INVENÇÕES COM DEPÓSITOS DE PATENTES JUNTO AO INPI
Canhão Higgins - patente n.10176
Arthur Higgins
Em outubro de 1917, durante a Primeira Guerra Mundial, foi concedida ao Professor Arthur Higgins, brasileiro, uma patente sobre um canhão por ele aperfeiçoado para atacar aeroplanos e submarinos. A lei em vigor ainda era a do Império, de 1882. O próprio presidente da República, na época, Delfim Moreira, era a autoridade concedente.


INVENÇÕES SEM DEPÓSITOS DE PATENTES JUNTO AO INPI
Sonar detector de submarinos
Marcelo Damy de Souza Santos
O físico Marcelo Damy foi chamado pela Marinha brasileira para trabalhar no desenvolvimento do sonar que passaria a equipar os navios mercantes brasileiros na Segunda Guerra Mundial. Depois de ter desenvolvido uma técnica especial para orientar cristais de lâminas e cilindros de material ferro magnético, passou a demonstrar as vantagens de se construirem osciladores ultrasônicos a magnetostricção mediante o emprego de cristais ferromagnéticos pré-orientados. Com esta contribuição, particularmente do Departamento de Física, durante a guerra, a USP recebeu a medalha de Mérito Naval após ao fim da guerra.
Míssil FOG-MPM
(Avibrás)
Os trabalhos de desenvolvimento do FOG-MPM ou MAC-MP (Fiber Optic Guided Multi Purpose Missile - Míssil Anti-Carro de Múltiplos Propósitos) foram iniciados em 1985 pela AVIBRAS e revelado em 1989. O programa foi feito com fundos da própria empresa e com todos os componentes produzidos no país.
Astros II
(Avibrás)
Desde a década de 80 os sistema conhecido como Artillery Saturation Rocket System (ASTROS II) tem sido o mais versátil em sua classe, com realizações não alçadas pelos seus competidores, tendo sido provada sua eficácia nos combates na guerra do Golfo.
X1A
(Bernardini)
Ao final dos anos 40, o Brasil recebeu uma variedade de equipamento militar dos EUA, nestes equipamentos se incluíam um grande numero de veículos blindados, dentre os quais se incluía o M3 Stuart. Entretanto, por volta dos anos 70, estes veículos estavam completamente obsoletos. O ministério do Exercito encarregou a firma BERNARDINI, do estado de São Paulo; desta tarefa surgiu um veiculo que se chamaria X1A.
M-41 - Caxias
(Bernardini)
O Carro de Combate Leve M-41 era o que tínhamos de melhor e em quantidade maior, foi a base de toda a formação blindada no Exército. O desenvolvimento do projeto de modernização do M-41 e dos outros veículos não foi em vão, eles nos ensinaram muitas coisas. Os M-41 C continuam a ser maioria no Exército Brasileiro e sobreviverão ainda por muitos anos.
Cascavel
(Engesa)
Depois da Segunda Guerra Mundial, o Brasil recebeu dos Estados Unidos, dentro do Programa de Empréstimo e Arrendamento, vários blindados, entre os quais o Carro de Combate Leve para reconhecimento M-8. A partir de meados da década de 60, esse veículo já podia ser considerado completamente obsoleto. A partir de adaptações, a ENGESA desenvolveu o Cascavel e patenteou um sistema de eixo propulsor traseiro, inédito no mundo, chamado de "ENGESA Boomerang". O novo sistema permite ao veículo absorver perfeitamente os golpes causados pelo percurso em terrenos acidentados e ultrapassar obstáculos com incrível facilidade, graças ao grande deslocamento das rodas traseiras e ao seu diferencial bloqueável.
Osório
José Guilherme Whitaker Ribeiro (Engesa)
A ENGESA, em 1982, resolveu projetar um carro de combate sobre lagarta que satisfizesse as necessidades do Exército Brasileiro e tivesse possibilidades de exportação. O EE-T1 (veículo blindado sobre lagarta) foi projetado para ser o MBT (carro de combate principal) do Exército, onde recebeu o nome de Osório.
Tamoio
(Bernadini S/A)
Construído totalmente no parque industrial brasileiro, através da Bernardini S/A Indústria e Comércio, uma empresa com larga experiência na costrução de veículos blindados sobre lagarta que modernizou uma série de veículos blindados adquiridos pelo Brasil dos norte-americanos no final da década de 60, o Tamoio é um veículo livre de qualquer dependência do exterior. Sua alta potência de fogo, fluidez, velocidade e autonomia, dão-lhe vantagens preponderantes num campo de batalha.
Ogum
(Engesa)
Levando-se em conta as necessidades básicas de seus clientes, a ENGESA desenvolveu o projeto de um veículo pequeno, leve, com alta mobilidade e que tivesse condições de múltiplo emprego no campo de batalha. Foi assim que em meados de 1986, surgiu EE-T4 batizado como Ogum, um veículo concebido basicamente para atuar nas forças de deslocamento rápido. Pode inclusive ser facilmente aerotransportado para cumprir missões de reconhecimento e segurança que exijam grande mobilidade.
