INVENÇÕES COM DEPÓSITOS DE PATENTES JUNTO AO INPI
Complexo LDE-quimioterápico - PI1100326-0
Raul Maranhão (Incor)
Maranhão descobriu que as células humanas possuem receptores especiais para uma lipoproteína de baixa densidade chamada LDL. Logo após, desenvolveu uma partícula artificial batizada de LDE, com a mesma estrutura do LDL e capaz de carregar drogas quimioterápicas e levá-las seletivamente ao interior das células cancerosas, poupando as células sadias dos efeitos tóxicos do remédio.
Vacina contra hepatite B - PI9705324-4
Nicolai Granovski (Instituto Butantan)
Vacina patenteada e produzida pelo Instituto Butantan por engenharia genética. Antes de ser abastecido pela produção do instituto, o Brasil era obrigado a comprar a vacina por US$ 8,00 a dose. Hoje, o produto já é oferecido a US$ 0,80.
Gomesina - antibiótico - PI0001870-8
Sirley Daffre (ICB/USP)
Os antibióticos não precisam ser produzidos apenas a partir de fungos. Pesquisadores do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP extraíram da aranha caranguejeira uma substância, a gomesina, que funciona como um antimicrobiano mais eficaz e de efeito mais rápido que os convencionais.
Vacina contra tuberculose - PI0003132-1
Célio Lopes Silva (USP)
Os pesquisadores desenvolveram uma vacina de DNA, considerada de terceira geração, que poderá ser aplicada no controle da tuberculose, caso seja comprovada em humanos a mesma eficiência já atestada em animais.
Insulina artificial - PI8803346-5
Luciano Vilela (Biobrás)
Um novo método para produzir insulina artificial que utiliza tecnologia de DNA recombinante foi desenvolvido por pesquisadores do Departamento de Biologia Molecular da Universidade de Brasília (UnB) em parceria com a empresa Bioquímica do Brasil (Biobrás). Pela invenção a Biobrás recebeu o prêmio FINEP 2000 de melhor empresa.
Interferon - PI9606269-0, PI9606270-3
Paulo César Peregrino (UFMG)
Uma nova versão do interferon, proteína usada no tratamento de alguns tipos de tumores e infecções virais e parasitárias, foi descoberta por cientistas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). A versão inédita da substância, produzida no Laboratório de Vírus do Instituto de Ciências Biológicas (ICB), foi patenteada pela UFMG em novembro de 2000 nos Estados Unidos.
Anestésico - PI9904493-5
Maria dos Prazeres Barbalho Simonetti (USP)
Trata-se de um anestésico local, ou seja, se aplicado na coluna vertebral, ele não induzirá o sono no paciente e sua ação se limitará às regiões que compreendem o abdome e os membros inferiores. O remédio chama-se simocaína (uma referência ao nome de sua criadora).
Hormônio de crescimento - PI9805166-0
Hamza El-Dorry (USP)
A produção do hormônio brasileiro é resultado das pesquisas da empresa Genosys Biotecnológica, com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). A produção do medicamento é feita por meio da tecnologia do DNA recombinante a partir do gene que comanda a síntese do hGH, clonado em 1996.
Heparina brasileira - PI9805128-8
Mauro Sérgio Gonçalves Pavão (UFRJ)
Compostos com a mesma atividade da heparina, principal anticoagulante conhecido, foram encontrados em invertebrados marinhos. Conhecidos como heparina brasileira, os compostos são extraídos da ascídia, do pepino-do-mar e do coquille de Saint Jacques.
Vacina contra câncer - PI0001029-4
Fernando Thomé Kreutz (FK-Biotecnologia)
Instalada na Incubadora Tecnológica Cientec em Porto Alegre, vinculada à Secretaria de Ciência e Tecnologia do estado, a FK desenvolve anticorpos monoclonais para exames clínicos e marcadores de tumores, resultado de dez anos de trabalho na UFRGS. Por essa participação, a universidade receberá royalties quando as vendas tiverem início. Kreutz também possui uma técnica experimental de vacina autóloga (feita com material do próprio paciente) para tratamento do câncer, que já possui um pedido de patente no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI).
SB-73 - PI8701363-0
Odilon da Silva Nunes (Cedecab)
Resultado de estudos iniciados na década de 50 por um grupo de pesquisadores paulistas, o SB-73 é definido como um imunomodulador, por ser capaz de restabelecer as defesas do organismo contra vírus e bactérias, auxiliando no combate ao câncer e a infecção hospitalar. Apesar das divergências, as perspectivas do SB-73 são boas. Com base nos estudos realizados pelo Cedecab, o SB-73 foi aceito em 1993 no Programa de Drogas Experimentais contra Aids, da Administração de Drogas e Alimentos (FDA), o órgão federal americano responsável pela análise de alimentos e medicamentos. Nelson Durán um dos fundadores do Cedecab, é recordista em registro de patentes entre os pesquisadores de universidades brasileiras.
Hidrogel - PI9105110-0
Maria Cristina Smith Dias
Pacientes atendidos com queimaduras, no Hospital das Clínicas de São Paulo, são os primeiros a receber o tratamento com o curativo gelatinoso desenvolvido no Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen), batizado de Hidrogel. Trata-se de uma membrana constituída de 90% de água e 10% de polímeros sintéticos e naturais que, por estas características, mantêm a umidade do local afetado. Além das funções terapêuticas, o curativo impede a invasão de microorganismos, reduz o processo inflamatório da pele, e ainda alivia a dor. Outra vantagem é que o Hidrogel não gruda na pele, o que facilita as trocas.
Obtenção de spirulina - PI9003291-8
Rogério Lacaz Ruiz (FZEA/USP )
Processo de obtenção de um meio de cultura para produção de spirulina, um microorganismo fotossintetizante com efeitos terapêuticos e alimentares, somente encontrado in natura ou produzido em onerosos tanques artificiais.
