INVENÇÕES COM DEPÓSITOS DE PATENTES JUNTO AO INPI
Leite dietético - PI0100421-2
Dante Pazzanese Lanna (Esalq/USP)
Molécula adicionada à ração reduz o teor de gordura, aumenta o de proteínas e acentua efeito anticancerígeno
Fabricação da frutose - PI9600491-6
Márcio Giulietti (IPT)
Para obter o produto, o novo método, estudado ao longo deste ano a partir de uma pesquisa-motivada, consiste em submeter o açúcar invertido (mel) a baixas temperaturas para cristalizar a glicose e concentrar a frutose. Surge como um meio de produção alternativo à convencional separação cromatográfica.
Hidrólise fosfórica de amidos - PI0002001
José Domingos Fontana (UFPR)
Uma tecnologia inovadora, desenvolvida no Paraná para alterar as propriedades físicas e químicas do amido de mandioca, pode representar um salto na comercialização do produto e até em sua exportação. O processo, que reduz o custo em 20% em relação ao método tradicional (hidrólise clorídrica), acaba de ter publicado o pedido de patente no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi) em Hidrólise Fosfórica de Amidos.
Feijão em pó - PI9804590
Ursulino Machado da Silveira
Inventado no início dos anos 90, em Santa Maria, pelo ferroviário aposentado Ursulino Machado da Silveira, 71 anos. Atualmente é comercializado por seu sobrinho, sócio-gerente dos Feijões Tricaldo, Roger Oliveiro.
Açucar ozonizado - PI0505003-0
Raimundo Silton
A utilização de enxofre no processo de branqueamento do açúcar aos poucos vai perdendo espaço nas usinas do Nordeste. Algumas indústrias estão trocando o material, que é considerado nocivo à saúde, pelo ozônio. Além de garantir um produto mais saudável, tanto para consumidores quanto para as pessoas envolvidas na fabricação, e reduzir a emissão de poluentes, a substituição ajuda a agregar valor ao produto final. É o caso da Usina Monte Alegre, na Paraíba, que há três safras deixou de utilizar o enxofre na produção de açúcar cristal.


INVENÇÕES SEM DEPÓSITOS DE PATENTES JUNTO AO INPI
Reutilização de soro de leite
José Cunha Petrus (UFSC)
A UFSC e o Senai de Chapecó estão desenvolvendo tecnologias para o aproveitamento do soro de leite liberado na produção de queijo. O processo viabiliza a reutilização do soro na produção de ricota, sorvete e iogurte.
Laticínios sem colesterol
Sebastião Cesar Cardoso Brandão (UFV)
Queijos e manteiga podem estar presentes na dieta de quem sofre do coração ou de pressão alta: isso é o que promete uma recente pesquisa desenvolvida pelo engenheiro químico Sebastião Cesar Cardoso Brandão na Universidade Federal de Viçosa (UFV). Uma gordura do leite sem colesterol, já produzida no laboratório de Brandão, será a matéria-prima para a fabricação de diversos laticínios.
Conservação de sucos
Amauri Rosenthal (Embrapa)
Um novo método de conservação de sucos e iogurtes está sendo desenvolvido no país. Trata-se da tecnologia de alta pressão, procedimento já utilizado em outras partes do mundo e que deve ser aplicado aos sucos tropicais brasileiros
Catupiry
Mário e Isaíra Silvestrine
Sinônimo de qualidade, comprovado por várias gerações, o requeijão Catupiry foi criado, em 1911, por Mário Silvestrine, na estância hidromineral de Lambari, em Minas Gerais. Catupiry, que significa "excelente" em tupi-guarani, recebeu, recentemente, mais um título a consagracão pública de sua inigualável qualidade, através do reconhecimento oficial de sua marca notória, pelo INPI.
Newsugar
Yong Kun Park(Unicamp)
Em 1991 um grupo de pesquisadores do Departamento de Ciências de Alimentos da Faculdade de Engenharia de Alimentos da UNICAMP, coordenado pelo prof. Yong Kun Park, desenvolve método para produzir açúcar que não engorda denominado NewSugar, substância natural desenvolvida a partir da sacarose.
Iogurte de soja
Elizeu Antonio Rossi(Unesp)
A Universidade Estadual Paulista (Unesp) experimentou o produto primeiro em coelhos e obteve resultados animadores. O "mau" colesterol (o LDL, que adere às paredes das artérias e dificulta a passagem do sangue) foi reduzido em 18,5%. Os índices de "bom" colesterol (o HDL, útil por limpar o excesso de gordura acumulada) aumentaram 18%.
