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A primeira reação, de dúvida – como é que o Brasil pode exportar tecnologia de tamanha sofisticação para os Estados Unidos? – é substituída pela surpresa gratificante, quando se toma conhecimento de que uma empresa de Brasília, fundada a quase 34 anos atrás no Planalto Central, tem entre seus clientes o Departamento de Estado dos Estados Unidos, a Marinha dos Estados Unidos e o Federal Bureau of Investigation (FBI). A Politec, empresa 100% nacional e uma das maiores do país na área de tecnologia, com sede na Capital da República e subsidiária em Washington DC, atende hoje clientes como o Departamento de Estado norte-americano, a Marinha dos Estados Unidos, o Lehigh Valley Hospital e o Eagleville Hospital (ambos na Pensilvânia) e agora, mais recentemente, ao FBI, para fornecimento do Identity Management – um sistema ultramoderno e seguro de identificação das pessoas pela íris.

Inicialmente, foram fornecidos quatro pontos de identificação para acesso físico em um prédio do FBI, no início deste ano. A abertura das portas da “Polícia Federal” norte-americana é, segundo Hélio Oliveira, sócio-diretor da Politec, “mais um passo importante na conquista de espaço dentro do dificílimo mercado americano, e um orgulho enorme para uma empresa que começou como um pequeno balcão de negócios”, no início dos anos 70, quando a informática estava ainda engatinhando no Brasil. Pioneira no mercado norte-americano, a Politec instalou-se em Washington DC no ano de 1998 e, três anos depois, já fornecia soluções de Reconhecimento de Iris ao Departamento de Estado dos EUA, as quais efetuam o controle de acesso em mais de 70 pontos em embaixadas e consulados dos Estados Unidos ao redor do mundo.

Nas duas últimas semanas, além deste recente relacionamento com o FBI, a Politec participou, entre os dias 23 e 26 últimos, a convite e em parceria com a Computer Associates, do HIMSS Show, uma das maiores feiras da área de saúde dos Estados Unidos, quando apresentou a solução de gerenciamento de identidade (Identity Mangement) “door-to-desktop”, para controle de acesso físico e lógico. Se utilizado em sua plenitude, o sistema significa a abolição do uso de senhas, chaves e cartões (magnéticos, proximidade, etc.) pelas organizações, com tudo que isso possa representar em matéria de economia e, principalmente, segurança.

No ano passado, a Politec apresentou o Identity Management ao mercado brasileiro, durante a versão 2003 do CIAB, feira de informática realizada em São Paulo, com foco nas instituições financeiras. A expectativa, dada a boa receptividade, é que a solução alcance aqui no Brasil o mesmo sucesso que vem conquistando no exterior: “As empresas brasileiras estão muito atentas à questão de segurança, e existe um vasto mercado potencial”, diz Hélio Oliveira. A identificação por meio do reconhecimento da íris é antes de tudo a tecnologia biométrica mais segura contra fraudes. O equipamento só reconhece a íris no portador, e ela tem de estar com as condições normais, isto é, viva. A solução funciona da seguinte forma: o software para a identificação da íris contém algoritmos que transformam a íris em um código. A chance de duas íris serem iguais é equivalente a uma em milhares de quatrilhões, ou seja, muito maior do que a população que já viveu na Terra até hoje.

Para realizar a Identificação de Íris, a Politec utiliza dispositivos de empresas como a LG Electronics e Panasonic, câmeras de autenticação mais avançadas disponíveis no mercado. Usando tecnologia de vídeo padrão, sem lasers ou luzes fortes e danosas, o equipamento captura a imagem da íris do usuário em uma distância confortável entre 15cm a 53cm. Alguns dos inúmeros benefícios e vantagens da tecnologia de Identificação pela Íris são: precisão ímpar, fácil utilização, eliminação do gerenciamento de senhas, chaves, cartões (magnético, proximidade, etc.), identificação positiva, tecnologia não-invasiva e retorno de investimento rápido e seguro.

Os principais clientes da Politec, onde a solução de Indentity Management já está implantada são: Departamento de Estado dos EUA ­ mais de 70 sistemas, Marinha dos EUA ­ - sistemas com 20 pontos de acesso instalados em bases navais nas costas oeste e leste dos Estados Unidos -, National Libraries of Medicine, Childrens National Medical Center, Lehigh Valley Hospital e Eagleville Hospital.

