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| INVENÇÕES COM DEPÓSITOS DE PATENTES JUNTO AO INPI | |
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Processo Tecnored - PI9801975-9
Cyro Takano(Tecnored) Em vez das grandes dimensões dos altos-fornos, fornos com pouco mais de dois metros; em vez de extensas baterias de coque e plantas de sinterização, o uso diverso de matérias-primas não-convencionais, desde a biomassa até resíduos de pneu. Estas são algumas características de uma tecnologia de redução de minério de ferro e resíduos ferrosos, genuinamente brasileira, que está ganhando espaço no mundo siderúrgico com diferenciais de realização que, entre outras vantagens, promete reduzir drasticamente o custo de cada tonelada de ferro-gusa. |
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Reômetro - PI9802382-9
Victor Carlos Pandolfelli (UFSC) Os fabricantes de concretos refratários, um negócio que movimenta anualmente, no Brasil, algo em torno de US$ 200 milhões e que representa 60% do mercado doméstico de refratários – o quinto maior produtor do mundo – poderão contar, em breve, com uma nova tecnologia desenvolvida em parceria entre a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e a Alcoa, o Reômetro, que monitora parâmetros de qualidade intrínseca das matérias-primas utilizadas pela indústria cerâmica. |
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Processo de dessulfuração do ferro gusa - PI9600173-9
Sérgio Murilo Justus (LIEC-UFSCar e CSN) Novo processo de dessulfuração do ferro gusa e adaptações em equipamentos da linha de montagem melhoram significativamente a qualidade do aço. O sistema é resultado de pesquisas do Laboratório Interdisciplinar de Eletroquímica e Cerâmica da Universidade Federal de São Carlos e, além de reduzir o consumo de energia, utiliza resíduos da fabricação de alumínio, transformando rejeitos tóxicos em inertes. |
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Aço colorido - PI9703991
Rosa Junqueira (Cetec/MG) Uma nova técnica limpa e barata pode minimizar os danos ao meio ambiente causados pela produção industrial de aço inoxidável colorido. A nova técnica é única no Brasil e foi desenvolvida na Fundação Centro Tecnológico de Minas Gerais (Cetec). |
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Ferrugem protetora - PI0102414
Luiz Roberto Martins de Miranda (Coppe) Roberto Miranda, professor do Programa de Engenharia Metalúrgica e de Materiais da COPPE e inventor de uma técnica para combater a ferrugem que de tão simples parece brincadeira: as "Ferrugens Protetora", que foi usada na restauração do Cristo Redentor em 1991. |
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Obtenção de vidro negro - PI0005482-8
Edgar Dutra Zanotto (Lamav/UFSCar) Em 2000, os cientistas do LaMaV concluíram o desenvolvimento de mais uma vitrocerâmica, desta vez a partir de escórias de aciaria, um subproduto da indústria metalúrgica com alto teor de silica e óxidos metálicos. O trabalho foi realizado em parceria com o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento da Usiminas, localizado na cidade de Ipatinga (MG). |
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Forno para cimento hidráulico - patente n.8220
Pedro Antonio Survelle Projeto de aperfeiçoamento de forno industrial que visava ao melhor aproveitamento do combustível, redução do tempo de cozimento e diminuição do refugo. |
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Soldagem em turbinas - PI0004698-1
Jair Carlos Dutra (UFSC) Ganhador do Prêmio de Inovação Tecnológica da FINEP/1999 o processo desenvolvido no Labsolda, que foi chamado de pulsação térmica, uniu as principais características de dois tipos de soldagem. Do processo chamado MIG/MAG veio a capacidade de controle de transferência metálica. Do processo chamado TIG Pulsado, buscou-se uma melhor sustentação do banho em soldagens fora da posição plana. |
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Pavimentador de estradas - PI9400054
Luís Jorge Coelho Leal Uma das máquinas já patenteadas pelo inventor potiguar Luís Leal, a secadora, que nada mais é que um auto-forno rebocado por um auto-motor, é capaz de mesmo com as chuvas pavimentar estradas. |
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Refratário para fornos de ignição de sinterizações - PI9401278
Sérgio Murilo Justus (LIEC) Na metade de 1995, a Companhia Siderúrgica Nacional viu-se diante da necessidade de desativar uma das quatro máquinas de sinterização que abastecia os dois altos fornos da siderúrgica, face a necissidade de economia de custos. Na busca de soluções, mais uma vez entrou em campo a equipe de pesquisadores do Laboratório Interdisciplinar de Eletroquímica e Cerâmica (LIEC), da UFSCar e do Centro de Pesquisas da CSN. A partir dos estudos realizados chegou-se a um novo refratário de Alumina-Mulita. |
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Refratários de magnésia carbono - PI9204594
Elson Longo e Hideo Fujie (LIEC) Os revestimentos refratários a base de magnésia carbono representam uma das linhas de produtos mais importantes para a indústria siderúrgica, em função de suas propriedades físico-químicas. O produto desenvolvido pela IBAR/LIEC sofreu modificações para tornar o revestimento mais resistente à corrosão. |
