Sterilair Sterilair Sterilair

       




O STERILAIR elimina fungos, mofos, ácaros e microorganismos nocivos à sua saúde que causam alergias, irritações e complicações respiratórias.No lar e no escritório: o STERILAIR calcina fungos, mofos, bactérias e vírus e elimina ácaros, deixando o ar puro e esterilizado, impedindo o agravamento das crises respiratórias das pessoas alérgicas e evitando a proliferação do mofo. Os ácaros não transmitem qualquer tipo de doença, contudo, a exposição a eles principalmente por crianças, pode causar o aparecimento de doenças alérgicas. O Dr. Platts Mills da Universidade da Virginia nos E.U.A., publicou um estudo conclusivo demonstrando uma maior incidência de asma em crianças expostas a ácaros na infância.

O ar está repleto de gotículas de água que transportam microorganismos e proteínas alergênicas.Por mais limpos e arejados que sejam os ambientes, sempre existirão os ácaros, microorganismos causadores de alergias respiratórias. Para se ter uma idéia, pode haver cinco mil deles em um único grama de poeira. Mas seu habitat mais comum são carpetes, tapetes, colchões, roupas de cama, frestas de assoalho ou rodapés. Sua alimentação básica são os fungos ambientais e resíduos de pele humana descamada naturalmente. Por isso, os colchões e lençóis são microambientes ideais, em razão da umidade e do calor do corpo humano. Os excrementos dos ácaros, ao se decomporem libertam no ar fungos altamente tóxicos que ao serem inalados deflagram as alergias respiratórias como a asma, rinite e bronquite alérgica. Os ácaros são responsáveis por 70% dos casos de alergias respiratórias. Ao contrário dos pólens, que provocam alergias durante as primaveras, a alergia ao ácaro mantém-se ao longo de todo o ano, manifestando-se mais intensamente no clima frio, quando as pessoas permanecem mais tempo em casa e as casas são menos arejadas.

O STERILAIR, pelo efeito de convecção natural, circula esse ar através dos capilares de um bloco cerâmico aquecidos a altas temperaturas, esterilizando-o, sem alterar a temperatura e umidade do ambiente. O coração do aparelho nada mais é do que um bloco cerâmico de material refratário e isolante de 6,5 cm x 6,5 cm x 14 cm, possuindo vários orifícios de 3 mm de diâmetro no sentido vertical de funcionamento. Esses orifícios são aquecidos eletricamente por filamentos (resistências) de fio de Níquel-Cromo. Dentro dos orifícios ocorrerá uma concentração de calor muito alta, chegando a atingir 350°C no interior dos orifícios centrais.

Esse calor gera um fenômeno físico chamado CONVECÇÃO NATURAL DE AR (o ar quente, por ser mais leve, tende a subir e deixa o lugar para a entrada de ar frio), ocorrendo, portanto, uma movimentação de ar através dos orifícios de uma forma contínua. O ar frio (à temperatura ambiente) carregado de bactérias, microorganismos e esporos de fungos, passando pelos orifícios aquecidos, será totalmente esterilizado. E esse processo contínuo esterilizará o ambiente gradativamente. A ação esterilizadora é realizada pela oxidação das proteínas no interior de capilares do bloco cerâmico refratário. O tempo de residência das partículas orgânicas ambientais arrastadas pela corrente de convecção do ar, associado a uma elevada concentração de raios infravermelhos no interior dos capilares, cerâmicos, faz com que todas as proteínas sejam degradadas.

O Sterilair foi criado pelo físico brasileiro Alintor Fiorenzano, falecido em 1994. O inventor residia em Petrópolis - RJ, uma cidade serrana muito úmida, sofria de alergia respiratória e inventou esse sistema, na década de 80, o qual solucionou o seu problema. Fiorenzano foi ambicioso quando percebeu que seu invento tinha futuro em 1983. As encomendas de seus colegas da Nuclebrás aumentavam dia a dia, obrigando-o a manter uma produção artesanal de doze unidades ao mês, além do emprego naturalmente. Gradativamente o aparelho foi sendo difundido entre amigos e parentes do inventor até ele perceber que seria um produto de grande potencial para comercialização. Por sugestão de um amigo, imediatamente tratou de requerer patente no Brasil. O inventor decidiu investigar a possibilidade de registros no exterior: "Procurei um escritório especializado, e os profissionais de lá, me orientaram sobre todos os procedimentos que eu deveria adotar" tendo recebido as patentes US 4877990, IT119238, GB 2169204 e FR 2574298. Prevendo a possibilidade de exportação procurou uma empresa com quem formaria uma parceria para produção em grande escala. A patente original BR 8302255, solicitada em 1983, expirou em 1998. A patente equivalente americana US 4877990 foi concedida em 1989, como continuation-in-part de um pedido solicitado em 1984.

