INVENÇÕES COM DEPÓSITOS DE PATENTES JUNTO AO INPI
Holoprojetor - PI9302553-0
José Lunazzi
É um aparelho que utiliza as propriedades da tela holográfica, para a reprodução de imagens tridimensionais completas ou holoimagens. Através destas técnicas, foi possível obter varias maneiras de codificar uma sequência contínua de perspectivas de uma cena para projetá-las ampliadas sobre uma tela holográfica. O HOLOPROJETOR é semelhante a um projetor de diapositivos (slides) mas, devido à nova técnica desenvolvida, ele funciona na realidade como um projetor perfeitamente tridimensional projetando não fotografias senão objetos.
Diamante artificial - PI9500117-4
Vitor Baranauskas (Unicamp)
Um robô em marte, munido de um tubo milimétrico de diamante, colhe substâncias que dirão aos pesquisadores se há qualquer tipo de vida naquele planeta. Cena impensável há alguns anos, este fato não só está prestes a ocorrer como a tecnologia desenvolvida para isso é fruto de um trabalho da Unicamp, do Inpe e da Universidade São Francisco. A Agência Espacial Norte-Americana (Nasa) está interessada na patente das brocas feitas de diamante artificial, ideais para tal operação por não oferecerem contaminação nem variação de temperatura. A aplicaçãoda mesma técnica para construção de uma broca odontológica de diamante, mereceu o prêmio Governador do Estado de São Paulo, de 1999
Acelerador de partículas movido a laser - PI9201269-8
Mahir Saleh Hussein e Maurício Porto Pato (IFUSP)
O projeto do Super Collider que estava sendo construído no Texas no início dos anos noventa, orçado em US$ 9 bilhões, foi cancelado, em parte, porque os pesquisadores da IFUSP, mostraram que o custo poderia ser abaixado para um terço do valor acima, utilizando nos seus argumentos todo o aparato matemático de Einstein.
Fotografia em 360 graus - patente n. 61472
Sebastião Carvalho Leme
Em 1957 um empresário solicitou uma fotografia de seus prédios em uma confluência de 3 esquinas e o seu interesse era mostrar o conjunto dos prédios em uma só foto, o que necessariamente teria de ser em 360º. Usando uma Rolleiflex com cabeça panorâmica foram tirados 10 negativos que, ampliados e montados, resultaram numa foto com 360º. Daí surgiu o desafio: Por que não tirar num só negativo uma foto 360 graus? O embrião de uma idéia surgiu ao inventor Sebastião Leme. As tentativas do inventor em industrializar seu invento não lograram êxito.
Roseta Ótica - PI9105465
Walter Antonio Kapp (CERTI)
A roseta ótica é um sistema revolucionário para medir tensões e deformações mecânicas utilizando holografia eletrônica. Simples de usar, leve , portátil e robusto é o sistema ideal para quem tem um grande volume a realizar em aplicações de laboratório ou em campo. Com uma tecnologia inédita, inteiramente desenvolvida no Brasil, a roseta ótica, ao ser ligada a um computador portátil, em poucos segundos determina o estado de tensões na superfície medida.
Monitor de radiação MIR7028 - PI0300667
(CNEN)
A MRA Industria de Equipamentos Eletrônicos Ltda, com a interveniência do Centro Incubador de Empresas Tecnológicas -CIETEC I SP, firmou um convênio com o IPEN para transferência da tecnologia de produção desses dosímetros.
Transmissor Inteligente de Concentração/Densidade - PI0008289
Gilmar Caldeira (Smar Corp.)
O Transmissor Inteligente de Concentração/Densidade DT302 (Touché) é um equipamento destinado à medição contínua de concentração/densidade de líquidos, diretamente em processos industriais. O DT302 constitui-se de uma sonda com dois diafragmas repetidores que ficam mergulhados no fluido de processo. Um sensor de temperatura que fica dentro. Em 1988 a SMAR tornou-se o maior fabricante de instrumentos para controle de processos no Brasil, sendo que sua atuação nesta área só começou em 1982. Atualmente, mais de um terço da produção da empresa são vendidos no mercado internacional.