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Ferro fundido vermicular de alta usinabilidade - PI0105987
Wilson Luiz Guesser (Tupy Fundições) Empresa de fundição de peças de ferro fundido, aço e suas ligas, a Tupy Fundições (SC) foi vencedora do prêmio Finep 2004 categoria Processo Região Sul, com um processo de produção e controle de blocos e cabeçotes em ferro fundido vermicular. Utilizados em motores de automóveis, os blocos e cabeçotes em ferro fundido aumentam o desempenho do motor, tornando-o mais leve, silencioso e menos poluente. O domínio do novo processo, que demandou nove anos de pesquisa, possibilitou à Tupy fechar com a Ford Motor Company o primeiro contrato mundial para fornecimento desses produtos em grande escala. |
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Método Bripar de pavimentação - PI7404984
Milson Dantas Um dos inventos mais antigos do Estado do Rio Grande do Norte é também o segundo mais lucrativo de todo o país. Trata-se do método Bripar de pavimentação, criado em 1958 pelo engenheiro civil potiguar Milson Dantas, 80 anos. Hoje em dia, o método é usado no mundo inteiro. |
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Controle de alongamento de laminadores de aço - PI8305941
Kazuo Miyazaki (Usiminas) O inventor japonês Kazuo Miyazaki possui diversas patentes na área de aços laminados produzidos pela Usiminas, o que leva a indústria automobilística a aumentar a escla de uso do aço nacional e diminuir a dependência tecnológica do produto importado ale´m de contribuir para a melhoria do desempenho de produção de chapa de aço que resulta em menor custo de fabricação e maior competitividade no mercado internacional, permitindo o aumento de exportações. |
| INVENÇÕES SEM DEPÓSITOS DE PATENTES JUNTO AO INPI | |
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Brazilian Test
Lobo Carneiro (IPT) Elaborou um método de dosagem experimental de concretos amplamente aplicado e um método para calcular a resistência dos concretos à tração, adotado em todo o mundo e conhecido como brazilian test. O método foi popularizado como brazilian test e oficialmente adotado pela Associação Internacional para Padronização (ISO) na década de 1980. |
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Chapas de cilindro de aço
Amilton Sinatora (Poli/USP), Mário Boccalini Júnior (IPT), Miguel Angelo de Carvalho (Aços Villares) São vários tipos de cilindros de laminação, sendo que os envolvidos nesse projeto são os chamados cilindros de trabalho para laminadores de tiras (de aço) a quente. Eles representam mais de 25% da receita com a venda de todo tipo de cilindro fabricado para a indústria siderúrgica, em nível mundial. Em 2000, a Villares pretende exportar 60% da produção de cilindros de aço e, em 2002, espera produzir um total de 30 mil toneladas de cilindros por ano. Um aumento de 30% na produção, em quatro anos, que mostra a disposição da empresa em continuar competitiva e ganhar novos mercados produtores de chapas de aço. |
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Perfuratriz Rotativa Hidráulica
Loris Cló (Cló Zironi Mecânica) A Cló Zironi Mecânica Ltda, localizada em Belo Horizonte, é a única fabricante de perfuratrizes rotativas hidráulicas na América Latina. A nova técnica de escavação de fundações apresenta vantagens indiscutíveis sobre todos os demais métodos conhecidos. Com o apoio financeiro da FINEP a empresa desenvolveu uma perfuratriz rotativa hidráulica monitorada, com um índice de nacionalização próximo de 100%. |
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Fibra de carbono ultra-leve
(CTA) Na divisão de materiais do IPD - Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do CTA foi desenvolvida uma fibra de carbono levíssima, com rigidez mais que a do aço. Utiliza-se a policrilonitrila, uma fibra acrílica produzida pela Fibisa, na Bahia, usada para fazer cobertores. Ao passar por um forno em atmosfera de argônio, a 1.660 graus, a estrutura do polímero se torna parecida com a do grafite, adquirindo uma das ligações moleculares mais fortes da natureza. Por seu baixo peso e alta resistência, o material tem uso aeroespacial, e é de interesse estratégico. |
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Aço anti-ruído e vibração
Francisco de Paula Assis Júnior (IPT) Processo de colaminação de duas chapas, ou mais, de espessuras iguais ou diferentes, com interposição de polímeros plásticos ou outros materiais aderentes às superfícies internas, também conhecidas como chapas absorventes de vibrações Vibration Damping Steel (VDS), para amortecimento de ruídos e vibrações induzidas nestas chapas, em diversas gamas de freqüência. Trata-se do desenvolvimento de um novo processo e de um novo produto ainda inédito no Brasil, que permite isolar ruídos procedentes de equipamentos como veículos automotores, eletrodomésticos e máquinas em geral ou isolação entre ambientes, como no caso de painéis de divisórias. |
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Tinta anti-incrustante