Engana-se quem pensa que o caminho para sua trajetória como industrial estava totalmente aplainado. A microempresa por ele criada para industrializar a invenção, mostrou-se pequena demais para o sucesso do produto e em 1985, Fiorenzano resolveria procurar uma empresa para expandir o negócio: "Alguns executivos nem me recebiam, outros me tratavam como vendedor de bugigangas, vários me propuseram acordos vergonhosos para a compra da patente". Se tivesse prestado atenção à tradição das empresas japonesas, ele certamente não teria demorado tanto para chegar à Yashica, em São Paulo. Após vários contatos, finalmente a Yashica do Brasil, instalada em Sorocaba, por meio da executiva Mitiko Ogura, que acreditou no potencial do produto, iniciou a produção em 1989. Mitiko primeiramente enviou uma amostra para testes a um dos maiores especialistas mundiais em fungos, o professor Hideo Arai, chefe da Seção de pesquisas biológicas do Departamento de Ciência da Universidade de Tóquio. Depois colocou a Yashica como co-patrocinadora de testes hospitalares no Brasil.

O Sterilair foi a grande tacada da empresária. Mitiko descobriu o invento quando ainda estava na Yashica, fabricante de câmeras fotográficas. Levou dois anos para convencer os japoneses da matriz a fabricar o produto. A espera compensou. O Sterilair foi um sucesso comercial e virou nome da sua empresa. Proporcionou a ela projeção no mundo empresarial e um convite para ser representante da Aiwa. Mitiko colheu um invejável padrão de vida. Hoje, a produção e comercialização do STERILAIR estão a cargo de uma empresa de Mitiko Ogura, Sterilair Indústria e Comércio de Aparelhos Elétricos de Sorocaba, estando as duas (Mitiko Ogura e STERILAIR) totalmente desvinculadas da Yashica. Com o objetivo de aumentar a produção e fomentar a venda do Sterilair no exterior, Mitiko tercerizou a fabricação do aparelho, que passou a ser feita pela Stermax, fundada por quatro ex-diretores da antiga indústria. Atualmente a fábrica sorocabana produz dois tipos de Sterilair: o ST-38 de plástico (para ambientes de até quarenta metros cúbicos) e o ST-25 de aço inoxidável (para ambientes de até vinte metros cúbicos).

aparelho com design do brasileiro Renato Mitsuru KuriharaComo o aparelho STERILAIR não possui nenhum sistema que sugue o ar ambiente, pois utiliza-se apenas da convecção natural, sua ação não é eficaz em espaços muito grandes, pois as partículas em suspensão que não são captadas pelo aparelho continuam no ambiente. Nenhum aparelho que trate o ar acaba totalmente com os ácaros pois estes em sua maior parte não, vivem no ar, são muito pesados e vivem no colchão, carpetes, sofás. O que causa a alergia são os resíduos do ácaro ou pedaços do seu corpo que após e sua morte desintegram-se e viram um pó fino que ai sim consegue permanecer em suspenção no ar. O STERILAIR foi testado exaustivamente por diversos pesquisadores no Brasil e no exterior, entre os quais o Instituto Oswaldo Cruz do Rio de Janeiro, o Dr. Hideo Arai, que é o chefe do Laboratório de Estudos para Conservação de Bens Culturais e Históricos de Tóquio - Japão, e, mais recentemente, pelo trabalho realizado pelos pesquisadores do Instituto Pasteur da França. Todos esses trabalhos comprovam a eficácia do STERILAIR no combate à proliferação de fungos e microorganismos presentes no ar. A melhor comprovação do funcionamento é a satisfação dos usuários e o resultado de vendas. Hoje temos mais de 1.500.000 aparelhos vendidos só no Brasil.

Fonte: http://www.stermax.com.br/
acesso em dezembro de 2001
http://www.sterilair.pt/acaros.htm
http://www.editora.ufla.br/revista/24_1/art24.pdf
http://arcoweb.com.br/design/design35.asp
http://www.terra.com.br/istoe/economia/140626.htm
http://especiais.jcruzeiro.com.br/20000601es/344/su21.htm
acesso em agosto de 2002

Cronologia do Desenvolvimento Científico e Tecnológico Brasileriro, 1950-200, MDIC, Brasília, 2002, páginas 195
revista Exame de 10.01.1990 página 85
Agradeço a contribuição do pesquisador Joaquim Eloy, que prepara uma biografia de Alintor Fiorenzano e teve a cortesia de enviar a foto do inventor em julho de 2002.
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