Tênis computadorizado Tênis computadorizado Tênis computadorizado

       




O tênis computadorizado é um tênis com um micro processador acoplado que reúne as informações necessárias para monitorar o desempenho do atleta. Com ele, você controla a distância, a velocidade e o tempo de sua atividade física, seja ela corrida ou caminhada, sem a necessidade de percursos fechados ou com distâncias pré-demarcadas. Você simplesmente ajusta o dispositivo para controlar a duração da atividade ou a distância a ser percorrida e pode treinar onde quiser, a qualquer hora.

O sistema possui sensores eletrônicos que enviam sinais de impacto do pé para o processador, que registra cada um dos passos e disponibiliza estas informações para que você possa acompanhar e melhorar seu rendimento. Para que o sistema possa controlar seu desempenho, é necessário que você programe o tamanho de sua passada. O sistema foi desenvolvido por engenheiros brasileiros e é fabricado em Natal (RN) pela São Paulo Alpargatas e comercializado pela Rainha com o nome comercial de Rainha Personal Trainer.

O tênis computadorizado é um dos projetos do NUDEPRO (Núcleo de Desenvolvimento de Inovações Tecnológica) cuja função é a de ser o elo de ligação entre o pesquisador inovador (em especial da UFMA - Universidade Federal do Maranhão) e o mercado, as instituições de apoio à pesquisa e órgãos intragovenamentais. O NUDEPRO foi uma iniciativa do professor professor Tetsuo Tsuji, que contou com a colaboração do professor Accioly, Marcos Tadeu, e Carlos Alberto Pereira e a administradora Aureluce. Aprovado formalmente na UFMA através da Resolução no 49/97-CONSEPE, de 19 de dezembro de 1997o NUDEPRO logrou êxito em conseguir recursos do CNPq para seus projetos.

O tênis foi uma invenção de dois maranhenses, Joaquim Francisco de Sousa Neto e Tadeu Resende, que pretendem mover ação na Justiça para requerer seus direitos. Segundo eles, o tênis foi idealizado em 1996 e lançado sem autorização pelo fabricante do tênis Rainha, há cerca de dois anos. O gerente da marca Rainha, César Cruz Hamze, disse que a fabricante da marca, São Paulo Alpargatas, antes de fazer o lançamento do tênis solicitou uma consulta para registro de patente junto a um escritório de patentes que à época respondeu pela impossibilidade do depósito de patente porque a previsão de dispositivo eletrônico, do tipo pedômetro e demais variantes de medidas, já se encontraria em domínio público.

Tadeu Resende alega que "o INPI fez uma busca dentro e fora do Brasil e constatou que não existia nada igual ao invento maranhense". "O INPI chegou a encontrar um tênis que tocava música, na Europa. Foi encontrado, também, um tênis com luz e outro com cronômetro de passadas", informa. Assim, em 1996 os inventores entraram com pedido de patente junto ao INPI que foi expedida em fevereiro deste ano. Até o fim do mês, deve ser ingressada uma ação junto ao Supremo Tribunal Federal, em favor dos ‘inventores’. César Hamze informou que a Alpargatas entrou com um pedido de nulidade administrativa da patente que Joaquim Neto obteve junto ao instituto. Segundo ele, as alegações são de anterioridade de pedidos.

O tênis em questão possui sete funções, das quais as principais são medição da velocidade, da quilometragem e do tempo. O produto foi idealizado pelo médico veterinário Joaquim Francisco de Sousa Neto e Tadeu Resende, professor do Departamento de Engenharia da Universidade Federal do Maranhão (UFMA). Segundo eles, no ano seguinte à criação, em 1997, eles mantiveram contato com o Grupo Alpargatas, que chegou a propor enviar alguns modelos de tênis para a realização de testes com o sensor criado. Pouco antes da Copa de 2002, Joaquim Neto e Tadeu Resende, conforme afirmam, foram surpreendidos com o lançamento de um tênis da Rainha, com as mesmas funções do protótipo que haviam criado.

Segundo eles, em contato com o fabricante do tênis, foram informados que a idéia havia sido comprada de um inventor em São Paulo. "Nós chegamos a expor nosso produto em feiras científicas", comenta o professor Tadeu Resende. Em meio a inúmeros argumentos, as conversas com o fabricante do tênis Rainha para requerer os direitos da patente não avançaram. Segundo o professor, a empresa informou que só voltaria a conversar com eles assim que fosse expedida a patente. A idéia de fabricar um tênis microcomputadorizado, segundo Tadeu Resende, surgiu quando o veterinário Joaquim Neto, foi recomendado pelo seu cardiologista à fazer caminhadas num determinado espaço de tempo, velocidade e distância.

A patente Patente de Modelo de Utilidade MU7502638 refere-se a "Tênis Computadorizado". A presente patente diz respeito a um tênis que faz parte dos calçados e que possui um mini-computador o qual possui múltiplas funções e que funciona pela pressão do pêso do pé em uma placa localizada em uma abertura do solado e que faz com que haja contato entre os dois fios que são ligados ao mini-computador.

Fonte: http://www.tenisrainha.com.br
acesso em janeiro de 2002
http://www.nudepro.hpg.ig.com.br/index.htm
acesso em outubro de 2002
JORNAL GAZETA MERCANTIL DATA: 19/11/03 ON-LINE "Patente de dispositivo eletrônico de tênis será questionada na Justiça"
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