Sinergen - PI9905016-1
Omilton Visconde Júnior (Biosintética)
A presente invenção se refere à associação, numa mesma unidade farmacotécnica, cápsula e comprimido, da Amlodipina, um antagonista de cálcio, com o Enalapril, um inibidor da enzima conversora de angiotensina, que é útil no tratamento da hipertensão arterial. O laboratório 100% nacional, é uma das empresas com forte atuação na área da cardiologia, incluindo genéricos. Desenvolvido pela Biosintética, foi o primeiro medicamento desenvolvido por laboratório brasileiro a obter patente.
Produção de hecogenina - PI8402432
Chang Il Yang (UFPB)
A equipe do Laboratório de Tecnologia Farmacêutica da UFPB, coordenada pelo professor Yang (1984), desenvolveu um processo para a produção de hecogenina a partir da fermentação anaeróbica do suco do sisal, empregando a fermentação anaeróbica desencadeada pela inoculação no suco de sisal purificado de microorganismos encontrados no rúmen, empregando como suporte uma solução alcalina.
Pílula perfume - PI9902912
Afrânio Aragão Craveiro (Padetec)
Dentro de pouco tempo só terá problemas com desodorante vencido quem quiser. Qualquer um poderá exalar perfume por todos os poros. A promessa vem do Parque de Desenvolvimento Tecnológico do Ceará (Padetec), que desenvolveu um produto para as pessoas se perfumarem: cápsulas de óleos essenciais de plantas aromáticas para serem ingeridas. O novo produto já foi patenteado e deverá chegar ao mercado em 2004.
Medicamento à base de isoflavona aglicona - PI0004237, PI0502309
Yong Kun Park (Unicamp)
Um dos contratos da Agencia de Inovação da Unicamp foi firmado com a Steviafarma, empresa especializada em produtos fitoterápicos para produção do medicameno usado em reposição hormonal de mulheres na menopausa Aglicon Soy. O laboratório utilizará um método desenvolvido na universidade para extrair isoflavona da soja. O estudo foi feito pelo pesquisador Yong Kun Park, do Laboratório de Bioquímica de Alimentos, na Faculdade de Engenharia de Alimentos da Unicamp.
Colírio de insulina - PI0401186
Eduardo Melani Rocha, Antonio Carlos Boschero, Daniel Andrade Da Cunha, Everardo Magalhães Carneiro, Lício Augusto Velloso, Mário José Abdalla Saad (Unicamp)
Nova formulação de um medicamento na forma de colírio, para ser aplicado localmente em indivíduos com olho seco, que devido às suas características permite sua distribuição entre os tecidos da superfície ocular, aumentando o metabolismo celular e a restauração da atividade dessas células, antes deprimida pela carência de fatores inotrópicos que foram cronicamente reduzidos em virtude do menor carreamento, decorrente da diminuição da lágrima.
Droga contra diabetes tipo 2 - PI0500959
Lício Augusto Velloso, Cláudio Teodoro De Souza (Unicamp)
O desenvolvimento de uma droga voltada ao tratamento do diabetes do tipo 2, a mais comum entre a população mundial, é o objetivo de uma parceria firmada no último dia 2 de outubro pela Unicamp e a Aché Laboratórios Farmacêuticos. A empresa desembolsará R$ 2 milhões para financiar os testes de um composto produzido pelo Laboratório de Sinalização Celular da Faculdade de Ciências Médicas (FCM). Caso o medicamento chegue ao mercado, a Aché pagará entre 2,5% e 4% de royalties da receita líquida para a Universidade, que detém a patente da tecnologia. De acordo com as partes envolvidas no acordo, a assinatura de um contrato de licenciamento desse gênero ainda é pouco comum no Brasil, embora seja freqüente nos Estados Unidos e Europa.
Droga inteligente para o tratamento de câncer - PI0405573
Antonio Claudio Tedesco e Daniela Manfrim Oliveira (FFCLRP/USP)
Um novo fármaco criado na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da USP é o primeiro a combinar um agente fotossensibilizador e um fluido magnético na terapia fotodinâmica do câncer. A substância desenvolvida pela química Daniela Manfrim Oliveira tem maior eficiência na destruição de células de tumores, baixa toxicidade e leva menos tempo para ser eliminada pelo organismo. O fármaco deverá estar disponível para uso clínico em 2011.
Agente anti-tumoral - PI0406057-1
Ana Marisa Chudzinski-Tavassi (Instituto Butantan)
Da saliva do carrapato-estrela (Amblyomma cajennense), a ciência conhece apenas os efeitos nocivos. A febre maculosa, doença muitas vezes fatal, é transmitida pela picada do aracnídeo. Da mesma substância, porém, podem sair novos medicamentos contra o câncer, além de anticoagulantes. Desde 2004, pesquisadores do Instituto Butantan, em São Paulo, trabalham no desenvolvimento de uma droga que possa ser utilizada com as duas finalidades. O prognóstico é animador.
Acheflan - PI8805094, PI0419105-6
(CPQBA)
A Unicamp desenvolveu o primeiro antiinflamatório feito com base no extrato de uma planta nativa brasileira --em forma de creme-- que estará no mercado ainda neste semestre. A erva-baleeira (Cordia verbenacea) --usada por pescadores no litoral das regiões Sul e Sudeste-- é a matéria-prima do medicamento. Também é chamada de erva-da-praia e maria-milagrosa. O creme surgiu de uma pesquisa realizada pelo CPQBA (Centro Pluridisciplinar de Pesquisas Químicas, Biológicas e Agrícolas) da universidade.
