Limpador de língua Limpador de língua Limpador de língua

       




Escova e fio dental não bastam para uma perfeita higiene bucal, afirma a dentista Ana Christina Kolbe, inventora de um aparelho para limpar a língua lançado no 15º Congresso Pernambucano de Odontologia, em 2000. O limpador de língua é indicado para o complemento da higiene bucal e prevenção da halitose. De acordo com Ana Christina, a maioria dos casos de mau hálito está associada ao acúmulo de sujeiras na língua. “São restos de alimento, bactérias e células descamadas da mucosa da boca que se acumulam na superfície da língua e entram em fermentação”, explicou, em entrevista por telefone ao Jornal do Commercio, da Bahia.

Segundo a dentista, o processo de fermentação resulta em enxofre, que é volátil e acaba provocando o mau hálito. O limpador de língua, de acordo com ela, remove todos esses resíduos. Comparado com a escova de dente, que já é recomendada pelos dentistas para a limpeza da língua, o aparelho desenvolvido pela dentista é mais eficiente. “Estudos revelam que o limpador de língua remove 1,3 grama da saburra (resíduos acumulados na língua), enquanto a escova de dente retira apenas 0,6 grama”, afirma Ana Christina. Segundo ela, o aparelho é mais eficiente porque alcança a região superior da língua, de difícil acesso para a escova.

Ela também defende o uso do limpador de língua no lugar da escova porque diminui o desconforto do paciente. “Muitas pessoas sentem ânsia de vômito quando escovam a língua, enquanto que com o aparelho isso não ocorre”. Dividindo com as escovas de dente as prateleiras das farmácias e supermercados na Bahia, o limpador de língua Kolbe é comercializado no Recife somente em casas de produtos dentários. O aparelho é fruto de onze anos de pesquisas da dentista. Ela se baseou em limpadores de língua existentes no passado. “Havia aparelhos para retirar a sujeira da língua em osso e pedra desde a pré-história. Na Europa, eles era feitos em marfim e prata”, conta dentista. A produção em escala industrial do limpador de língua Kolbe, entretanto, começou há quatro anos. Seu uso é recomendado após a escovação e o uso do fio dental para as pessoas que têm halitose. Quem quer complementar a higiene bucal e prevenir o mau hálito deve usar o aparelho apenas depois da última escovação, antes de deitar.

Para tentar "ajudar" os portadores de Hálitose (Termo médico para designar o problema), a Associação Brasileira de Estudos e Pesquisas dos Odores da Boca (ABPO), em Salvador,teve uma idéia, no mínimo, ousada. Lançou no seu próprio site um "Clique Mau Hálito". Quem quiser delatar um conhecido- isso mesmo- deve acessar o endereço http://www.abpo.com.br e preencher os dados da vítima. A entidade se compromete a manter em sigilo o nome do denunciante. Depois, ela envia pelo correio ou por e-mail uma carta, explicando como deve ser tratado esse problema, que de acordo com a ABPO atinge 40% dos brasleiros. Mais de dez mil pessoas já receberam as recomendações da associação. "O espaço foi criado porque as pessoas não sentem o próprio hálito e muitas vezes quem convive com elas não tem coragem de dizer", justifica a dentista Ana Kolbe, presidente da associação. "Não estamos livres de piadas de mau gosto e pedimos a elas que ignorem a carta se esse for o caso, mas isso raramente acontece, pois 40% das mensagens são dos próprios portadores pedindo ajuda", garante. Porém, nem todos vêem com bons olhos a iniciativa da associação. "É uma intromissão na vida do indivíduo", opina o gastroentereologista Flávio Steinwurz, vice-presidente de gastroenterologia da Associação Paulista de Medicina. "O ideal é uma pessoa próxima contar ao portador", diz Thomas Szego, gastroenterologista do Hospital Albert Einstein. Outro ponto polêmico com relação ao mau hálito são suas reais causas. Qual órgão do corpo é responsável pelo cheiro desagradável. Boca ou estômago? Um levantamento feito em 1998 pela Universidade de São Paulo (USP), campus de Bauru, com 1680 doentes, mostrou que 95% dos fatores desencadeantes estão na boca, como inflamação na gengiva ou cárie.

Dra. Ana Christina Kolbe foi o primeiro membro no Brasil da ISBOR - International Society of Breath Odour Research (Sociedade Internacional de Pesquisa dos Odores da Boca) . Foi fundadora e 1º presidente da Associação Brasileira de Estudos e Pesquisa dos Odores da Boca (ABPO) durante o período de 1999 a 2001. Foi fundadora e ainda presidente da Associação Baiana de Estudos e Pesquisa dos Odores da Boca (ABPO-BA). Formou-se em Odontologia pela Universidade Federal da Bahia em 1979. Em 1980, especializou-se em Prótese Dental e Dentística pela FOB-USP Bauru - Universidade de São Paulo. De 1981 a 1992, atuou como profissional no COB - Clínica Odontológico da Barra, onde iniciou suas pesquisas sobre halitose. Atuou de 1982 a 1997 na área de Traumatismo Buco-Maxilo-Facial do Hospital Geral do Estado da Bahia fazendo cirurgia de face no setor de emergência. Entre 1992 e 1993 retornou à FOB-USP Bauru para um curso de atualização em Prótese. Em agosto de 1997, participou do Curso de Halitose, na Terceira Conferência International de Odores da Boca (Third Internacional Conference on Breath Odour) em Vancouver, British Columbia, Canadá, onde apresentou o modelo profissional em aço cirúrgico do Limpador de Língua Kolbe®. Em 1998, Coordenou o Curso de Halitose, ministrado pela Dra. Olinda Tarzia, personalidade renomada da área. E coordenou o Primeiro Debate entre Médicos e Dentistas sobre Halitose, no X Congresso Internacional de Odontologia da Bahia (X CIOBA), em Salvador, onde participaram profissionais da área de Odontologia, Otorrinolaringologia, Gastroenterologia e Pneumologia. Esse debate foi o único realizado ate hoje entre médicos e dentistas , o qual foi um marco na Odontologia pois uma das conclusões foi de que halitose é de responsabilidade do dentista com raríssimas exceções.Ao longo de sua carreira ministrou e participou de cursos e palestras sobre Halitose em renomados eventos sobre o assunto no Brasil e no exterior. Publicou inúmeros trabalhos na área de Halitose e é Consultora Científica da Revista Dental Tribune International e da Associação Brasileira de Odontologia - ABO Nacional.

Fonte:
http://www2.uol.com.br/JC/_2000/0205/cm0205a.htm
http://kolbe.com.br/velha/istoe-out00.html (cache do Google)
http://kolbe.com.br/

acesso em julho de 2007
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