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O processo de refino de petróleo da Refinaria Getúlio Vargas (REPAR) de Araucária envolve uma infinidade de equipamentos com revestimentos metálicos passíveis de corrosão. São caldeiras, bombas, vasos submetidos a alto grau de agressão devido aos elementos químicos usados no processo de refino. Some-se a isso o fato do processo utilizar altas pressões e temperaturas, gerando subprodutos químicos de alta toxidade. Tem-se um quadro em que a segurança é fundamental. Daí a importância de um eficiente trabalho de monitoramento dos processos corrosivos para minimizar os problemas e os riscos de acidentes. Na Repar, até 1994, esse trabalho de monitoramento era feito por um especialista em corrosão que se baseava em normas, cálculos e processos para manter o nível de corrosão mínimo. Além da perda de tempo em tarefas que poderiam ser automatizadas, corria-se o risco da ocorrência de problemas corrosivos em um turno em que o especialista em corrosão não estivesse presente. Foi buscando uma solução mais moderna e eficiente para o diagnóstico dos processos corrosivos que, em 1994, a Repar firmou uma parceria com o Instituto de Tecnologia do Paraná (TECPAR). O objetivo era desenvolver um sistema computacional baseado em técnicas de Inteligência Artificial que conseguisse não só fazer o diagnóstico, como também inferir conclusões a partir de um conjunto de regras iniciais. Depois de quase dois anos de trabalho conjunto entre os técnicos da Repar e os pesquisadores do Núcleo de Informática e Automação do TECPAR, ficou concluído o Sistema Monitor, um software especialista em corrosão. Para chegar ao diagnóstico e apresentar as soluções adequadas, o Monitor utiliza dados como temperatura, pressão, pH, lidos diretamente dos instrumentos conectados à rede de processos da Refinaria. A partir daí, o sistema compara os dados recolhidos com as informações-padrão, as regras pré-definidas, faz cálculos e apresenta as soluções. Em síntese, o Monitor indica ao operador qual a vazão de elementos neutralizantes de pH, os chamados inibidores, que devem ser injetados no processo de refino para manter o pH em uma faixa não corrosiva. Além disso, o Sistema Especialista indica a necessidade de manutenção dos principais instrumentos de medição. Alexandre Jorge da Silveira Salgado, gerente do Setor de Tecnologia de Equipamentos da Repar, indica que são muitas as vantagens do Sistema Monitor em relação ao monitoramento direto por um especialista. Houve redução na manutenção, aumento da vida útil dos equipamentos e redução dos volumes de inibidores injetados no processo. A conseqüência foi a diminuição no custo de operação da unidade de destilação. O sistema permitiu também automatizar e normatizar o controle da corrosão, preservando o conhecimento do especialista. A estrutura utilizada no Sistema Monitor já está sendo utilizada em novos sistemas em desenvolvimento no TECPAR. O Monitor foi tema de uma tese de Mestrado e foi apresentado em congressos no Brasil e no exterior, inclusive no Congresso da Associação de Corrosão Americana. Também foi apresentado um artigo sobre a tecnologia utilizada no Monitor no Terceiro Congresso Mundial de Sistemas Especialistas em Seul, Coréia. O Tecpar é uma empresa pública de direito privado, com sede em Curitiba-PR, onde possui uma unidade de produção de imuno-biológicos. Possui unidades de produção de animais e prestação de serviços em Araucária, Jacarezinho e Maringá. Atua no desenvolvimento de soluções tecnológicas para empresas e na pesquisa, desenvolvimento e produção de imuno-biológicos. Fonte: acesso em maio de 2003 Tecnologia & Inovação para a indústria, Sebrae, 1999, página 218 envie seus comentários para otimistarj@gmail.com. |