Obtenção de Spirulina Obtenção de Spirulina Obtenção de Spirulina

       




Após sete anos de pesquisa, Rogério Lacaz Ruiz, assistente de microbiologia da Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos da USP em Pirassununga, desenvolveu um processo alternativo extremamente barato para obtenção da spirulina, microorganismo biossintetizante de efeitos terapêuticos e alimentares. Encontrada no mercado em forma de cápsula e comprimido, a spirulina contém o ácido eicosatentenóico, que diminui o nível de colesterol de quem a ingere e o ácido linoleico, que é hipotenso e portanto benéfico às pessoas hipertensas, sendo também rica em vitamina B-12.

Ruiz entregou sua pesquisa ao GADI - Grupo de Assistência ao Desenvolvimento de Inventos - escritório da USP encarregado de requerer patentes. Para conseguir o número de depósito em 1990, o invento foi registrado somente como processo químico. Se tivesse sido classificado como químico-farmac6eutico, argumenta Paulo Roberto Trautevein Gil, coordenador técnico do GADI, a patente seria negada. As indústrias obtêm a spirulina de duas formas. Uma delas é recolhendo-a da natureza onde é encontrada no lago Texcoco no México e também no lago Chade, na África Central. A outra maneira tem sido o cultivo em tanques artificiais, acrescentando sais que simulam a salinidade dos lagos naturais, o que torna o processo muito oneroso. As técnicas sintéticas podem ser divididas em duas: clean methods (onde se uitliza sais como fontes de nutrientes) e waste methods (leva em conta a presença de nutrientes nas fezes animais como nitrogênio e potássio, que são misturados com outros nutrientes complementares. Destinam-se a produção de alimentos para uso exclusivo animal).

O processo proposto por Ruiz utiliza resíduos (cinzas), capaz de suportar o desenvolvimento e manutenção das culturas estoque de cianobactérias, sendo que entre as diferentes matérias-primas para o fornecimento das cinzas encontra-se as gramínias (bagaço da cana de açucar), vegatais lenhosos e arbustivos (eucalipto, pinus) e fezes de animais (monogástricos e poligástricos). A técnica consiste em: misturar em água determnada quantidade de cinzas; aguardar a perfeita solubilização; filtrar a solução com uso de algodão ou filtro de papel; corrigir o ph final para 8,5 a 9,5;inocular o microorganismo (cianobactéria espirulina) e proceder o cultivo como recomenda a técnica usual.

Fonte:
http://geocities.yahoo.com.br/rogeriolacazruiz/inicial.html
acesso em abril de 2002
Patentes: Onde o Brasil perde, Sindicato da indústria de Artefatos de papel, Papelão e Cortiça no Estado de São Paulo, dez/93, pg 18

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