Urutu
(Engesa)
O Urutu é o nome de um blindado de transporte de tropa anfíbio, brasileiro, que, junto com o carro de combate Cascavel, tornou-se sucesso internacional, pelo alto desempenho técnico e operacional.A ENGESA começou a desenvolver projetos de carros de combate leves e blindados no final da década de 60. O desenvolvimento desses projetos era feito em cima do sistema ENGESA "Boomerang". Destes estudos nasceram o Cascavel e o Urutu.
Torpedo
André Rebouças
O engenheiro André Rebouças foi formado pela Escola Militar do Rio de Janeiro e combateu na guerra do Paraguai em 1864 no corpo de engenheiros. Projetou, durante a guerra, um dispositivo que lançado em baixo dágua, explodia ao atingir o casco de um navio. Mais tarde este dispositivo, aperfeiçoado viria a ser conhecido como torpedo.
Submarino
Luis de Melo Marques
Nuporanga viveu uma grande epopéia nos primórdios deste século (1901 a 1908). O seu intendente (Prefeito) acabara de planejar e construir um modelo em miniatura de um novo submarino. O engenheiro Luiz de Mello Marques, ex-2º tenente da Armada, realizou duas experiências oficiais, bem sucedidas, com o submarino: uma ao tempo do Presidente Campos Salles (1901), e a outra no governo Afonso Pena (1908), documentadas pelos jornais "New York Herald" e "The Washington Post".
Submarino Tamoio
(Arsenal de Marinha/Nuclep)
O lançamento ao mar do submarino Tamoio (S32) em 1993 pelo Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro (AMRJ) teve um significado histórico para a Marinha, representando um importante marco tecnológico conquistado pela Engenharia Naval Brasileira, graças ao esforço, dedicação e competência de seus engenheiros, técnicos e profissionais especializados. A construção de submarinos no Brasil representa a realização de uma antiga aspiração da Marinha, por seu importante valor estratégico. Com este projeto o Brasil entrou para o seleto grupo de países que detêm a tecnologia de construção de submarinos.
Submarino Nuclear
(Marinha)
O Programa Nuclear da Marinha (PNM), iniciado em 1979, foi concebido com o propósito de gerar capacitação tecnológica no País, para projetar e construir um submarino nacional de propulsão nuclear, no início do século XXI. Segundo o diretor do Centro Tecnológico da Marinha em São Paulo (CTMSP), Wilson Jorge Montalvão Toda a tecnologia atualmente dominada, em conseqüência desse programa, foi realizada no Brasil, por brasileiros, adotando soluções e inovações compatíveis e adequadas às nossas necessidades e condições econômicas. O alto grau de inovação dessa tecnologia pode ser avaliado, por exemplo, no desenvolvimento das ultracentrífugas para enriquecimento isotópico de urânio, que não têm similares no exterior.
Schrapnel Granada
José Félix da Cunha Menezes (Marinha)
O capitão de corveta José Félix da Cunha Menezes especializou-se em artilharia naval, particularmente no que diz respeito a artilharia de desembarque. Como inventor produziu o schrapnel-granada, a mina de projeção e o projétil de queda que foram experimentados com os melhores resultados. As experiências oficiais deste invento foram realizadas em Silloth, Inglaterra, perante uma comissão designada pelo Ministro da Marinha e certo número de oficiais em 1909.
Metralhadora Castilho
Severiano Antonio de Castilho (Marinha)
O Almirante Severiano Antonio de Castilho foi engenheiro naval da especialidade de artilharias, tendo organizado instruções relativas ao material de artilharia que guarnecia os navios do primeiro porgrama depois da proclamação da república e produziu vários inventos dos quais se destacam um aparelho de fechamento de culatra; sistema de cunha; outro sistema de parafuso; um projetil; uma estopilha combinada; uma metralhadora e um sistema de barragens com minas para passos estreitos, todos designados pelo nome - Castilho - de seu inventor.
Jangada salva vidas
Joaquim Ribeiro da Costa (Marinha)
Joaquim Ribeiro da Costa foi almirante do Corpo de Engenheiros navais e chefiou a Diretoria de Maquinas. Foi inventor de seis modelos diferentes de máquinas, entre diversas outras invenções entre as quais o barco salva vidas e a jangada destinada a navios para passageiros, que foram contempladas em 1900 na Exposição de Paris com a medalha que prata que constituia o melhor prêmio a esse gênero de embarcações.
Técnica de enriquecimento de urânio
(IEAv/CTA)
A tecnologia de enriquecimento isotópico de urânio com laser, pesquisada desde 1981 pelo Instituto de Estudos Avançados (IEAv) do Centro Tecnológico Aeroespacial (CTA), de São José dos Campos, possui diversas aplicações, desde o desenvolvimento de combustível para reatores de pequeno porte para utilização em submarinos, até para geração de energia elétrica através de Unidades Autônomas Compactas de Produção de Energia.
Radar Saber X60
(CTEX)
Um modelo compacto de radar para uso militar e controle de tràfego aéreo foi desenvolvido pelo Centro tecnológico do Exército (CTEX) em 2008. batizado de Saber X60, o radar brasileiro tem capacidade para identificar a presença de aeronaves e helicópteros em baixa altitude, ou seja, até cinco mil metros. A identificação é feita através de um sistema de emissão de frequência de rádio.
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