Cinematógrafo - patente no. 16476
Ludovico Persici
Em 1899 nascia o genial Ludovico Persici, em Alfredo Chaves. Em 1927, ele registrou um invento na Biblioteca Nacional, o cinematógrafo ou Apparelho Guarany, construído com peças de gramofone, de relógios velhos e latas de manteiga, que conseguia a proeza de filmar, copiar, medir e projetar as fitas. Mas sem recursos não pôde desenvolvê-lo e acabou não reconhecido na sua época.


INVENÇÕES SEM DEPÓSITOS DE PATENTES JUNTO AO INPI
Elementos Ópticos Difrativos
Luiz Gonçalves Neto (USP)
Os EODs são superfícies ópticas com microrrelevos capazes de modificar as propriedades de um feixe de luz por meio do atraso de sua propagação no espaço.
Chave ótica
Anderson Gomes (UFPE)
O defletor óptico (ou chave óptica) utiliza uma proteína estudada há anos - a bacteriorodopsina -, que tem a propriedade de absorver luz e pode aumentar a capacidade de transmissão de dados por fibra óptica. Um protótipo do defletor já está sendo desenvolvido.
olho mecânico
Luciano da Fontoura Costa (USP)
Um olho mecânico foi desenvolvido a partir do sistema visual da aranha saltadora, espécie que possui uma das visões mais sofisticadas entre os invertebrados.
Sensor de Umidade Brasileiro
(Inpe)
A bordo do satélite Aqua, que a agência espacial norte-americana (Nasa) lança em 4 de maio de 2002, estará o sensor de umidade brasileiro (HSB), desenvolvido pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O instrumento vai auxiliar o satélite a monitorar o sistema aquático do planeta para um melhor entendimento dos processos de mudança climática global. Os dados obtidos pelo Aqua, que serão captados todas as tardes, serão comparados com os do satélite Terra (lançado em 1999), que capta imagens durante as manhãs. O cruzamento dos dados permitirá estudar a variabilidade do ciclo da água ao longo do dia. Os satélites integram o Sistema de Observação da Terra, da Nasa.
Detector de próton e anti-próton
Alberto Franco de Sá Santoro (CBPF)
Cientistas brasileiros, ligados a diversas Universidades e instituicoes, construiram o Foward Proton Detector (FPD), um detector capaz de observar, com precisao de milesimos de milimetros, protons e antiprotons, que depois de se chocarem desviam suas rotas em pequenos angulos. Com a coleta de dados que o FPD possibilita, os cientistas pretendem nao so' identificar particulas como tambem compreender as forcas e leis que agem sobre elas.
Dosímetro Compton
Bernhard Gross
Gross fez importates estudos em radioatividade. Estudando o fall out radioativo detectou, pela primeira vez na América latina, uma partícula "quente, ou seja, fortemente radioativa, oriunda de explosões nucleares realizadas na atmosfera em outros continentes. Descobriu a corrente Compton, produzida pela absorção de raios gama pela matéria e construi um dosímetro baseado neste efeito, tendo sido patenteado nos Estados Unidos, Alemanha e Brasil.
Marégrafo digital
Fábio Nascimento de Carvalho (Coppe)
Os comandantes de grandes e pequenas embarcações, desde navios cargueiros a yachts de recreação, e também os engenheiros de obras costeiras e mergulhadores, têm um novo aliado para enfrentar as inconstâncias do mar. É o marégrafo digital, um medidor de nível de marés recentemente desenvolvido no Laboratório de Instrumentação Oceanográfica do Programa de Engenharia Oceânica da COPPE.
Câmaras para Detector de partículas
(LNSS)
O LNLS desenvolveu e fabricou um lote de seis equipamento deste tipo, único disponível no mundo e o primeiro já fabricado no Brasil. Nestas câmaras especiais estão instalados detectores destinados a permitir o estudo de partículas resultantes de colisões de prótons e anti-prótons, em ângulos muito próximos ao da trajetória do feixe. O LNLS, neste caso, foi chamado a cooperar num projeto de porte internacional, que envolve instituições brasileiras e do exterior.
