Lupa eletrônica Lupa eletrônica Lupa eletrônica

       




Numa pequena oficina em São José dos Campos, Valdemir Ribeiro Borba, de 46 anos, vem se dedicando com afinco ao seu artesanato high tech. Nascido em Presidente Prudente, ele projetou três aparelhos que já ajudaram centenas de deficientes em todo o país. O Vox Tabel, que rendeu a Borba o Prêmio Nacional de Inventos, é um aparelho que reproduz mensagens pré-gravadas. Basta apertar as teclas com símbolos para emitir frases como "quero comer" ou "preciso ir ao banheiro". A prancheta falante vem sendo usada em UTIs ou aqueles impossibilitados de falar, ao custo de R$ 1 mil. Já com os mouses Borba até as pessoas que não tem os movimentos das mãos podem lidar facilmente com computadores. os mouses podem ser usados com o pé ou com os dedos. O best seller da Terra Eletrônica, a empresa de Borba é a lupa eletrônica, de R$ 1 mil. O negócio ainda é pequeno, Borba vende cinco lupas por mês "Acabo tirando grande parte do faturamento de trabalhos convencionais de eletrônica", diz Terra, como é conhecido desde os tempos de faculdade - porque veio da terrinha.

Está no ramo desde os 13 anos. Ganhou seu primeiro emprego na Teverama, lojinha de Presidente Prudente que fazia consertos em enceradeiras, ferros e aparelhos de som. Logo depois, transferiu-se para uma loja de aparelhos de som. Lá tornou-se um dos primeiros técnicos autorizados da Gradiente nos anos 70. Foi pela primeira vez sozinho para a capital, aos 18 anos e instalou-se em uma pensão na Santa Ifigênia para fazer o "treinamento". "sempre gostei de fazer coisas que falam", conta o engenheiro. Nos anos 80, tinha um Chevette 86 que avisava quando os faróis estavam acesos, as portas abertas ou a gasolina acabando. Depois projetou placas de som para bancos como o Bradesco, que informavam sobre o detector de metais. Mas muito antes disso, Terra passou seis anos como pesquisador do CTA, ligado ao ITA, onmde fez parte da equipe que criou o primeiro radar metereológico a cores. Hoje em dia ele se dedica a projetos mais convencionais. Trabalha em um caixa eletrônico que dá troco em moedas. Para o Ford K fez um viva voz que faz com que o som dos celulares saia pelos alto falantes do rádio. Mesmo assim ele não pensa em abandonar o pouco lucrativo ramo de eletrônicos para deficientes. Terra não consegue se esquecer do dia em que foi abordado por um senhor em uma feira de inventos. O homem pediu a Borba que inventasse algo para ajudar seu filho de 14 anos que tinha paralisia cerebral. assim nasceu a prancheta falante.

A patente de modelo de utilidade MU8103070 refere-se a "LUPA ELETRÔNICA". Refere-se o presente modelo de utilidade a um aperfeiçoamento relativo ao já conhecido equipamento empregado para auxílio de leitura para pessoas de visão sub-normal. O equipamento convencional inclui um aparelho de vídeo, o que o torna caro e de difícil transporte. A "LUPA ELETRÔNICA" consta de uma lupa, com uma caixa eletrônica, microcâmera, blocos e presilha, alojada em um suporte, que tem quatro pernas e uma janela, sendo a união por encaixe guiada por um pino de apoio e um contra-apoio. Esse subconjunto, que se apoia sobre a superfície da folha de papel a ser lida, é ligada, por meio de um conector de cinco pinos, à fonte, uma caixa com rasgos de ventilação, que tem em seu painel um soquete de cinco pinos, uma chave liga-desliga, uma alavanca de controle de imagem reversa e um led indicador. Na parte inferior da caixa existe um botão seletor de conexão e um botão seletor de voltagem. A fonte se conecta ao aparelho de vídeo por meio de um cabo de vídeo e à rede elétrica por meio de um cabo de força.

Valdemir é um dos pioneiros da lupa eletrônica nacional voltada para pessoas com baixa visão. Sua microcâmera, acoplada a um circuito eletrônico, consegue aumentar textos e imagens em até 40 vezes, reproduzindo-os em qualquer aparelho de TV. Mesmo com sua produção caseira, realizada apenas por ele e mais dois funcionários, Valdemir já conseguiu vender 700 lupas em seis anos e tem recebido encomendas de outros países. Elas custam R$ 1.200 e são mais baratas que as importadas que chegam custar R$ 2.000. "Comecei a criar estes produtos, desde que o pai de um deficiente me pediu para projetar uma prancheta especial para o seu filho", conta.

A LUPA ELETRÔNICA foi desenvolvida para auxiliar a leitura e escrita por pessoas com baixa visão que necessitam de grande ampliação de textos e imagem . A lupa é disponível em 3 diferentes configurações para atender situações específicas como visto nas fotos. A LUPA ELETRÔNICA constitui-se basicamente de uma micro-câmera aliada a um circuito eletrônico que amplia textos e imagens reproduzindo-os em qualquer T.V. convencional. Pequeno tamanho epeso. (similar a um mouse) Reproduz as imagens em video normal ou reverso (letra preta fundo branco ou letra branco fundo preto) Amplia até 40 vezes em T.V de 20" (amplia mais em T.V's maiores) A LUPA ELETRÔNICA possui iluminação própria, possiblitando a operação com qualquer iluminação ambiente. Sua construção compacta e prática permite a utilização em casa, na escola, biblioteca, escritório, em viagens etc... A conexão é bastante simples, podendo ligar direto na entrada de vídeo ou antena da T.V. ( canal 3 de VHF ) Alimentação 110/220 Volts. A LUPA é forneciada em três versões: manual (uso similar a um mouse), de mesa com suporte tipo abajur ou ainda de mesa com suporte abajur e bandeja "x, y", que facilita o movimento do texto.

Fonte:
http://www.terraeletronica.com.br/defici.htm
acesso em dezembro de 2003
Jornal Valor Econômico data 08.08.2000 página B1 (Empresas & Tecnologia)
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