Droga contra asma - PI0602885-3
Instituto Butantã
Uma droga desenvolvida a partir do veneno de um peixe chamado niquim, também conhecido como peixe-sapo (encontrado nas regiões Norte e Nordeste do país) é a nova descoberta do Instituto Butantan no combate à asma. E com a vantagem de não apresentar os mesmos efeitos colaterais dos corticoides, medicamentos mais usados hoje contra a doença.


INVENÇÕES SEM DEPÓSITOS DE PATENTES JUNTO AO INPI
Anti-hipertensivo
Maurício Rocha e Silva, Gastão Rosenfeld e Wilson Teixeira Beraldo (Instituto Biológico de São Paulo)
Em 1949, o isolamento da bradicinina por Maurício Rocha e Silva, Beraldo e Gastão Rosenfeld, no Instituto Biológico de São Paulo, foi uma das maiores contribuições brasileiras à farmacologia. A bradicina é uma substância de ação hipotensora e estimuladora do músculo liso, presente no veneno da jararaca. A pesquisa sobre a bradicinina foi posteriormente desenvolvida por outro brasileiro, Sérgio Ferreira, que, juntamente com seus colaboradores, isolou, na década de 60, do veneno da Bothrops jararaca, um princípio ativo capaz de intensificar a resposta à bradicinina e que foi denominado FPB (fator potenciador da bradicinina).
Evasin - anti-hipertensivo
Antonio Carmargo (Instituto Butantan, UFMG, Unifesp)
Retomando as pesquisas de Sérgio Ferreira acerca de peptídios potenciadores da bradicinina BPPs, a equipe do prof. Camargo depositou patente do evasin, derivado também de BPP, mais seletiva que o captopril em sua ação, sem o efeito colateral apresentado pelas drogas captopril, enalapril, lisinopril e outras.
LASSBio-294
Eliezer Barreiro (UFRJ)
O LASSBio-294 (que atua no aumento das contrações cardíacas), foi desenvolvido a partir de modelagem molecular e teve pedido de patente solicitado no INPI em 1999. Este fármaco inovador é fruto de uma técnica que tem tido aplicação crescente na pesquisa científica: a modelagem molecular.
soro antiofídico
Vital Brazil (Instituto Butantan)
Foi um pioneiro da medicina experimental no Brasil e criou a base da imunologia no País, ao elaborar soros específicos contra picadas de cobras a especificidade antigênica, um dos pilares da imunologia moderna. Vital Brazil criou o Instituto Butantan.
soro antiofídico em pó
Rosalvo Guidolin (Instituto Butantan)
O soro antiofídico em pó não precisa de refrigeração, pode ser transportado em mochilas e tem prazo de validade maior que o soro líquido, acondicionado em ampolas
neolignanas, substância anti-tumor
Otto Gottlieb (Fiocruz)
Indicado ao Prêmio Nobel de Química de 2001 por seus estudos pioneiros propondo uma nova classificação das plantas a partir de suas características químicas, Otto Gottlieb identificou centenas de substâncias denominadas lignóides, uma característica marcante das plantas arbóreas.
Remédio contra epilepsia
Luís Eugênio Mello (Unifesp)
Médicos da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) desenvolveram uma droga que age diretamente no cérebro e impede - ou pelo menos diminui - as chances de ataques epilépticos em pessoas que tenham tido um traumatismo craniano.
Vacina de DNA
José Maciel Rodrigues (UFMG)
A eficácia das vacinas de DNA pode ser otimizada se o material genético for revestido por microesferas biodegradáveis que protegem-no e liberam-no de forma gradual nas células do organismo vacinado. O procedimento, desenvolvido pela equipe do professor José Maciel Rodrigues Jr., da Faculdade de Farmácia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), já foi testado com sucesso em ratos
Agente Desfibrinante
Ana Marisa Chudzinski-Tavassi (Instituto Butantan)
O veneno da lagarta Lonomia obliqua possui um componente chamado lopap capaz de ativar o sistema de coagulação sangüínea. A proteína purificada pode servir como um agente terapêutico em tratamento de Trombose, agindo como um desfibrinante
Soro anti-veneno de cascavel
Ivan da Mota e Albuquerque (Butantan)
Um novo soro antiveneno de cascavel desenvolvido por pesquisadores do Instituto Butantan causa menos reações adversas que a soroterapia convencional. O novo soro é menos agressivo por ser elaborado a partir de fragmentos de anticorpos humanos e conter proteínas produzidas pelo próprio organismo.
anti-inflamatório
Gilberto De Nucci (USP)
Primeiro medicamento sintetizado e patenteado, trata-se de um antiinflamatório, já testado com sucesso em animais, elaborado pelo médico farmacologista Gilberto De Nucci numa parceria entre o Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (USP), onde De Nucci é professor, e os laboratórios farmacêuticos Aché.
Método Orestes
Emmanuel Dias-Neto (Instituto Ludwig)
A técnica, batizada Orestes (sigla para Open reading frames EST sequences), descreve a informação contida na porção central das moléculas de RNA mensageiro, ao passo que as técnicas tradicionalmente usadas partem de suas extremidades. O método Orestes permite ainda a identificação de genes raros, dificilmente localizáveis pelos meios convencionais.
