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Manter um negócio rentável no Brasil é difícil. O diretor da Fecomércio-RJ, Natan Schiper, confirma a dificuldade das novas empresas. "Muitas acabam fechando, porque o novo empresário não tem capital suficiente para resistir a um passo em falso ou não tem preparo para enfrentar situações turbulentas", explica Natan. A má administração generalizada chamou a atenção do professor Fernando Batalha Monteiro, do Departamento de Administração da Universidade Federal Fluminense (UFF), que criou um dispositivo para tentar inverter essa dinâmica, o Simulador Estratégico Empresarial (Sempre). Os beneficiados, por enquanto, são os alunos dos últimos períodos do departamento, que utilizam o software para fazer análises e prognósticos administrativos e para aprender a manter o lucro da empresa. O simulador é útil também para graduandos de Ciências Contábeis, Economia e Engenharia de Produção e objetiva aumentar a capacidade de lidar com problemas que vão da escolha do ponto comercial até a melhor forma de fazer a precificação dos produtos. O professor, que em 1982 conquistou o prêmio Brahma de Administração, quer estimular a criatividade. "No simulador, 99% do programa pode ser modificado de acordo com a necessidade", diz Batalha. O invento é útil, principalmente, para pequenas empresas. O programa baseia-se em uma empresa hipotética cujo funcionamento depende de um banco de dados e de um banco de modelos de decisões. De acordo com os dados colocados no sistema, o programa simula não só a viabilidade de intenções arriscadas no mundo dos negócios, como também trilha um caminho seguro para a empresa não dar prejuízo. Na universidade, o Sempre é utilizado na forma de jogos, os business-games, que retratam a realidade econômica inserida em mercados globalizados e competitivos. Os alunos, com a supervisão do professor, aproveitam históricos de algumas empresas e refazem os passos desde a criação até chegar ao que causou sua falência ou seu sucesso. Mais de 300 alunos já tiveram contato com o simulador Sempre, não-patenteado pelo professor Fernando Batalha para que seja utilizado livremente por qualquer empresa. Fonte: http://odia.ig.com.br/universitarios/mat090203.htm acesso em setembro de 2003 envie seus comentários para otimistarj@gmail.com. |