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Foi de um cearense a idéia de criar a placa eletrônica de substituição. Em 1996, Eduardo Lamboglia patenteou o produto. E, este ano, sua invenção vai para a quarta Copa do MundoQuando o quarto árbitro fez a primeira substituição no jogo entre Brasil e Escócia, na abertura da Copa do Mundo de 1998, embora o cearense Eduardo Lamboglia não estivesse lá, no Stade de France, em Paris, uma parte de seu trabalho estava na cena. A entrada do meia brasileiro Leonardo no lugar de Giovanni foi marcada pela estreia em Mundiais da placa eletrônica de substituição. Uma inovação à época. E o mais importante: criação de Eduardo. "Aí, tornei-me conhecido no mundo todo". O empresário teve a ideia de criar as placas enquanto assistia a um jogo e notou a dificuldade de se usar as plaquetas antigas, geralmente de madeira. A princípio, ele pensava em criar uma placa luminosa de publicidade, mas a de substituição se mostrou mais viável e importante.

Eduardo começou a desenvolver a ideia em 1994 e levou dois anos para finalizá-la. "Não fiz mais nada além disso". Em 1996, o cearense patenteou o produto no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi) e usou as quatro primeiras letras do seu sobrenome para batizá-lo: Lamb. "Existe outro cara, que fez uma placa similar, na Itália, e a chamou de Amb. Mas desenvolvi primeiro". Até agora, Eduardo contabiliza cerca de mil placas vendidas em 14 anos. Mas, logo na primeira porta que bateu para apresentar seu produto, recebeu um "não". "Fui à Federação (Cearense de Futebol) mostrar o projeto. Ninguém tinha condição de comprar". Antes ainda da Copa de 1998, foi no Campeonato Cearense do ano anterior que a placa Lamb estreou. Doada, diga-se de passagem. Depois, a invenção se espalhou pelos campos do mundo. De 1998 para cá, contando com a Copa da África do Sul, será o quarto Mundial da invenção. "Hoje, Fifa (Federação Internacional de Futebol), Confederação Sul-Americana e várias federações estaduais são meus clientes", conta.

Eduardo Lamboglia chegou a cursar Comunicação Social na Universidade Federal do Ceará (UFC), entre 1981 e 1983. "Como eu tinha que trabalhar, não deu para prosseguir". Então ele fez curso técnico de Eletrônica. A partir daí, começou a trabalhar na área. O empresário conta de cabeça os veículos de comunicação que já fizeram matéria com ele: Revista Placar, Isto É, TV Diário, TV Cidade, TV Unifor, o programa Pequenas Empresas Grandes Negócios, da Rede Globo, e O POVO também. Com 50 anos, Lamboglia comemora 28 anos de eletrônica. A Eletrônica Lamb (www.lamb.com.br) foi criada na esteira do lançamento das placas eletrônicas, como forma de reforçar a marca. A loja fica na rua Pedro Pereira, 490, no Centro. A parte externa da placa eletrônica é produzida com quatro componentes: policarbono, polietileno e polipropileno, semelhantes a um isopor rígido, além de alumínio. Na parte interna, estão uma bateria recarregável e os componentes eletrônicos que ativam 780 leds (lâmpadas de alta intensidade). Acesos, formam os números do jogador que sairá de campo e do reserva que entrará. A placa também é usada para informar ao público e às equipes quantos minutos serão dados de acréscimos.

Placa portátil luminosa de dupla face para uso na substituição de jogadores é uma placa sinalizadora eletrônica portátil que contém uma pluralidade de leds distribuídos em um display de sorte a formarem números quando ligadas, o que se faz por meio de chaves rotativas que permitem a alteração dos números que se quer apresentar. O painel é feito de poliestireno e é dotado de baterias recarregáveis. Substitui com praticidade o conjunto de placas utilizadas na indicação de entrada ou saída de jogadores por se constituir em um só, apresentando assim grande vantagem quanto ao manuseio, facilidade para ser transportada e proporciona um maior alcance na sua visualização. Equipamento aprovado pelo presidente da Comissão de Árbitros da CBF (Dr. Armando Marques) e pela Federação Paulista de Futebol.

O sistema foi apresentado à Federação Cearence de Futebol em outubro de 1996, dois anos antes dos painéis luminosos fazerem sucesso na Copa da França. Projeto elaborado e patenteado no Brasil em Fevereiro de 1997 por CARLOS EDUARDO LAMBOGLIA, patrocinado pela TV RÁDIO PEÇAS COMÉRCIO E INDÚSTRIA LTDA. inaugurado em Junho de 1997 pela Federação Cearense de Futebol nos Estádios Castelão e Presidente Vargas. O inventor de Fortaleza Eduardo Lamboglia, criou uma empresa a Lamboglia Comércio e Indústria de Equipamentos Eletrônicos para comercialização do produto.

Em 1996 o Empresário cearense Eduardo Lamboglia, depois do sucesso de sua invenção dos Luminosos utilizado na substituição de jogadores no Futebol, patenteou o seu invento e fundou sua outra Empresa (Lamboglia Com. Ind. de Equipamentos Eletrônicos Ltda.) com Marca Registrada Lamb na fabricação de Luminosos Esportivos e comercialização de produtos e projetos de Áudio, Vídeo, Informática, Radiocomunicação e Sonorização Ambiente.

Fonte: http://www.lamb.com.br
acesso em janeiro de 2002
Agradeço a revisão feita pelo inventor Eduardo Lamboglia (lamb@lamb.com.br) em março de 2003.
3-Professor Pardal da bola Roberto Leite -robertoleite@opovo.com.br-18 Fev 2010 - 01h24min
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