Tamandarina
Rosângela Epifânio (UFF)
O estudo que deu destaque ao Lapromar descreve uma substância chamada tamandarina A e caracteriza sua atuação frente a algumas células tumorais. O trabalho mereceu a capa da revista americana The Journal of Organic Chemistry e rendeu a Rosângela - uma das autoras - um prêmio concedido pela Fiocruz.
remédio contra doença de Alzheimer
Sérgio Teixeira Ferreira (UFRJ)
O medicamento, desenvolvido por pesquisadores dos departamentos de Bioquímica Médica e de Anatomia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), utiliza dois compostos orgânicos aromáticos que impedem a destruição dos neurônios que caracteriza o distúrbio.
sangue artificial
Eliana Abdelhay (UFRJ)
As células sangüíneas já podem ser produzidas em laboratório. Uma equipe de cientistas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), coordenada pela biofísica Eliana Abdelhay, conseguiu obter hemácias, leucócitos e plaquetas a partir de células-tronco de embriões de camundongos.
piridostigmina
Antonio Claudio Lucas da Nóbrega (UFF)
Uma droga já usada no tratamento de alguns distúrbios neurológicos, a piridostigmina, pode combater também doenças cardiovasculares - enfermidades que respondem por cerca de 30% dos óbitos no Brasil e representam a maior causa de morte.
Insulina vegetal
José Xavier Filho (Uenf)
A Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) constatou que vegetais como o feijão-de-porco (Canavalia ensiformis) e pelo menos outras 17 espécies vegetais produzem insulina. Até então, acreditava-se que apenas os animais vertebrados possuíam essa capacidade. A pesquisa que levou ao fato é coordenada pelo professor José Xavier Filho, que já requereu o pedido de patente do processo de extração da insulina vegetal.
Biotônico Fontoura
Cândido Fontoura
Criado em 1911, como um antianêmico ("ferro para o sangue e fósforo para os músculos e nervos"), o produto foi popularizado com o personagem Jeca Tatu de Monteiro Lobato.
Solução Hipertônica
Irineu Velasco e Mauricio Rocha e Silva
O atual interesse pelo uso das soluções hipertônicas no tratamento do choque surgiu a partir do clássico estudo de Velasco e colaboradores , publicado em 1980. Foi demonstrado que a rápida injeção de NaCl a 7,5%, num volume equivalente a apenas 10% do volume de sangue retirado para causar choque hemorrágico grave em cães, restaurava rapidamente a pressão arterial e o débito cardíaco, resultando em sobrevida de todos os animais. O produto foi patenteado nos Estados Unidos US5443848, mas não recebeu patente no Brasil, porque a lei 5772/71 vetava a patentes à fármacos.
Enterolobina
Marcelo Valle de Souza e Laudro Morhy
Uma proteína descoberta na Universidade de Brasília e que poderá ser aplicada, no futuro, na destruição de células de câncer e de microorganismos, na purificação rápida das células de defesa do organismo humano e no combate a pragas da lavoura, foi lançada no espaço, em outubro de 1998, numa viagem do ônibus espacial da Nasa, agência espacial norte-americana. A proteína chama-se enterolobina e foi descoberta e purificada pelos professores Marcelo Valle de Souza e Laudro Morhy, em 1985. É proveniente de semente da árvore conhecida como tamboril ou orelha de macaco, encontrada no cerrado e na região amazônica.
Tratamento de vitiligo
Maria Beatriz Puzzi (Unicamp)
Há uma nova esperança para as vítimas de queimaduras e de acidentes que provocam lesões de grandes áreas da pele e que antes dependiam só de enxertos. A novidade vem da criação do laboratório de Cultura de Células de Pele e Epiderme Reconstruída, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), que desenvolveu uma pesquisa de cultura de pele para a reconstrução da epiderme. O resultado do estudo, que demorou quatro anos para ser concluído, surpreendeu e animou o meio científico.
Própolis contra cárie
Michel Hyun Koo(Unicamp)
Pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas e do Centro de Biologia Oral da Universidade de Rochester (EUA) estão patenteando um processo que utiliza substância descoberta no própolis brasileiro no combate à placa bacteriana, um dos principais vilões combatidos nos consultórios dentários. Os pesquisadores descobriram que a substância que as abelhas utilizam como cimento na construção de suas colônias é capaz de combater a GTF, uma enzima responsável pela cola biológica que estrutura a placa bacteriana.
Pomada Akatine
Maria de Fátima Martins dos Santos Lima (USP)
O escargot sempre foi conhecido como uma iguaria da cozinha francesa, tanto pelo seu sabor quanto pelo seu aspecto pouco atraente. Agora, cientistas descobriram mais dois benefícios proporcionados pelo animal: seu alto valor nutritivo e seu possível uso para fins medicinais. Além de ter uma carne rica em proteínas, o molusco secreta substâncias cicatrizantes, usadas por pesquisadores da Universidade de São Paulo para desenvolver uma pomada de aplicação animal, batizada Akatine.
Hormônio do crescimento
Adilson Leite (Unicamp)
A partir de controle genética, o pesquisador Adilson Leite, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), desenvolveu com sua equipe um processo de produção de proteínas em plantas e fez com que sementes de milho produzissem o hormônio de crescimento. As sementes de milho modificadas geneticamente elaboraram um hormônio de crescimento ou hGH (do inglês human Growth Hormone) que até o momento tem se mostrado idêntico ao produzido pelo organismo humano.
Marcador para câncer de pulmão
Vera Luiza Capelozzi (USP)
Há treze anos, desde que defendeu sua tese de doutorado, Vera Luiza Capelozzi, professora associada do Departamento de Patologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), se dedica a uma tarefa pioneira na ciência nacional: pesquisar marcadores biológicos de prognósticos que possibilitem prever, com um bom grau de certeza, a evolução do câncer de pulmão, uma das neoplasias de mais difícil controle para os oncologistas, e estimar a sobrevida dos pacientes.
Creme BucoDental
Walter Tourinho Lacerda
Depois de um longo processo de pesquisa, iniciado há 24 anos pelo cirurgião dentista baiano Walter Tourinho Lacerda, de 76 anos, já pode ser encontrado em Salvador o creme BucoDental - Hidrocortisona Medicamentosa, que parece uma pasta de dentes comum e se destina ao tratamento de alguns males da boca.
