INVENÇÕES COM DEPÓSITOS DE PATENTES JUNTO AO INPI
Andiroba - MU8002917, PI9800437-9
Regina Maria Villela Vieira de Castro Ferreira (NatuScience) e Celso Evangelista dos Santos (Fiocruz)
Dispositivo em formato de vela ou lamparina, capaz de volatilizar substancias extraídas da semente e fruto da arvore andiroba, durante um período suficiente para afastar insetos hematófagos, como por exemplo, mosquitos dos generos Culex, Aedes e Anopheles, piuns ou borrachudos
Vacina contra esquistossomose - PI1100551-3
Miriam Tendler (Fiocruz)
A vacina contra esquistossomose, que a Fundação Oswaldo Cruz está produzindo em parceria com o Instituto Butantan, de São Paulo, baseada na proteína SM 14, encontra-se agora em uma fase experimental, preparatória para o início dos testes em humanos. Essa será a segunda vacina totalmente brasileira. A primeira, desenvolvida no começo do século, foi usada no combate à febre amarela.
vacina contra mal de Chagas - PI0016129-2
Paola Minoprio (Instituto Pasteur)
Uma vacina experimental está sendo desenvolvida na França para combater a doença de Chagas. Ela permite que o organismo infectado pelo protozoário causador da moléstia produza anticorpos específicos contra ela. O trabalho, desenvolvido por uma equipe do Instituto Pasteur liderada pela brasileira Paola Minoprio, pode abrir novos caminhos para a busca de vacinas contra infecções parasitárias.
Biochip do Trypanossoma Cruzi - PI0000886-9
Marco Aurélio Krieger e Samuel Goldenberg (FioCruz)
O primeiro biochip do país construído com genes do parasita Trypanosoma cruzi, causador da doença de Chagas, foi desenvolvido pelo Instituto Oswaldo Cruz, pela Universidade de Mogi das Cruzes e pelo Instituto de Biologia Molecular do Paraná. O projeto, coordenado por Marco Aurélio Krieger, Samuel Goldenberg, Regina Oliveira e Luiz Nunes, possibilita a análise simultânea de milhares de genes do microorganismo.
Artemisinina - PI9804730-2
Adilson Sartoratto(Unicamp)
A Unicamp, por meio do Centro Pluridisciplinar de Pesquisas Químicas, Biológicas e Agrícolas - CPQBA, desenvolve remédio contra a malária à base da substância artemisinina, extraída da planta "artemisia annua", cuja fabricação será feita pelo laboratório Ativus Farmacêutca, de Valinhos/SPin.
Imunossensor amperométrico para doença de Chagas - PI0202214-1
Hideko Yamanaka, Antonio Aparecido Pupim Ferreira, Paulo Inácio da Costa, Walter Colli (Unesp)
Trabalho do doutorando em Biotecnologia Antonio Aparecido Pupim Ferreira intitulado Imunossensor Amperométrico para doença de Chagas, sob orientação da Profa. Dra. Hideko Yamanaka, foi escolhido o segundo trabalho relevante - contemplado com R$ 6 mil - na Mostra de Tecnologia da UNESP, realizada de 28 a 30 de outubro de 2003 no Centro de Convenções Rebouças em São Paulo. A metodologia proposta é inovadora para o diagnóstico sorológico da doença de Chagas.
Kit de diferenciação de leishmanias - PI0004507-1
Álvaro José Romanha, Ângela Cristina Volpini, Valéria Maria de Azeredo Passos, Guilherme Corrêa Oliveira (Fiocruz)
Trata-se de um método para diferenciar os subgêneros Leishmania (Viannia) de Leishmania (Leishmania) principais espécies causadoras de leishmaniose, em especial a Leishmaniose Tegumentar Americana (LTA) no Brasil, utilizando a técnica de PCR-RFLP. O pedido também fornece o kit diagnóstico a ser utilizado no método de diferenciação.
