Unidade Retificadora Unidade Retificadora Unidade Retificadora

       




A instalação de centenas de antenas de telefonia celular, no Brasil, nos últimos anos, dependeu da importação de unidades retificadoras, para garantir a alimentação de energia dos sistemas. Mas, dentro de dois anos, a tecnologia nacional poderá substituir a importada, com uma eficiência bem superior. O Instituto de Eletrônica de Potência da Universidade Federal de Santa Catarina (INEP-UFSC) acaba de concluir um protótipo de unidade retificadora para alimentação de sistemas de telecomunicações, capaz de converter a energia disponível na rede elétrica comercial (trifásica de 127 VAC) para a tensão necessária nas centrais telefônicas (60VAC). A conversão é feita com um elevado fator de potência e reduzido volume, o que não se consegue com nenhum equipamento comercializado atualmente. Para tanto, a retificadora utiliza componentes eletrônicos operando em alta freqüência, no lugar dos componentes magnéticos dos similares comerciais, conforme explica Yales Rômulo de Novaes, doutorando do INEP.

"A tecnologia é inovadora, considerada estado da arte a nível internacional, uma pesquisa realmente de ponta", diz Ildo Bet, da empresa PHB, parceira do INEP neste desenvolvimento tecnológico. "Deveríamos ter mais empresas investindo em tecnologias assim, pesquisadas nas universidades, para transformar estes protótipos em produtos comerciais, ao invés de apenas publicar resultados, que são aproveitados pela pesquisa do exterior".

Bet vem investindo cerca de 100 a 150 mil dólares anuais no INEP, considerado o segundo do mundo no setor de eletrônica de potência, atrás apenas dos Estados Unidos. O desenvolvimento do protótipo de unidade retificadora levou 2 anos, envolvendo o trabalho de 2 professores, 1 mestrando, 1 doutorando e vários técnicos, sob coordenação de Ivo Barbi. "Hoje estamos na frente, mas a transformação deste resultado da universidade em produto comercial leva aproximadamente mais dois anos e deve consumir investimentos da ordem de 500 mil dólares anuais, em testes e adaptações, de modo que podemos ser superados pela concorrência internacional, quando colocarmos o produto no mercado", acrescenta o empresário, cujo mestrado também foi feito no INEP, sob orientação de Barbi, há 18 anos.

A unidade retificadora para telecomunicações possui como características gerais: fator de potência unitário; alimentação trifásica sem conexão do neutro (fonte de 100A); alimentação monofásica sem conexão do neutro (fontes de 10A, 15A e 25A); elevada eficiência, propiciada pelas técnicas de comutação adotadas; supervisão através de microcomputador; operação em alata frequência com redução do volume em função da potência processada. Ambos os conversores que compõem estes equipamentos são comandados e controlados por circuitos integrados de aplicação específica, porém já com sua tecnologia consolidada no mercado.

Fonte: http://www.estadao.com.br/ciencia/aplicada/2002/mai/16/309.htm
acesso em maio de 2002
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