Diagnóstico da neurocisticercose
Adelaide José Vaz (FCF/USP)
Pesquisadores da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP desenvol-veram um reagente biológico para diagnosticar a neurocisticercose, a mais grave e freqüente das infeções que acomete o sistema nervoso central. A doença é originária das larvas da taenia solium e se instala no cérebro humano causando lesões irreparáveis. O teste é feito com uma simples amostra de sangue da pessoa e o resultado está pronto em algumas horas.
Retro-viral contra AIDS
Eloan Pinheiro (Far-Manguinhos)
De tanto fazer 'engenharia reversa', desmontando o medicamento dos outros para fazer um igual, o Brasil aprendeu a produzir um remédio próprio contra a Aids. São moléculas novas dos inibidores de protease e da transcriptase reversa, as mesmas que formam o coquetel atual, mas que seriam menos tóxicas e com maior eficácia.
Tratamento contra dor óssea
(Inpe)
O Samário-153 é utilizado no tratamento da dor resultante de metástases ósseas, principalmente aquelas decorrentes do câncer de próstata e mama. Uma das vantagens de sua utilização é a redução de outros medicamentos mais fortes utilizados no tratamento da dor, em especial, a Morfina, além de antiinflamatórios, sem perda de eficácia no tratamento. O Samário-153 é produzido desde 1993 pelo Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen), em São Paulo, e distribuído para todo o Brasil. O Brasil foi um dos pioneiros desta técnica no mundo.
Redutor de colesterol
(Biosintética)
Associação de duas substâncias já conhecidas, o produto é obtido de plantas e será aplicado na terapia e profilaxia das hipercolesterolemias, complementando e reforçando a dieta. Ele age no organismo por meio de duas ações sinérgicas, uma impedindo a absorção do colesterol da dieta e outra removendo o colesterol através da absorção dos sais biliares. Patente já solicitada pela Biosintética com os inventores. Estudos de fase 2 já foram iniciados.
Crotamina
José Moura Gonçalves
O bioquímico Moura Gonçalves descobriu em 1945 a crotamina, uma toxina do veneno da cascavel. Essa descoberta, a cristalização da crotoxina por Karl Slota do Butantã em 1938 e a descoberta da bradicinina em 1949 são trabalhos clássicos que promoveram o estudo dos venenos no campo internacional, pois davam um enfoque molecular, físico-químico e farmacológico moderno ao estudo destas substâncias. Em 1988, foi instituída a Sociedade Brasileira de Toxinologia (SBTx), tornando ainda mais efetiva a relevância do estudo das toxinas realizado no país.
Glicoproteína GP43
Rosana Puccia
Estudiosa das endemias brasileiras, Rosana Puccia (1959) realizou pesquisa pioneira sobre a paracoccidioidomicose, micose endêmica de caráter sistêmico que atinge grande número de pessoas em várias regiões do Brasil e da América Latina. Nesse trabalho, Rosana Puccia identificou e procedeu à caracterização química do principal antígeno do Paracoccidioides brasiliensis, denominado de GP43 ou glicoproteína de 43.000 daltons.
Konopothanatus brasiliensis
João Batista de Lacerda
Invento proposto pelo médico João Batista de Lacerda, importante médico da segunda metade do século XIX, pesquisador do Museu Nacional e um dos pioneiros da ciência experimental do Brasil. Lacerda propunha um preservativo da malária e da febre amarela denominado Konopothanatus brasiliensis "uma combinação em proporções definidas de substâncias de origem vegetal com a propriedade, uma vez derramada e esfregada sobre a pele, de preservá-la da picada dos mosquitos e de suas perniciosas conseqüências.
Platinil
(Quiral Química)
Primeiro medicamento para uso oncológico produzido com tecnologia integralmente nacional. O primeiro lote do Platinil injetável, foi comercializado em 1993. O frasco de 50 g custava US$ 47, enquanto o similar importado era vendido por US$ 105.
Pomada Minâncora
Eduardo Augusto Gonçalves
Com 87 anos de mercado, a Pomada Minancora, tornou-se símbolo de tradição e confiança de seus usuários. A consagração popular desta Pomada diversificou e aperfeiçoou a sua aplicação e uso, tornando-se um dos medicamentos mais utilizados com segurança, por gerações e gerações em todo o Brasil. A exclusiva fórmula da Pomada Minancora seca e cicatriza rapidamente espinhas, frieiras e outras afecções da pele, formando um película protetora que envolve e protege a sua pele do ataque de agentes externos e do ressecamento excessivo.
Fimatosan
João Philemon de Lima
Não se pode falar da história da indústria farmacêutica brasileira sem incluir Fimatosan, uma composição preparada pelo farmacêutico João Philemon de Lima, em 1920. Da mesma forma, Fimatosan faz parte da história da propaganda nacional, com seu jingle inesquecível, que patrocinava os grandes programas da época de ouro do rádio.
Pereirina
Ezequiel Correia dos Santos
O Brasil do século XIX mal conhecia cientificamente a descrição dos vegetais de sua flora. Isto no entanto, não deve significar que o país e suas faculdades de farmácia não produziram cientistas de nível nacional e internacional, já na segunda metade do século XIX, como Ezequiel Correia dos Santos, que isolou o princípio ativo do Pau Pereira em 1848, a pereirina em colaboração com Soullié e Dourado.
Água inglesa modificada
Luís Felipe Freire de Aguiar
O proprietário da primeira indústria farmacêutica do Brasil, foi Luís Felipe Freire de Aguiar. A Água Inglesa ou da Inglaterra, era um vinho de quina, muito usada como tônico e antiespasmódico. Até 1888 este produto no Brasil era considerada um segredo da família de André Lopes Castro, português. Freire de Aguiar estudou vários vegetais da nossa flora, e conseguiu elaborar uma fórmula mais honesta e cientificamente perfeita e obteve a aprovação da sua Água Inglesa modificada.