Sanavita
Jocelem Salgado
Cereais, leguminosas e oleaginosas como a aveia, soja, germe de trigo, gergelim, castanha de caju são ricos em carboidratos complexos, fibras insolúveis e solúveis, proteínas, vitaminas, minerais e ricos em gorduras mono e poliinsaturadas, nutrientes adequados para pessoas que precisam perder peso. Todos esses alimentos são a base da formulação do Sanavita®, complemento alimentar desenvolvido há mais de 15 anos pela equipe da Dra. Jocelem Mastrodi Salgado, Professora Titular de Nutrição Humana da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (USP) em Piracicaba/SP.
Cupulate
Nelson Pezoa García, Marisa Jackix e Lireny Gonçalves (Unicamp)
Estão avançadas as pesquisas para a produção do cupulate, um produto análogo ao chocolate, feito com amêndoas de cupuaçu. Pouco conhecido no Sudeste, o fruto do cupuaçuzeiro (Theobroma grandiflorum), uma árvore da Amazônia, é ovalado, com peso médio de 1,2 kg. Fornece a polpa, usada em doces, sorvetes e licores, e as amêndoas, ainda mal utilizadas – normalmente, como adubo.
Caipirinha

Pouco se sabe sobre a origem de nosso drinque mais popular, que, recentemente, teve sua consagração mundial, entrando para a lista oficial dos clássicos da International Bartenders Association. Com isso sua receita passa a ser respeitada no mundo dos profissionais, evitando-se sacrilégios como a adição de licor de laranja, praticada recentemente pelos franceses. Acredita-se que o coquetel tenha nascido no interior de São Paulo - o que explicaria o nome do drinque -, como remédio contra a gripe. A bebida seria, nesse caso, uma variação de beberagem muito popular no Estado, à base de limão-galego, mel e alho.
Cachaça

Nos engenhos de cana, o que restava da produção de açúcar era dado aos escravos e aos animais. Este resíduo era a borra do melaço fermentada, conhecido como "vinho de cana". Os jesuítas registraram que a "áugoa ardente" era dada aos escravos. Alguém teve então a feliz idéia de usar a técnica de Avicena, nesta época já espalhada pela Europa, e destilar este resíduo obtendo um destilado com alto teor alcoólico. Surgia assim a cachaça. era servida aos escravos para que trabalhassem mais animados e chegou a ser usada como moeda de troca na compra de escravos na Guiné.
Brigadeiro

O brigadeiro foi criado no Brasil logo depois da Segunda Guerra Mundial, quando era difícil conseguir leite fresco, ovos, amêndoas e açúcar. Batizaram o doce homenageando o brigadeiro Eduardo Gomes, político e candidato à Presidência.
Quindim

Um ingrediente bem-vindo ao nosso paladar foi o coco. "Foi um dos casamentos interculturais mais importantes da cozinha brasileira", diz a folclorista Cláudia Lima em seu livro Tachos e Panelas. Originário da Índia, o coqueiro foi primeiro para a África e de lá veio para o Brasil. Aqui se instalou na orla marítima, enfeitando nossas praias. O coco é um ingrediente indispensável no preparo dos quitutes afro-brasileiros, como a moqueca de peixe e arroz de coco. A doçaria de origem portuguesa também incorporou o coco. O exemplo mais ilustrativo é o quindim. Esse doce, portanto, tem ascendência portuguesa (os ovos) e africana (o coco).
Queijo Minas
(Minas Gerais)
Este é o queijo brasileiro por excelência. A sua origem perde-se nos tempos, pois sua fabricação vem desde tempos coloniais e hoje, o queijo Minas, comumente chamado queijo mineiro, é um patrimônio nacional. Sua tecnologia, hoje com características bastante próprias, foi aprimorada e amplamente difundida pelo Instituto de Laticínios Cândido Tostes - EPAMIG, ao longo dos últimos 40 anos, chegando a ser identificado como queijo Minas tipo Cândido Tostes. Sua fabricação industrial iniciou-se por volta de 1880, na região da Mantiqueira, próxima a Barbacena.
Queijo Prato
(Minas Gerais)
O cenário queijeiro nacional permaneceu quase inalterado até que, em 1920, um jovem idealista dinamarquês aportou no Brasil. Thovard Nielsen cruzou o oceano para tentar produzir aqui algumas das variedades. Como o clima era impróprio à produção de alguns queijos, Nielsen desenvolveu um queijo com um formato novo: o prato. Assim surgiu o queijo de maior consumo hoje no Brasil.