Reator nuclear MB-01
(IPEN)
Há mais de uma década o Ipen/MB-01, desenvolvido com tecnologia inteiramente nacional, serve a comunidade científica. A instalação surgiu de um acordo de cooperação entre o Ipen e o Centro Tecnológico da Marinha em São Paulo e contou com a colaboração dos institutos da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), de firmas projetistas e de indústrias nacionais. Sua construção foi feita entre 1983 e 1988.
Sensor de sulfito
Henrique Toma (USP)
No protótipo desenvolvido em colaboração com Lúcio Angnes, do IQ-USP, o filme de porfirina criado por Toma, para servir de sensor de sulfito em vinhos, reveste um tubinho ligado a um eletrodo. Quando o vinho entra em contato com o sensor ao escorrer pelo tubo, o eletrodo acusa uma corrente elétrica, por meio da qual, indiretamente, se consegue saber qual a quantidade de sulfito na bebida – quanto mais sulfito, maior a corrente elétrica.
Papel fotosensível
Conrad Wessel
Conrado Wessel era argentino de nascimento e brasileiro de adoção. Passou para a histórica como o inventor do papel fotossensível, patente que depois repassou à Kodak. Ele ganhou muito dinheiro vendendo seu papel fotográfico, registrado com a marca Jardim para fotógrafos lambe-lambe da Estação da Luz, no início do século.
Telescópio anti-oxidação
Bernardo Riedel
Prof. Bernardo Riedel é astrônomo do Observatório da Serra da Piedade na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). É especialista na fabricação de instrumentos óticos, recuperação de observatórios antigos, projeta e constroi cúpulas de observatório. O primeiro telescópio do Norte do Brasil foi feito por ele e instalado em Roraima para observar o cometa Halley em 1985. Muitos telescópios importados têm espelhos colocados em metal, que oxida com a umidade brasileira. Os do Riedel são colocados em vidro.
Eletreto de cera de carnaúba
Joaquim Costa Ribeiro
Costa Ribeiro, físico brasileiro nascido no Rio de Janeiro, demonstrou, em 1943, a possibilidade de obtenção de eletretos pela solidificação da cera de carnaúba, na ausência de campo elétrico. Desenvolveu, em 1944, o "efeito termodielétrico", com a colaboração de outros físicos.
Lentes anti-ofuscantes
Peter William de Oliveira
O físico brasileiro Peter William de Oliveira recebeu em 2002 o Prêmio do Fórum de Nanotecnologia de Berlim, financiado pela Dynamit Nobel. Oliveira detém 15 patentes na área de materiais óticos. Com as invenções de Oliveira será possível construir óculos capazes, por exemplo, de impedir que motoristas tenham visão ofuscada à noite pelos faróis de carros que seguem em sentido contrário.
Cinema 3D
Sebastião Comparato
Sebastião Comparato, um italiano chegado ao Brasil com seis meses de idade, inventou em 1934 o cinema 3D. SEu maior orgulho era atribuir a invenção ao nosso país. Dois anos depois, já com patentes internacionais, Sebastião fez suas apresentações no Rio. Dezessete anos após essa exibição carioca, no antigo cinema metrópole, a 3D é anunciada, com estardalhaço, como última novidade do cinema norte-americano. Sebastião Comparato amargurado fecha o seu laboratório e não quer mais ouvir falar de cinema.
Construção de nano fios de ouro
Alberto Fazzio (IF/USP)
O trabalho de um grupo brasileiro foi publicado com destaque em uma das mais importantes revistas científicas da atualidade, a Physical Review Letters, nos Estados Unidos. Eles identificaram problemas básicos na construção de fios elétricos de ouro com apenas um átomo de espessura (ou seja, 0,4 nanômetro). O estudo ganhou destaque porque o ouro é um metal estratégico da próxima geração de computadores. Como reage pouco com outros elementos, é um metal muito bem comportado e estável, ideal para a fabricação das peças básicas de um computador.