Polvilho anti-séptico Granado
João Bernardo Coxito Granado
Em 1860, o português José Antonio Coxito Granado desembarcou no Brasil, com apenas 14 anos de idade, em busca de novas oportunidades. Logo que chegou, o jovem José Coxito começou a trabalhar numa botica na rua do Hospício (hoje rua Buenos Aires). Em 1869, José Coxito fez proposta de compra da botica de Barros Franco, nascia então, a Casa Granado. A fórmula do Polvilho Antisséptico foi criada em 1903, pelo farmacêutico João Bernardo Coxito Granado - irmão de José Coxito, o fundador da Casa Granado. Naquela época, o médico sanitarista Oswaldo Cruz foi quem licenciou a fabricação do Polvilho, já que ele era "chefe" da Inspetoria Geral de Saúde.
Regulador Xavier
João Gomes Xavier
O regulador Xavier é um preparado à base de extratos vegetais, de plantas medicinais, desenvolvido em São Paulo, pelo farmacêutivo João Gomes Xavier, para distúrbios da menstruação, e registrado no órgão de saúde desde 1930. Quem não se lembra do jingle: "1,2, . . 1,2 . . Regulador Xavier: o remédio de confiança da mulher" ?
Óleo de rã
José do Nascimento Brandão
Uma descoberta potiguar que faz sucesso em todo o país é o óleo de rã, que possui características terapêuticas capazes de tratar e prevenir cerca de 30 doenças. Criada pelo engenheiro agrônomo aposentado José do Nascimento Brandão, o produto promete também se tornar uma febre nos Estados Unidos. Recentemente, o invento foi admitido para comercialização nos EUA. A inspiração para a idéia do óleo de rã partiu do conhecimento popular. José Brandão disse ter ouvido pessoas que já tinham usado a banha da jia no tratamento de doenças da garganta e de doenças respiratórias.
Diagnóstico de hipertensão
Dulce Casarini (Unifesp)
A bióloga Dulce Casarini, professora da Nefrologia da Unifesp, descobriu que os indivíduos que têm hipertensão ou a desenvolverão carregam um possível sinalizador na urina. O provável indicador de hipertensão encontrado pela bióloga é uma forma da proteína específica ECA-1 (enzima conversora da angiotensina 1).
Vacina contra toxoplasmose
Heitor Franco de Andrade Júnior e Roberto Hiramoto (USP/IPEN)
Cientistas do Instituto de Medicina Tropical e do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares desenvolveram a primeira vacina contra a toxoplasmose. Ela é feita a partir da exposição do próprio parasita causador, o Toxoplasma gondii, à radiação. A dose de 200 graus não mata o protozoário, mas quebra seu DNA e o impede de se duplicar pela reprodução assexuada. A eficiência da vacina injetada já foi comprovada. A próxima etapa será testar sua forma oral, via por onde ocorre a infecção com o protozoário.
Citrato de Sufentanil
(Cristália)
A United States Pharmacopoeia, entidade que controla os fármacos produzidos nos Estados Unidos e em mais de 35 países, acaba de dar ao Citrato de Sufentanil, produzido pela Cristália Produtos Químicos e Farmacêuticos, a chancela de padrão internacional. O fato é inédito, já que nenhum outro fármaco produzido no Brasil, por indústrias nacionais ou multinacionais, já ganhou esse status. A partir de agora, os Citratos de Sufentanil produzidos nos laboratórios dos países filiados à USP serão comparados ao produto brasileiro e só serão aprovados aqueles que tiverem o mesmo grau de pureza do Citrato de Sufentanil da Cristália.
Anti concepcional reversível
Elsimar Coutinho
O ginecologista baiano Elsimar Coutinho, quatro décadas dedicadas à pesquisa no campo da reprodução humana descobriu no final dos anos 50, quase por acaso que aplicações de progesterona, tinham o efeito de inibir a gravidez por um tempo determinado. Estava descoberto o primeiro anticoncepcional de efeito prolongado e reversível. Hoje, as injeções de progesterona a cada seis meses são utilizadas por mais de 15 milhões de mulheres em 90 países.
Nofertil
Elsimar Coutinho
O Laboratório Hebron, de Caruaru, Pernambuco, encaminhou em janeiro de 1999 ao ministério da Saúde pedido de registro para comercialização do Nofertil, primeira pílula anticoncepcional masculina não hormonal do mundo. O medicamento é feito a partir do gossipol, uma substância natural extraída da semente do algodão, que desativa a enzima responsável pelo amadurecimento dos espermatozóides. Os efeitos contraceptivos do gossipol foram descobertos pelo professor Elsimar Coutinho, do Centro de Reprodução Humana da Faculdade de Medicina da Universidade Federal da Bahia (UFB).
Herpesan
Marçal de Queiroz Paulo (UFPB)
No tratamento da herpes o herpesan tem muitas diferenças de seu principal concorrente, o Zovirax. A começar pela estrutura molecular que difere dos outros remédios, por pertencer a uma nova classe de fármacos antivirais: os neoflavonóides, que são substâncias sintetizadas pelas plantas para defes a e coloração. A pequena empresa Phytoquímica bancou a pesquisa durante anos e agora procura parceiros para iniciar a produção em larga escala.
Xarope Melagrião
Laboratório Catarinense
Há 85 anos no mercado e comercializado há 58 anos pelo Laboratório Catarinense, o tradicional xarope Melagrião é o carro-chefe da empresa e responde por cerca de 20% das vendas. Foi o primeiro produto fitoterápico no País a submeter-se a testes de eficácia junto à Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), e hoje é comercializado também na forma de spray e pastilhas.