Queijo Minas Meia Cura
(Minas Gerais)
O queijo Minas - variedade meia-cura, teve sua tecnologia elaborada pela EMATER/Lavras em 1983. Este queijo apresenta um sabor suave, textura compacta, untuosa, boa plasticidade e cor amarelada.
Pão brasileiro
Joselito da Silva Motta (Embrapa)
O pesquisador Joselito da Silva Motta da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e do Abastecimento, está percorrendo várias regiões do país para dar suporte técnico aos panificadores para substituírem em até 20% a farinha de trigo pela farinha de fécula de mandioca na composição do pão comum, agora batizado de "pão brasileiro".
Farinha de banana
(Poema/UFPA)
A Farinha de Banana Poema da Amazônia é produzida a partir da fruta verde, sem uso de aditivos. É um produto 100% natural. O processo de desidratação preserva todos os elementos nutricionais da fruta. Original, deliciosa e fácil de usar, a Farinha de Banana Poema da Amazônia leva exotismo e sabor às suas receitas.
Reabilit
(Nuteral)
Foi em consideração aos casos de pacientes em fase de recuperação que a Nuteral, empresa cearense de biotecnologia, lançou o Reabilit, a primeira dieta para alta hospitalar, nos sabores baunilha e pêssego. O produto, em pó instantâneo para diluir na água ou para dieta enteral por sonda, procura atender as necessidades nutricionais do paciente que volta para casa.
Barreado
(pescadores)
O Barreado é o único prato típico do Paraná originário dos sítios dos pescadores do litoral. Com o decorrer do tempo ele passou dos sítios para as cidades litorâneas. Difícil determinar uma data certa do seu surgimento, sabendo-se por tradição oral, que em Paranaguá, Guaraqueçaba, Antonina, Morretes e Guaratuba o barreado é usado há mais ou menos 200 anos. Certo mesmo é que em nenhum outro Estado do Brasil se conhece esse complicado prato paranaense.
Pão de Queijo
(MInas Gerais)
As cozinheiras das fazendas mineiras que preparavam biscoitos de polvilho para os seus senhores, no século XVIII, não podiam imaginar o sucesso que sua criação faria duzentos anos depois. Acrescido de queijo, o biscoito transformou-se no brasileiríssimo pão de queijo, largamente consumido em todo o país.
Microcápsula contra anemia infantil
Maria Inês Ré (IPT)
A partir de junho de 2004, toda a farinha de trigo e milho vendida no País terá de ser enriquecida com ferro, segundo resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Para atender a essa demanda, pesquisadores do Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT) desenvolveram a tecnologia de microencapsulamento de sulfato ferroso, que pode ser misturado à farinha para fabricação de pães. O objetivo inicial do projeto é combater a anemia por deficiência de ferro entre crianças do ensino pré-escolar, de 2 anos a 6 anos e 11 meses.
Açúcar saudável
Francisco Maugeri Filho (FEA/Unicamp)
Pesquisadores da Faculdade de Engenharia de Alimentos da Unicamp desenvolveram um novo processo para obter açúcares (oligossacarídeos) benéficos à saúde humana. A descoberta ocorreu quando eles buscavam identificar microrganismos capazes de hidrolisar (quebrar) a sacarose para produzir glicose e frutose. O contato da enzima inulinase com a própria sacarose levou à obtenção inesperada dos oligossacarídeos.
Macarrão de mandioca
Antonio Hercilio da Silva
O macarrão de mandioca apresenta algumas vantagens comparativas demonstradas em analise, são elas: o índice elevado de fibra, do cálcio, do ferro e do potássio, comparado ao macarrão convencional.
Feijão integral congelado
Franz Salces (Unicamp)
A tecnologia, prevista para chegar ao mercado no próximo ano, foi desenvolvida pela Green Technologies, fundada em fevereiro de 2002 dentro da Incubadora de Empresas de Base Tecnológica da Unicamp (Incamp). Sob a coordenação do engenheiro químico Franz Salces, a empresa desenvolveu um método de pré-cozimento do feijão por vapor de alta pressão, o que permite que o produto seja congelado semipronto, sem alteração de suas propriedades.