Base coletora de água para vasos - MU7703247-0
Roberto Luiz de Lima
O Hotel Ouro Minas, em Belo Horizonte, ostenta mais de 400 vasos de plantas com uma base que funciona como gaveta que isola a água do contato externo, inclusive do mosquito transmissor da dengue. De autoria do artista plástico e restaurador Roberto Luiz, este é um dos inventos que a Cooperativa de Trabalho dos Intelectuais e Inventores, recém-criada em Belo Horizonte, está conseguindo colocar no mercado.


INVENÇÕES SEM DEPÓSITOS DE PATENTES JUNTO AO INPI
Diagnóstico da doença de Chagas
Edmundo Grisard e Mário Steindel (UFSC)
Uma equipe da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em Florianópolis, caminha para resolver um dos problemas do falso diagnóstico da doença de Chagas: a confusão a respeito do real agente causador do problema. Ainda hoje, um protozoário inofensivo, o Trypanosoma rangeli , pode ser facilmente confundido com o verdadeiro agente do mal de Chagas, o Trypanosoma cruzi , por ser transmitido pelos mesmos insetos e gerar uma resposta semelhante pelo organismo infectado.
Combate ao mosquito causador da malária
Carlos Chagas (FioCruz)
Desde o princípio do século, em 1898 se descobriu que era um mosquito que transmitia a malária, quando então se iniciou o controle da doença. Ao combater o mosquto em Santos, Carlos Chagas verificou que os mosquitos davam dentro de casa e resolveu fazer o controle com defumação nas casas. Até então, ninguém no mundo controlava a malária matando os mosquitos dentro de casa. Matava-se a larva nos criadores aquáticos. Carlos Chagas, com 25 anos na ocasião, foi pioneiro nesse trabalho, que, do ponto de vista internacional, é mais importante que a descoberta da doença de Chagas. É o método que se usa até hoje.
Sequenciamento do DNA da bactéria Chromobacterium violaceum
Andrew Simpsom (Projeto Genoma)
A pesquisa fruto da integração dos trabalhos de 25 laboratórios sob coordenaçào do CNPq, integrantes da Rede Genoma Brasileiro, permitirá a obtenção de medicamentos para o combate ao mal de Chagas
tártaro emético
Gaspar Vianna (Fiocruz)
O tártaro emético, foi empregado no tratamento da leishmaniose. O produto desenvolvido por Gaspar Vianna foi amplamente utilizado no Brasil e em vários países da África e da Ásia.
sequenciamento do DNA do protozoário Plasmodium vivax
Hernando Del Portillo (USP)
Parte do genoma do protozoário Plasmodium vivax, responsável por 80% dos casos de malária no Brasil, foi decifrada por cientistas do Departamento de Parasitologia da Universidade de São Paulo (USP) em parceria com o Centro de Pesquisas em Medicina Tropical (Cepem/Rondônia).
mosquito transgênico
Margareth Caturro (Unifesp)
O trabalho de Margareth partiu da idéia de que uma das formas para combater a malária é atacar o vetor, no caso o Anopheles, inseto transmissor da doença. Ela pretende alterar o código genético do inseto, acrescentando ao seu genoma um gene, criado por ela em laboratório, com "pedaços" de genes de mosquitos, de camundongos e de um vírus.
Bioinseticida contra larvas da dengue
Alessandra Laranja (Unesp)
Combater a dengue pode se tornar uma tarefa cada vez mais simples. Um estudo recente na Universidade Estadual Paulista (Unesp) concluiu que a borra de café inibe o desenvolvimento das larvas do Aedes aegypti, mosquito transmissor da doença.