Soro gênico
Diógenes Santiago dos Santos (UFRGS)
Um soro capaz de combater mais de 80% das infecções hospitalares conhecidas no Brasil pode entrar no mercado nacional até março deste ano. Uma equipe de mestres, pesquisadores e estudantes do Departamento de Biologia e Biotecnologia Molecular da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) desenvolveu o soro gênico, que mostrou eficiência de 100%. O soro se revelou muito eficaz no controle de microrganismos Staphylococcus aureus resistente a meticilina e os enterococos, tidos como os principais agentes de infecções no mundo.
Spray de insulina
Armando da Silva Cunha Júnior
Um novo método de administração da insulina desenvolvido na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) promete dar fim ao desconforto de mais 135 milhões de diabéticos em todo o mundo gerado pela aplicação diária de injeções de insulina. A técnica permite que o hormônio seja inalado sob a forma de aerossol, como nas bombinhas usadas por asmáticos.
Anti inflamatório
Mozart Neves Ramos (UFPE)
Cientistas da Universidade Federal de Pernambuco descobriram novo antiinflamatório, 50% mais potente que o ácido acetilsalicílico, princípio ativo da Aspirina. A substância foi testada em camundongos e os pesquisadores agora querem realizar ensaios em humanos. A nova droga é do grupo das pirimidinas, composto orgânico sintetizado em laboratório.
Vacina contra diarréia
Magda Carneiro Sampaio e Luis Trabulsi (USP)
A vacina cria anticorpos contra a bactéria Escherichia Coli enteropatogênica, principal agente causador de diarréia em crianças de baixo nível social. A pesquisa foi conduzida por dois grupos de pesquisa da USP, coordenados por Magda Carneiro Sampaio, do Laboratório de Imunologia de Mucosas, e por Luis Trabulsi, do Laboratório Especial de Microbiologia. É a primeira vez que se consegue produzir uma vacina contra diarréia, doença que mata 2,6 milhões de crianças por ano, segundo dados do Unicef.
Pomada cicatrizante de jaca
Maria Cristina Roque Barreira (USP)
Dentro de pouco tempo, a um novo produto tratará queimaduras e cicatrizes cirúrgicas: a pomada de jaca. Desenvolvida por pesquisadores da USP (Universidade de São Paulo) em Ribeirão Preto, o medicamento tem como princípio ativo a lectina KM+, uma proteína presente na semente de jaca e que estimula a proliferação celular e a produção de colágeno.
Teste IgM-GIPL ELISA
(Katal Biotecnológica)
A Katal, empresa nacional de biotecnologia localizada em Belo Horizonte (MG), lançou em 2004 um kit de teste de laboratório denominado IgM-GIPL ELISA para o diagnóstico da toxoplasmose. Considerada uma zoonose muito freqüente não só em países do terceiro mundo, a toxoplasmose é uma doença infecciosa causada por um protozoário, o Toxoplasma Gondii e tem como seu hospedeiro definitivo, o gato.
Soro antiofídico sem alergia
Paulo Roberto Ribeiro Costa e Paulo Melo (UFRJ)
Pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro sintetizaram um conjunto de substâncias que podem se tornar alternativas ao soro antiofídico. Derivadas de plantas comuns no Brasil, essas moléculas foram eficientes em proteger roedores contra cinco tipos de veneno de serpente, e sem causar reações alérgicas.
Vacina contra raiva
Neuza Frazatti Gallina (Instituto Butantan)
A vacina anti-rábica do Instituto Butantan tem se mostrado alternativa eficaz à tradicional vacina contra raiva, elaborada em tecido nervoso do cérebro de camundongos e aplicada nas campanhas governamentais. A principal diferença da nova vacina é o método de produção por cultivo celular, o que, de acordo com os cientistas, além de evitar sacrifício de animais, permite a obtenção de um produto mais puro e capaz de induzir maior produção de anticorpos.
Manitol
Júlio Cruz (Unifesp)
Medicamento já conhecido pelos médicos e utilizado em unidades de terapia intensiva nos casos de coma profundo, o manitol está mudando o destino de muitas pessoas que teriam a morte cerebral decretada. A diferença é que agora o doente recebe o remédio já no pronto-socorro, antes de ir para a UTI, e a dose empregada é o dobro da convencional. A descoberta em relação à eficiência da alta dose é resultado de um trabalho conduzido pelo neurocirurgião Julio Cruz, diretor da Central Internacional de Neuroemergências e professor da Unifesp, que passou a ser um dos 200 maiores intelectuais do mundo, de todas as áreas, após receber, no início do ano, a Ordem de Excelência do Século XXI, do Centro Biográfico Internacional de Cambridge, Inglaterra.
PSA Visual
Leonides Resende Júnior (Katal)
O produto vencedor do prêmio FINEP 2004 categoria Produto Região Sudeste, da Katal Biotecnológica (MG) é um kit diagnóstico de alta sensibilidade e baixo custo, que permite a um técnico de nível médio, sem o uso de equipamentos especiais, distinguir visualmente diversas faixas do hormônio PSA no sangue. Isso representa uma evolução tecnológica do kit tradicional, uma vez que permite ao olho humano distinguir valores até então possíveis apenas com o uso de espectrofotômetros. Tal sistema, se utilizado na rede do SUS, será útil especificamente na prevenção do câncer de próstata.
Soro contra aranha marron
Marcus Vinícius Gomez (UFMG)
Em colaboração com a Universidade Federal do Paraná, a UFMG desenvolveu um dos produtos utilizados para a produção de soros contra a “aranha marrom”, um grande problema social no Sul do País. Por causa de um desequilíbrio ecológico, a população desse tipo de aranha se alastrou enormemente, e as práticas de combate têm sido ineficazes.