Farinha de jatobá
(Centro Oeste)
O nome popular "jatobá" é originário da língua guarani com o significado de "folha dura" ou "árvore de fruto duro". A polpa das sementes é rica em cálcio e magnésio e além de fornecer alimento a fauna, é ótima para alimentação humana. Seus frutos são comercializados em feiras regionais de todas as regiões onde ocorre esta planta. A polpa é consumida "in natura" e na forma de geléia, licor e farinhas para bolos pâes e mingaus. Existem dezenas de receitas para confecção de bolachas, pães, bolos e mingaus com a farinha de jatobá.
Nuteral Balance
(Nuteral)
Laboratório do Ceará define estratégia de venda para seu novo produto contra o excesso de peso, 100% natural. O Nuteral Balance, novidade que começou a sair da linha de produção da fábrica cearense em outubro passado, é uma nova abordagem para o problema de excesso de peso, segundo o presidente da empresa, Augusto Guimarães, PhD em nutrição humana, agora empenhado na definição da estratégia de vendas.
Sanduíche Bauru
Casimiro Pinto Neto
Muitas pessoas no mundo todo saboreiam o sanduíche Bauru e nem imaginam que o lanche foi batizado com este nome por causa de um bauruense. A receita, embora simples e hoje conhecida internacionalmente, foi inventada em 1933 pelo então radialista Casimiro Pinto Neto, o Bauru, apelido que recebeu dos amigos quando chegou à capital por causa da sua origem.
Mineirinho
(Ubá)
Há 53 anos nasceu, em Ubá, Minas Gerais, um dos refrigerantes mais tradicionais do país, o Mineirinho. Seu sabor único é resultado de uma erva característica da flora brasileira, a Chapéu de Couro, uma planta especial que conseguiu agregar à fórmula, um sabor agradável e totalmente diferente dos demais refrigerantes.
Máquina de leite de soja
Expedito Parente
Expedito Patente, inventor do biodiesel e do prosene, foi o criador de uma máquina de leite de soja, utilizada para produção de alimentos usados na merenda escolar.
Chester
(Perdigão)
Chester® é uma marca registrada do frigorífico brasileiro Perdigão S.A., para designar toda uma linha de produtos (hambúrguer, medalhão, almôndegas, salsicha, lingüiça, mortadela, peito defumado, cortes, fatiados, tender e pratos prontos, pizza e lasanha entre outros) originários de uma ave especial desenvolvida a partir da espécie Gallus gallus, linhagem natural da Escócia, trazida dos Estados Unidos da América pela Perdigão, no final da década de 70. A Cobb Vantress, empresa estadounidensa especializada em genética avícola, administra a linhagem pura usada para a produção exclusiva das aves especiais que levarão a marca Chester® pela Perdigão.
H2Ocean
Jairo Viviani (Aquamare)
Moradores de Miami, na Flórida (EUA), poderão a partir de agosto de 2008 entrar em lojas de conveniência da cidade e levar pra casa uma nova garrafa de água mineral, a H2Ocean. Seria apenas mais uma marca no mercado, não fosse por um detalhe: a H2Ocean é feita a partir da água do mar, com aplicação da nanotecnologia. E mais. O processo foi desenvolvido por brasileiros. A H2Ocean nasceu da experiência de dois cientistas, que começaram a desenvolver a tecnologia de controle de minerais em água dessalinizada.
Guaraná Jesus
Jesus Norberto Gomes
Uma anedota maranhense afirma que, no Estado, o primeiro significado da palavra Jesus é um refrigerante. A brincadeira reflete um fenômeno que começou local, tornou-se famoso no Brasil e agora se apresenta ao mundo: o guaraná Jesus, segundo refrigerante mais consumido no Maranhão (atrás apenas da líder global Coca-Cola). A folclórica bebida cor-de-rosa ganhou a medalha de ouro de melhor estratégia de marketing no Prêmio Internacional de Excelência em Design, o Idea, a maior premiação mundial de design. A campanha vencedora ocorreu no fim de 2008 para renovar o visual da lata. A tarefa não era simples, já que a bebida angariou, ao longo de décadas, fãs entusiasmados.
Café descafeinado
Paulo Mazzafera (Unicamp)
Em 2004, um grupo de pesquisadores brasileiros anunciou, em artigo publicado na revista Nature, a descoberta de pés de café desprovidos de cafeína. No entanto, a ideia de explorar comercialmente o café descafeinado natural tem se mostrado frustrada pela baixa produtividade das plantas, provenientes da Etiópia. Agora, utilizando uma técnica para induzir mutação em sementes, um pesquisador da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) obteve, a partir de sementes de um cafeeiro já utilizado comercialmente, sete plantas mutantes que combinam a produtividade e a ausência de cafeína.
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