Embora a Tecnologia de Reconhecimento de Íris dispense completamente a necessidade de cartões ou qualquer outro tipo de identificador, eventualmente, por motivos específicos, algumas organizações podem optar pela combinação da íris com smart cards. Assim, a Politec se uniu à Datastrip para oferecer ao mercado o 2D Super Script da Datastrip, a mais segura simbologia de código de barras bidimensional de alta densidade disponível no mercado. Um espaço de 0.75 X 3 polegadas pode armazenar 2.100 bytes de informação, ideal para armazenar biométricas múltiplas, fotografias e texto em substratos como cartões de identidade e passaportes.

A capacidade de armazenamento do 2D Super Script é diretamente proporcional à área do mesmo e oferece uma correção de erros agressiva, com recuperação de dados completa quando até 50% do código de barras estiverem danificados. O 2D Super Script pode codificar duas vezes mais informações do que qualquer outra simbologia de código de barras, em um terço do espaço, sem sacrificar a correção de erros. As vantagens do 2D Super Script são claras. Armazenando informações privadas como biométricas, registros médicos, códigos de segurança, contas de cartão de crédito, assinaturas e fotografias em documentos como passaportes, cartões de identidade, cartões de seguro-saúde, e outros materiais impressos, sua informação se torna um banco de dados portátil. Dessa forma, pode ser usado apenas onde e quando o proprietário do banco de dados precisar. E, o mais importante, a informação privada não pode ser acessada por indivíduos que não estiverem autorizados.

Numa outra abordagem alternativa, a Politec simplifica a vida do usuário providenciando uma câmera para o computador e um aparelho para smart cards. Olhando para a câmera e fazendo o reconhecimento de íris, o usuário não precisa lembrar de nenhuma senha para desbloquear o smart card para acessar a rede através de senhas, senhas dinâmicas, VPN ou outros métodos de autenticação/autorização. A combinação das tecnologias de reconhecimento de íris e de cartões inteligentes eleva os métodos de autenticação a um sistema mais robusto, de dois fatores (Dual Factor). A solução pode acrescentar uma segurança ímpar para senhas, senhas dinâmicas, log-on de Windows 2000, VPNs, autorização de rede, codificação de chaves públicas, certificados digitais e assinaturas digitais. Empresas também podem se beneficiar da segurança aperfeiçoada para os métodos de autenticação existentes enquanto com precisão tiram proveito das vantagens de reconhecimento de íris associado à proteção de smart cards para aplicativos com PKI ou simplificando qualquer futura migração para PKI.

– A Politec, que está hoje presente nas principais capitais do país – Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Goiânia, Salvador, Recife, João Pessoa, Curitiba e Natal – projeta seu faturamento para 2004 em meio bilhão de reais, correspondendo a crescimento de 21% em relação a 2003. A empresa, que tem crescido nos últimos cinco anos, apesar de todas as crises que nos acometeram, a uma taxa média anual de 30%, tem hoje seis mil funcionários e gera, em todo o país, 1.000 novos empregos diretos por ano, no setor tecnológico. Não é pouco, especialmente se considerarmos a situação de imobilismo em que se encontra nossa economia e levando-se em conta também a complexidade e a agressiva competição por espaço que marca o setor. A estratégia da Politec assenta-se na descoberta e na conquista de novos mercados, destacando-se a demanda norte-americana por fábricas de software, o que tem levado a empresa a investir maciçamente na qualificação dos seus profissionais e em certificação CMM. Dois de seus principais sites obtiveram certificados Nível II, com perspectivas de serem levados, ambos, ao Nível III, ao final de 2004.

Em avaliação feita pela consultoria americana Dun & Bradstreet, que integra o processo de contratação emitido pelo GSA (Government Services Administration), a Politec alcançou 91 pontos em uma escala de 0 a 100. Isso contribuirá ainda mais para a conquista do mercado norte-americano, pois a pesquisa serve como recomendação ao órgão que regula a contratação de serviços pelo governo dos Estados Unidos da América. A Politec atua em nível de excelência nas áreas de: Gerenciamento de Identidade (Identity Management), Fábrica de Projetos, Fábrica de Software, Centro de Sustentação de Software, GED, Help Desk, Knowledge Management, Outsourcing, Forms Processing (OCR/ICR) e Automação de Processos de Negócios (Workflow).