Bioinseticida contra larvas da dengue
Rose Monnerat (Embrapa)
Após dois anos de estudos, um produto capaz de destruir as larvas do Aedes aegypti -- mosquito transmissor do vírus do dengue -- foi desenvolvido pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e por uma companhia privada de Brasília, a Bthek. Sua fórmula contém uma bactéria -- a Bacillus thuringiensis -- que age especificamente contra as larvas do inseto e, portanto, não causa danos a outros seres vivos. Este será o primeiro produto nacional que aproveita as atividades de um microrganismo para controlar insetos nocivos ao homem e, ao que tudo indica, seu preço será bem inferior ao de fórmulas importadas similares.
Bioinseticida contra larvas da dengue
Marília Barbet Molina (USP)
Pesquisadores da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) trabalham para o desenvolvimento de um bioinseticida que mata a larva do mosquito aedes aegipty, transmissor da dengue e febre amarela. O trabalho está se concentrando em um produto alternativo aos inseticidas químicos, obtido a partir de uma bactéria conhecida com Bti, que produz uma toxina que é letal às larvas do Aedes aegipty. A coordenada da pesquisa, Marília Barbet Molina, atua na área de Tecnologia de Fermentação na Universidade de São Paulo, e acredita que após a liberação dos recursos a pesquisa será acelerada.
Vacina contra malária
Ruth Nussenzweig e Victor Nussenzweig (New York University Medical School)
A cloroquina ainda é o mais eficaz e barato remédio contra a malária, diz a dra Ruth. A comprovação de que seria possível se desenvolver uma vacina contra a doença foi conseguida há muitos anos em laboratório, com roedores infectados por parasitas atenuados por raios gama; estes animais deveriam morrer pois estavam contaminados por um tipo altamente letal de malária. No entanto, a grande maioria ficou imunizada. Foi uma imunidade estéril, ou seja, após os testes não foi encontrado nenhum parasita circulante nestes animais. Posteriormente conseguiu-se bons resultados em macacos, e no inicio da década de 70 o casal Nussenzweig começou a fazer experimentos em humanos.
Vacina contra leishmaniose
José Ribeiro (NIAID)
A saliva da mosca da areia (Phlebotomus patasi) pode levar à produção da primeira vacina contra a leischmaniose. Seria a primeira vacina produzida a partir de material do hospedeiro ao invés do parasita, que afeta cerca de 12 milhões de pessoas no mundo, concentradas na América do Sul, África e Médio Oriente.
Pentamidina
Marcus Luiz Barroso Barros
O médico, pesquisador e professor amazonense Marcus Luiz Barroso Barros, 56 anos, é especialista em leishmaniose, e descobriu a pentamidina, uma droga que cura os portadores da enfermidade com apenas cinco injeções, contra a média de uma centena de ampolas de outros medicamentos injetáveis.
Diagnóstico da Leishmaniose
Aline Chaves Alexandrino (UFPE)
A leishmaniose visceral, doença endêmica em Pernambuco com algumas regiões hiperendêmicas, pode estar com seus dias contados. A tese de doutorado defendida pela professora Aline Chaves Alexandrino, do Departamento de Genética, do Centro de Ciências Biológicas, propõe novas formas de diagnóstico e controle da doença, que atinge homens e cães. O estudo sugere que o diagnóstico laboratorial seja feito através de um teste sorológico (teste de aglutinação direta - DAT) e um teste de genética molecular (reação em cadeia da polimerase - PCR), com extração do DNA do parasita.
Leishvacin
Wilson Mayrink (UFMG)
A leishmaniose é uma doença causada por parasitas do gênero Leishmania. São protozoários da família Trypanossomatidae que se desenvolvem no trato alimentar de um inseto hospedeiro ou vivem e se multiplicam no interior das células de um hospedeiro intermediário mamífero (no caso do calazar). O tratamento é feito, hoje, com uma série de aplicações de antimônio. A Leishvacin,vacina que atua na prevenção e cura da leishmaniose cutânea, foi desenvolvida pelo prof. da UFMG Wilson Mayrink, no final da década de 70.
