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Turboélice pressurizado para 30 passageiros e uso em linhas aéreas regionais, o Brasilia foi lançado, como projeto, em abril de 1980 e seu primeiro protótipo voou em julho de 1983. Diferentemente do Bandeirante, que iniciou sua carreira no Brasil e só depois foi exportado, o Brasilia entrou diretamente em operação no exterior, em outubro de 1985, o que demonstra a confiança do mercado nos produtos da Embraer. Um dos líderes de venda em sua categoria, com mais de 350 unidades já comercializadas e em operação, o Brasilia está equipado com motores Pratt & Whitney dotados de hélices quadripás. A Embraer, ao projetar o Brasília, não só conseguiu produzir o mais moderno avião turboélice de transporte brasileiro, como preencheu a necessidade que o mercado tinha de um excelente bimotor de passageiros. Sempre que possível, foram empregados componentes de fibra de carbono, tornando a aeronave leve e resistente, capaz de excelente desempenho e com alto grau de economia. Adicionando segurança a estas qualidades, a Embraer equipou o Brasília com o que há de mais moderno em "avionics", tendo conseguido esse conjunto de sofisticação, em parte devido ao fato de todo o projeto ter sido assistido por computadores. O Brasília está entre os aviões mais vendidos da atualidade, equipando importantes companhias aéreas internacionais. Na FAB, ele é empregado no transporte de autoridades e suas comitivas, pois sua capacidade de transportar até 30 passageiros faz dele a aeronave perfeita para esse tipo de serviço. Operando da Base Aérea de Brasília, o EMB-120 inicia seu serviço na FAB justamente na cidade que Ihe empresta o nome. Em 1972 a Embraer iniciou um série de estudos sobre uma versão pressurizada do Bandeirante designada de EMB-120 "Bandeirante Pressurizado". Os estudos iniciais acabaram levando a Embraer a optar pelo desenvolvimento uma nova família de aeronaves pressurizadas de transporte. As aeronaves desta nova família, designada 12X, foram apresentadas em 1975 com a edição do documento PT-12X/036 e seriam: EMB-120 Araguai, EMB-121 Xingu e EMB-123 Tapajós. O primeiro avião da família 12X a sair do papel foi o EMB-121 Xingu, que teve a construção de seu protótipo iniciada em 1976. Em 1978 chegou a ser proposto um novo membro na família conhecido como EMB-125. Em setembro de 1979 a Embraer começou a projetar a segunda aeronave da família, um turboélice pressurizado para 30 passageiros, que teria a importante missão de dar continuidade ao sucesso do já famoso Bandeirante no mercado internacional e atender as emergentes necessidades das empresas aéreas regionais de todo o mundo. Em abril de 1980 era exposto, durante um congresso internacional de operadores do Bandeirante, no Rio de Janeiro, o mock-up do EMB-120. Durante este evento os operadores fizeram algumas sugestões que, após analisadas, foram incorporadas ao projeto do avião. Entre elas está o fechamento da porta do bagageiro para a cabine de comando e a instalação de uma porta externa para bagagens; eliminação do rebaixamento do piso do corredor, permitindo a rápida conversão da aeronave para o transporte de carga; e o aumento no volume e limite de peso do bagageiro; entre outras. O mesmo mock-up esteve ainda presente no quinto andar do Hotel Adams em Phoenix, EUA, durante a convenção do C.A.A.A. (Commuter Airline Association of America). O protótipo começou a ser montado em agosto de 1982. Em fevereiro de 1983 a fuselagem dianteira ficou pronta, no mês seguinte foi a vez das naceles, e no mês de abril, asas e fuselagem estavam completas. Nos meses de maio a julho foram instaladas as turbinas e os componentes dos sistemas hidráulico, elétrico, pneumático, etc. Na manhã do dia 27 de julho, o primeiro protótipo, matriculado PT-ZBA, realizou seu primeiro vôo, acompanhado de perto por uma aeronave Tucano. Este vôo foi efetuado em segredo, sem nenhuma cobertura da imprensa. O tão esperado roll-out ocorreu dois dias depois, exatamente como previsto no cronograma inicial. ![]() O dia 29 de julho de 1983 foi uma data marcante para a Embraer. Pela primeira vez uma aeronave produzida no Brasil tinha o seu lançamento acompanhado de perto e com grande interesse pela imprensa especializada internacional, representantes de diversas empresas aéreas e de fabricantes de componentes aeronáuticos de todo o mundo. O Brasília foi apresentado naquela ocasião com seu revestimento todo polido, o que impressionou os convidados presentes. Após ser apresentado numa bonita cerimômia, a nova aeronave foi apresentada em vôo e se permitiu, após o vôo, a visitação do seu interior. Estes fatos, não muito comuns em cerimônias de roll-out, causaram surpresa e foram muito bem recebidos. Em fevereiro de 1985 foi encerrado o programa de testes, após uma campanha de 23 meses de ensaios onde foram executadas 2.300 horas de vôo e 2,5 milhões de homens/hora de trabalho. O EMB-120 foi homologado e recebeu o certificado de aeronavegabilidade do CTA, no dia 16 de maio de 1985 e o do FAA no dia 09 de julho. O PT-ZBB foi entregue no dia 21 de agosto, para o primeiro operador do Brasília, a Atlantic Southeast Airlines, que o rematriculou como N210AS. No dia 1 de outubro o Brasília fazia seu primeiro vôo em operação regular, ligando as cidades de Gainesville, Flórida, a Atlanta na Geórgia. O terceiro protótipo, o PT-ZBC, foi entregue para a DLT, regional alemã sudsidiária da Lufthansa, depois de sua homologação naquele país. O Brasília tornou-se assim, o primeiro avião brasileiro a ser homologado na Alemanha. As operações na DLT tiveram início em janeiro de 1986, com uma viagem de Frankfurt para Münster. Seguiram-se encomendas da Air Midwest (início das operações em 1 de julho de 1986) que os operou no sistema American Eagle; da Norsk Air da Noruega, e da Air Littoral da França, que operou um programa conjunto com a Air France. Em agosto de 1987, a Texas Air fechou o contrato para a aquisição de 50 Brasílias que são operados pela Continental Express, braço regional da Continental Airlines. O contrato, avaliado em US$ 260 milhões, era, até então, o maior da história da Embraer, superando os US$ 200 milhões da venda dos Tucanos para a Royal Air Force. Podemos notar que com o Brasília ocorreu o oposto do Bandeirante. Este somente foi exportado após quase cinco anos de serviço no Brasil, e o Brasília começou a ser operado no exterior, sendo operado comercialmente no Brasil só em fevereiro de 1988, quando a Rio-Sul os colocou em operação. Isto demonstrou o grau de confiança que os operadores internacionais depositam nos produtos Embraer. Fonte: http://www.pstair.com.br/pstair/downloads/frota/em2/ http://www.aer.mil.br/aeronaves/brasililink.htm http://www.amoxingu.hpg.ig.com.br/hobbies/105/index_int_5.html acesso em março de 2002 envie seus comentários para otimistarj@gmail.com. |