Também pretendemos trabalhar com Brew, mas o uso desse padrão requer um planejamento financeiro mais detalhado, para não correr o risco de ter prejuízo no futuro", explica Herval Freire, diretor da Sollipsis, empresa brasileira que desenvolve jogos em J2ME. Mesmo assim, já existe um aplicativo para Brew que permite a leitura de Java.
O negócio de exportação de aplicativos e jogos ainda é incipiente mas já existem casos de sucesso. O Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (Cesar) vende dois de seus jogos em Java para usuários de quatro operadoras internacionais: Verizon Wireless, dos EUA; Singtel, de Singapura; Celcom, da Malásia; e Telefónica do Chile. E está em negociação com várias outras operadoras internacionais. O sucesso fará com que a divisão de produtos wireless do Cesar se torne uma empresa à parte. A expectativa de receita não é divulgada, mas 70% virão da exportação. Conquistar investidores de peso também é difícil. "Depois do fracasso do WAP, os investidores têm medo de apostar em Java", diz Herval Freire, da Sollipsis, desenvolvedora da Paraíba.
"As operadoras brasileiras estão no começo da linha de adoção da tecnologia", explica o responsável pela área sem fio do Cesar, Haim Mesel. De fato, os números no exterior são atraentes: na Verizon Wireless um jogo sem marca (leia-se sem personagens de desenho animado, astros de Hollywood etc.) gera em média 10 mil downloads/mês e tem vida útil de seis meses. Cada download custa US$ 5,99. A Ericsson estima que em 2007 o mercado de jogos sem fio movimentará US$ 41 bilhões ao redor do mundo.
Fonte:
http://sollipsis.com/news3.htm
http://www.capitalderisco.gov.br/vcn/vf8_GN.asp
http://www.locz.com.br/not57.html
http://www.locz.com.br/not69.html
acesso em julho de 2005
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