Remédio contra mal de chagas
Marcio Luis Andrade e Silva (Unifran)
Boa notícia vem da Universidade de Franca (Unifran), na região de Ribeirão Preto (SP), onde pesquisadores apostam num futuro medicamento à base de cubebina, uma substância extraída da semente seca da pimenta asiática, com patente PCT já depositada junto ao INPI.
Remédio contra mal de chagas
Vitor Francisco Ferreira (UFF)
Com 42 anos de história, a Universidade Federal Fluminense (UFF) registrou sua primeira patente no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi). O trabalho, sob a coordenação do professor Vitor Francisco Ferreira, refere-se à síntese de uma nova substância, da classe das naftoquinonas, semelhante à vitamina K, que poderá ser usada no combate à doença de Chagas e sua ação antimicrobiana.
Sequenciamento do DNA do Schistosoma mansoni
Sergio Verjovski-Almeida
Sergio Verjovski-Almeida coordenou a pesquisa que decifrou os genes do parasita causador da esquistossomose, Schistosoma mansoni, que provoca a esquistossomose e afeta dez milhões de brasileiros e 200 milhões de pessoas em 74 países. O estudo divulgado em setembro de 2003 reuniu 36 pesquisadores liderados por Sergio Verjovski-Almeida, do Instituto de Química da Universidade de São Paulo.
Uso de aspirina no combate ao mal de Chagas
Célio Freire Lima e Marcela Lopes (Inst. Biofísica Carlos Chagas)
Marcela de Freitas Lopes, pesquisadora e docente do Instituto de Biofisica Carlos Chagas Filho, da UFRJ, ora fazendo pos-doutorado nos Institutos de Saude em Washington, EUA, recebeu o premio "International Aspirin Award 2000" concedido pela Bayer A.G. da Alemanha para jovens pesquisadores. O trabalho de Marcela Lopes enfoca o uso da aspirina em camundongos infectados com o Trypanosoma cruzi, um protozoario e agente causador da Doenca de Chagas, e demonstra que o Acido Acetil-Salicilico e' capaz de bloquear com eficiencia os efeitos da celulas apoptoticas (forma de morte celular) durante o processo de replicacao do T. cruzi, em macrofagos.
Sequenciamento da bactéria da leptospirose
Fiocruz, Instituto Butantã e Rede Onsa
O Brasil deu um grande passo para obter uma vacina contra a leptospirose. A doença, que atinge mais de quatro mil pessoas anualmente no país, segundo dados mais recentes, é provocada pela bactéria Leptospira interrogans. Um estudo realizado por uma parceria entre pesquisadores da Fiocruz, do Instituto Butantã e da Rede Onsa, um laboratório virtual financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), decifrou o código genético da linhagem Copenhageni, principal responsável pela incidência de leptospirose no Brasil.
Proden
Renan Marino (Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto)
Alvo de polêmica entre a Prefeitura de São José do Rio Preto (438 km de SP) e a Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo, um remédio homeopático usado no combate à dengue foi registrado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) no final do ano passado. O medicamento, desenvolvido pelo médico e pesquisador da Famerp (Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto) Renan Marino, foi patenteado por um laboratório e é vendido em comprimidos. Uma decisão da Justiça determinou que o remédio poderia ser distribuído, com receita médica.
Remédio contra leishmaniose
André Tempone (Instituto Adolfo Lutz)
Um estudo realizado por pesquisadores do Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo, revelou que um medicamento genérico utilizado como vasodilatador para pacientes com isquemia cerebral apresenta potente atividade contra o parasita causador da leishmaniose. A pesquisa, cujos resultados foram publicados na revista Parasitology Research , mostrou que a nimodipina, uma substância inibidora dos canais de cálcio, em ensaios in vitro, teve ação quatro vezes mais efetiva contra a leishmaniose visceral – a forma fatal da doença – que o glucantime, o fármaco-padrão hoje utilizado para o tratamento.
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