CRIS-031
(Cristália)
O CRIS-031 é a primeira molécula desenvolvida no Brasil para o tratamento da disfunção erétil. A Cristália espera a aprovação da agência americana regulatória – FDA, para que possa ter esse medicamento comercializado no mercado americano, invertendo a prática habitual de comercialização no Brasil de moléculas e medicamentos desenvolvidos internacionalmente.
Identificação de veneno de cobra
Rodrigo Catharino e Gustavo de Souza (Unicamp)
Pesquisadores do Laboratório Thomson de Espectrometria de Massas, do Instituto de Química (IQ) da Unicamp, acabam de desenvolver uma metodologia capaz de identificar com precisão, em apenas um minuto e meio, o veneno de uma cobra, entre sete espécies diferentes. Estas foram escolhidas por serem muito freqüentes na fauna brasileira.
Pomada para cicatrização de feridas em diabéticos
Mário Saad, Maria Helena Melo Lima (Unicamp)
A Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) anunciou em 2007 um creme à base de insulina capaz de reduzir o período de cicatrização de feridas em diabéticos, diminuindo o risco de amputações de membros nos pacientes. Segundo a Universidade, é o primeiro medicamento deste tipo no mundo com registro de patente e que é feito à base de insulina (hormônio responsável pela redução da taxa de glicose no sangue).
Corante de açaí para identificação de cáries
Arnoldo Medeiros (Embrapa)
Um produto amazônico vai revolucionar o tratamento dentário. Trata-se do corante natural de açaí, que foi desenvolvido pela Unidade Amazônia Oriental da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), em parceria com a Universidade Federal do Pará. O corante de açaí permite a identificação da cárie e de outras doenças dentárias.
Sabonete de cana de açúcar
Érica Ortolan
Quando decidiu inaugurar uma empresa de cosméticos, a farmacêutica Érica Ortolan investiu na estratégia comercial de se apresentar ao mercado por meio de uma linha de produtos diferenciada. Após um ano e meio de pesquisas, além de empresária, havia se tornado inventora. Essa foi a patente registrada pelo desenvolvimento do sabonete esfoliante em barra fabricado a partir de extrato vegetal de cana-de-açúcar e bagaço.
Anti-retroviral à base de algas
Luis Roberto Castello Branco (IOC)
Algas marinhas do litoral brasileiro poderão vir a ser uma importante fonte para o tratamento e a prevenção da Aids nos próximos anos. Três substâncias – de um total de 22 testadas –, obtidas a partir dessas algas, mostraram em pesquisas divulgadas em 2008 promissora atividade inibitória do processo de replicação do vírus HIV em suas três fases: na transcriptase reversa, na protease e, o mais importante, na morfogênese, o que nenhum medicamento hoje existente no mercado faz.
Extra Graft XG-12
(Silvestre Labs)
O Extra Graft XG-12 foi lançado em 2007 como medicamento para reconstituição de maxilares lesionados estimulando as células-tronco dos ossos a se desenvolver e preencher a parte que está com a lesão, o mesmo funcionamento de outros medicamentos no mercado, porém para ossos diferentes. O Extra Graft XG-12 rendeu ao Laboratório Silvestre Labs do Rio de Janeiro, prêmios de Inovação Tecnológica da Finep e da Unicamp, que ajudou a desenvolvê-lo.
Anti hipertensivo
Rubén Dario Sinisterra, Frédéric Jean Georges Frezard e Robson Augusto Souza dos Santos, Ana Paula Nadu (UFMG)
Um medicamento anti-hipertensivo com sistema de liberação controlada, desenvolvido na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Brasil, é a primeira patente da instituição na China. Há também pedidos de proteção em análise na Coréia, nos Estados Unidos, Europa, Índia, Japão e México. O anti-hipertensivo foi formulado a partir do peptídeo angiotensina (1-7). A metodologia patenteada diminui a velocidade de absorção do medicamento no organismo e aumenta a sua eficácia. A tecnologia foi desenvolvida pelos professores Rubén Dario Sinisterra, do Departamento de Química do Instituto de Ciências Exatas, Frédéric Jean Georges Frezard e Robson Augusto Souza dos Santos, ambos do Departamento de Fisiologia e Biofísica do Instituto de Ciências Biológicas, e por Ana Paula Nadu, doutora pela UFMG.
Soro contra veneno da aranha marrom
Denise Vilarinho Tambourgi (Instituto Butantã)
Os soros utilizados atualmente neutralizam as toxinas em circulação no organismo humano, mas não são muito eficazes para tratar lesões na pele, o veneno da aranha-marrom causa, na maioria dos casos, lesão local. Vários resultados mostram que o veneno da aranha-marrom tem um componente central, a esfingomileinase D, responsável pelos principais sintomas clínicos. Com base nisso, os pesquisadores do Instituto Butantã conseguiram isolar e introduzir o gene que codifica para essa toxina em bactéria.
Soro antiveneno de abelha
Keity Souza Santos (Unesp)
Pesquisadores do Instituto de Investigação em Imunologia - Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (iii-INCT) registraram a patente nacional definitiva do primeiro soro antiveneno de abelha do mundo. O soro deve começar a ser produzido ainda este ano pela Fundação Butantan após os testes finais de homogeneidade e a certificação pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). O produto será distribuído principalmente para os hospitais públicos.
Detectou alguma informação errada? Conhece alguma invenção para nossa galeria ? Entre em contato ! otimistarj@gmail.com

Esta página não é uma publicação oficial da Rede de Tecnologia do Rio de Janeiro, seu conteúdo não foi examinado e/ou editado por esta instituição, tampouco foi realizada qualquer análise de mérito ou técnica nas invenções descritas. A responsabilidade por seu conteúdo é exclusivamente do autor.