A partir do próximo mês de maio de 2005, a tecnologia digital brasileira utilizada pelos bancos e pelo governo chegará à China. Ontem, a empresa brasiliense de tecnologia da informação Politec fechou acordo de cooperação científica, tecnológica e de negócio com o governo da província chinesa Liaoning, considerada o Vale do Silício daquele país. Segundo o sócio-diretor da Politec, Hélio Santos de Oliveira, a expectativa é que o acordo traga, nos próximos três anos, cerca deUS $ 100 milhões para o DF. A China conheceu a tecnologia brasileira e percebeu que está bastante atrasada. Nós temos como ajudá-la a se atualizar e eles têm o dinheiro. Não queremos pensar em valor exato, mas acho que superará a expectativa - diz Hélio.

Em 2003, o faturamento da Politec, de Brasília, alcançou R$410,4 milhões. Em relação aos R$330 milhões de faturamento no ano anterior, houve um crescimento de 24,4%. Mas 2003 foi bem mais difícil para a empresa do que os anos anteriores, apesar do crescimento: é que a empresa interrompeu um ciclo de altas taxas de crescimentos da ordem de 40% a 50%. Para 2004, o clima na empresa também é de cautela. O setor público, que é de onde vem quase dois terços do faturamento da Politec esteve parado nos primeiros meses do ano. Outros setores importantes como finanças e serviços foram melhores. Mas não muito. Daí, as apostas em outro ano de crescimento modesto.

Grande parte das receitas da Politec vem da área de desenvolvimento. Parte dele é feito na própria empresa. Mas, há também muita gente alocada em clientes, principalmente na área financeira. É aí que entra o conceito de fábrica de sustentação, pelo qual a Politec garante o funcionamento de sistemas legados do cliente. O serviço de sustentação de sistemas foi responsável por 17,4% do faturamento de 2003. Atualmente, a Politec mantém em produção cerca de 120 sistemas. A proposta é que os profissionais de uma grande empresa, que são hoje escassos, não percam tempo com tarefas que dão muito trabalho e não agregam nenhum valor novo à operação.

A segmentação do mercado da Politec por tipo de cliente mostra ainda, em 2003, forte hegemonia do setor público, onde existem muitos contratos grandes de terceirização. Outro mercado estratégico para a empresa é o financeiro, incluindo seguros, que concentra os principais clientes para gerenciamento eletrônico de documentos e gerenciamento de conteúdo (workflow). Outra marca registrada nas atividades da Politec é uma cobertura geográfica muito grande. O maior contingente de funcionários está concentrado em Brasília – onde estão os grandes clientes da área pública. A empresa mantém outros sete escritórios regionais no Brasil relativamente grandes. E uma subsidiária nos Estados Unidos que tem 30 funcionários e gerou US$25 milhões de dólares.

A maioria dos contratos prevê pagamentos variáveis de acordo apenas com o que o cliente realmente necessita. A Politec não tem ativos próprios para colocar à disposição. Sua infra-estrutura, razoavelmente pesada, é utilizada exclusivamente para suportar atividades próprias. Os planos agora se voltam mais para o exterior. Para exportar software made in Brazil, a Politec associou-se recentemente a outras empresas (CPM, Itautec, Datasul, Stefanini e Datasul) e formou a Brascom. Em outra parceria, a empresa formou a Next, da qual fazem parte 15 companhias. Hélio Santos de Oliveira, sócio-fundador da Politec, explica que o objetivo destas iniciativas é ganhar músculos para fazer venda em conjunto.

Fonte:
http://www.politec.com.br/
http://www.ccibc.com.br/pg_dinamica/bin/pg_dinamica.php?id_pag=1722
http://serieestudos.com.br/se?cmd=carregarConteudo&arq=revistas/ti/software2004/perfis/services/politec.jsp

acesso em julho de 2005
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