Microscópio ótico estereoscópico
Jose Carlos D'Abreu (PUC)
O Depto. de Ciência dos Materiais e Metalurgia da PUC-Rio, em parceria com a empresa Novacom, está desenvolvendo, com recursos do Fundo Verde e Amarelo, do MCT/Finep, um protótipo de microscópio ótico estereoscópico para observações em altas temperaturas
Atomotron
Vanderlei Bagnato (UFSCar)
Enquanto os aceleradores ganham quilômetros e mais quilômetros de extensão, físicos da USP estão usando um anel de átomos de apenas 0,5 mm de raio para estudar detalhes antes invisíveis da colisão entre essas partículas. Os pesquisadores do Cepof (Centro de Pesquisas em Óptica e Fotônica) da USP de São Carlos, no interior paulista, batizaram o circuito com um nome que não deve nada ao de seus congêneres maiores: Atomotron.
Balança Nanométrica
Oleg Krasilnikov (UFPE)
Um grupo de cientistas brasileiros e norte-americanos desenvolveu uma nova técnica, que emprega uma membrana ultrafina com um único poro em escala nanométrica, para detectar e classificar com precisão diferentes moléculas biológicas. A invenção, publicada na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (Pnas), poderá ser útil para a criação de sensores multianalíticos com inúmeras aplicações.
Balão metereológico
Suny Watanabe e Ralf Gunter
Os estudantes de ensino médio Suny Watanabe e Ralf Gunter se preparam para viajar do vale do Paraíba para o Vale do Silício. A dupla vai apresentar um foguete e um balão meteorológico (construídos no seu clube de ciências) em uma reunião internacional de cientistas profissionais em San Francisco (EUA), em dezembro de 2008. O invento relativamente simples, concebido num exercício didático, já interessa indústrias brasileiras.
Medição de vibração por laser
Jaime Frejlich (Unicamp)
Um grupo de pesquisadores do Laboratório de Óptica do Instituto de Física Gleb Wataghin (IFGW), da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), desenvolveu um novo método para a medição de vibrações mecânicas que poderá ser utilizado pela indústria, sobretudo a automobilística e a aeronáutica. A técnica, que segundo o coordenador do estudo Jaime Frejlich, pesquisador no laboratório e professor do Departamento de Física da Matéria Condensada do IFGW, “utiliza o efeito da força eletromotriz gerada pela luz de um laser sobre um material fotorrefrativo”, é constituída basicamente de um laser para fazer “contato remoto” com o alvo a se medir, um cristal fotorrefrativo que funciona como sensor e outros componentes eletrônicos.
Solsim - Simulador de luz solar
Célio Costa Vaz (Orbital)
Pesquisadores do Laboratório Associado de Sensores e Materiais (LAS) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em parceria com a Orbital Engenharia, de São José dos Campos (SP), desenvolveram um simulador solar com componentes encontrados facilmente no mercado brasileiro, facilitando sua manutenção. O equipamento produzido pela empresa, que teve sua primeira unidade entregue recentemente ao Instituto de Química da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), simula a radiação solar de modo contínuo por meio de um conjunto de lâmpadas refletoras adequadas às normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).
Processo de fabricação de lentes oftálmicas
Marco Henrique Zangiacomi e Edison Bittencourt (Unicamp)
Um novo processo industrial desenvolvido na Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) gasta menos de 10 minutos para fabricar lentes para óculos. O processo baseia-se em uma resina capaz de baratear o custo e reduzir o tempo de produção de lentes oftálmicas, com excelentes propriedades mecânicas, térmicas e ópticas. O método consiste na injeção de uma resina líquida, cuja viscosidade é muito parecida com a do mel, em um molde transparente que, logo a seguir, é exposto a uma irradiação com raios ultravioleta. Essa irradiação induz a polimerização, um processo por meio do qual a resina torna-se um sólido de alta transparência.
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