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A Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto (FMRP) pediu ao INPI a patente de um simulador de vôo que reproduz o esforço físico de pilotos acrobáticos. Testes com os pilotos da Esquadrilha da Fumaça, sediada em Pirassununga, validaram o protótipo. O equipamento está em uso há um ano na Academia de Força Áerea Brasileira. “A idéia precisou de dois anos e meio para ser desenvolvida. Os 11 melhores pilotos fizeram três manobras para veririfcar se o simulador reproduzia as situações de vôo. Houve quase 80% de aprovação”, explicou Antonio Carlos Shimano, professor do Departamento de Biomecânica, Medicina e Reabilitação do Aparelho Locomotor da FMRP. Segundo ele, o protótipo poderá ser modificado e melhorado, dentro do programa de pós-graduação da USP. Outros alunos darão seqüência à pesquisa inicial.O simulador foi criado pelo professor Antônio Carlos Shimano e pelo educador físico Thiago Augusto Rochetti Bezerra, no Programa de Pós-Graduação em Ortopedia, Traumatologia e Reabilitação do Departamento de Biomecânica, Medicina e Reabilitação do Aparelho locomotor da FMRP.O aparelho simula a força empregada pelos pilotos no manche, controle apropriado para pilotar aviões. Durante as manobras aéreas, o manche chega a exigir do piloto uma força até três vezes maior que seu próprio peso. “Este simulador tem condições semelhantes ao manche do avião Tucano, onde foi adaptado um sistema de molas que realiza, por intermédio do manche, as forças mecânicas, muito próximas às forças reais aplicadas durante a execução de uma manobra”, diz Shimano. O simulador é baseado no avião Tucano, fabricado pela Embraer (Empresa Brasileira de Aeronáutica), em São José dos Campos. A aeronave é utilizada na formação de cadetes. Em 2001, o então estudante Thiago Augusto Rochetti Bezerra cursava Educação Física e acompanhou uma apresentação dos pilotos, em Pirassununga. À época, ele tomou conhecimento de que alguns deles sofriam dores nos ombros e braços, após algumas horas de treinamento de vôo. Em 2005, Bezerra decidiu fazer um mestrado sobre o assunto e procurou o professor Shimano. Surgiu, então, a idéia de criar o simulador de forças, para estudar mecanismos que pudessem melhorar a rotina dos pilotos. A iniciativa recebeu apoio financeiro da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo). Segundo os pesquisadores, o braço representa cerca de 5% da massa corporal de uma pessoa. Ou seja, para uma pessoa de 70 quilos com braço de 3,3 quilos, a variação da gravidade pode fazer com que o braço tenha 16,5 quilos.Convidados a participar do experimento, todos os onze pilotos da Esquadrilha testaram e validaram o equipamento, que se mostrou capaz de quantificar a força aplicada individualmente em função do tempo no simulador. O desenvolvimento do equipamento teve a colaboração dos técnicos Edgard Barbon Dimas e Otávio Terra, funcionários da Oficina de Precisão do Campus da USP de Ribeirão Preto. Para o coronel-aviador Neves Neto, comandante da Esquadrilha da Fumaça, o simulador conseguiu fazer com que o piloto ficasse o mais próximo possível do que acontece na cabine do avião. “Isso nos ajudou a entender as lesões que sentimos, principalmente quando o piloto ingressa no treinamento inicial”, comentou o oficial. "Existe uma preocupação muito grande com a nossa preparação física, pois o Tucano não tem o sistema Anti-G, anti-gravidade, que ocorre em alguns aviões de caça, por isso temos que contrair a musculatura, principalmente a abdominal, para evitar que o sangue se desloque para as extremidades do corpo e deixe de irrigar o cérebro", acrescenta o coronel aviador. Criada em 1952, a Esquadrilha da Fumaça não tinha nenhum programa específico para trabalhar a musculatura dos pilotos. Eles precisam 1,5 mil horas de vôo para compor a equipe. Chegam à Esquadrilha sete ou oito anos após a formatura e permanecem por mais quatro anos na equipe. Até dezembro de 2007, a esquadrilha fez 228 apresentações internacionais, em 18 países, além das que são feitas no Brasil. Antônio Carlos Shimano possui graduação em Engenharia Mecânica pela Universidade Federal de Uberlândia (1981), mestrado em Bioengenharia - Interunidades Escola de Engenharia de São Carlos, Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto e Instituto de Química de São Carlos (1989) e doutorado em Engenharia Mecânica pela Escola de Engenharia de São Carlos (1994). Atualmente é professor doutor da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto/USP. Tem experiência na área de Engenharia Biomédica, com ênfase em Biomecânica, atuando principalmente nos seguintes temas: Ensaios tecnológicos de materiais biológico ou não; Ensaios de tração, compressão, flexão, torção e cisalhamento; Propriedades mecânicas de músculo, tendão, ligamento e de osso; Ergonomia; Biomecânica do movimento.Fonte: USP-RP pede patente do simulador de acrobacias Volta Mídia Eletrônica: http://www.jornalacidade.com.br/ Euclides Oliveira 03/09/2008 http://www.jornalacidade.com.br/noticias/71778/usprp-pede-patente-do-simulador-de-acrobacias.html http://www.usp.br/agen/UOLnoticia.php?nome=noticia&codntc=21324 http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=K4707238E3 http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=simulador-da-esquadrilha-da-fumaca-e-validado-pelos-pilotos&id=010150080909 http://www.agencia.fapesp.br:80/materia/9466/especiais/simulador-de-forcas.htm acesso em setembro de 2008 envie seus comentários para otimistarj@gmail.com. |