Thiago Ribeiro (UFF) Uma tinta antiincrustante atóxica foi desenvolvida nos laboratórios do Departamento de Biologia Marinha da Universidade Federal Fluminense (UFF) por um estudante de nível médio com a orientação de um doutorando em biotecnologia vegetal pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). A pesquisa, desenvolvida por Thiago Ribeiro, de 16 anos, ganhou o primeiro lugar no concurso Cientistas do Amanhã. |
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Software de detecção de corrosão
Duperron Ribeiro (Coppe) Um software inédito capaz de prever a corrosão em cascos de navios, desenvolvido pelo pesquisador Duperron Ribeiro, e utilizado pela Petrobrás em sua frota de 72 navios, será utilizado em escala mundial pela American Bureau of Shippings (ABS) |
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Produção de titânio
(Eletrometal/CTA) No CTA se desenvolveu um processo de obtenção de titânio. O Brasil tem a maior reserva do mundo em anatásio, matéria prime para o titânio, em Araxá (MG). O titânio brasileiro tem a mesma resistência que o aço, mas pesa metade e é resistente à corrosão. |
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Refino pirometalúrgico para o nióbio
(CBMM e IPT) O Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo IPT atendendo à Companhia Brasileira de Mineração e Metalurgia CBMM, apoiou a indústria mineral e metalúrgica por meio do desenvolvimento de um processo de refino pirometalúrgico para o nióbio. Este processo gera menos rejeitos agressivos ao ambiente, é mais econômico e mais eficiente para remoção de impurezas como fósforo, chumbo e enxofre e foi adotado industrialmente a partir de meados dos anos 90. |
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Sistema anti-corrosão
(Zincagem Cromar) Sem mágica, mas com muita pesquisa, a Zincagem Cromar conseguiu desenvolver um processo capaz de transformar um produto deteriorado em melhor do que um nunca usado, trata-se de pinos isoladores de disco para linhas de transmissão das concessionárias de energia elétrica, com custo 30% abaixo do preço do novo e o dobro da garantia do fabricante. Inédito, o processo foi patenteado no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) em 1998. |
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Roboturb
Armando Albertazzi Gonçalves (UFSC/Lactec) Sistema automatizado capaz de realizar "in sito" a recuperação de superfícies erodidas por cavitação de rotores de turbinas hidráulicas de grande porte. O Roboturb realiza o mapeamento da superfície erodida e automaticamente, deposita material por soldagem robotizada, de forma a restaurar a superfície original da pá do rotor com ligas resistentes à cavitação. |
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Aço P444
(Acesita) Após cinco anos de estudo de mercado e investimentos de US$ 1 milhão em pesquisa e desenvolvimento, a Acesita começou a oferecer ao mercado neste ano um novo tipo de aço inoxidável, desenvolvido especificamente para a indústria de açúcar. Batizado de P444A, ou simplesmente 444, o novo aço já começa a chamar a atenção das empresas do setor, que utilizam basicamente o aço carbono. |
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Aço compósito
(Cenpes) Plataforma de petróleo, pontes, passarelas, tanques de postos de gasolina. Um material desenvolvido pelo Centro de Pesquisas Leopoldo Miguez de Mello da Petrobras (Cenpes) pode se tornar matéria-prima básica para estas e outras estruturas. O compósito, como foi batizado pelos pesquisadores, é formado de fibra de vidro, polímeros, resina e cargas inorgânicas (de forma geral à base de silica). Seu desenvolvimento foi iniciado há nove anos, em parceria com com universidades e a iniciativa privada O objetivo do Cenpes é que ele substitua, gradativamente, o aço em ínumeras instalações. |
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Sistema especialista em corrosão
Lúcio Mauro Silveira (TECPAR) Foi buscando uma solução mais moderna e eficiente para o diagnóstico dos processos corrosivos que, em 1994, a Repar firmou uma parceria com o Instituto de Tecnologia do Paraná (TECPAR). O objetivo era desenvolver um sistema computacional baseado em técnicas de Inteligência Artificial que conseguisse não só fazer o diagnóstico, como também inferir conclusões a partir de um conjunto de regras iniciais. Depois de quase dois anos de trabalho conjunto entre os técnicos da Repar e os pesquisadores do Núcleo de Informática e Automação do TECPAR, ficou concluído o Sistema Monitor, um software especialista em corrosão. |
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Catalisador de zinco
(IPT/Oxiteno) Através desse contrato, o IPT cedeu à Oxiteno o direito de fabricar e comercializar um catalisador à base de óxido de zinco aplicado aos processos industriais petroquímicos para remoção de compostos de enxofre das correntes de hidrocarbonetos líquidos e gasosos. |
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Sistema inteligente para controle de precipitação em refinarias
Edson Nascimento (UFMA) Em 1994 os engenheiros Raphael Costa e Ricardo Schleier da Alumar procuraram a UFMA com o objetivo de identificar as áreas problemas na refinaria onde pudesse ser aplicada a tecnologia de sistemas inteligentes, incluindo redes neurais, sendo escolhida a de operação e controle do ratio em um dos digestores. Em seguida partiu-se para a aplicação do sistema na previsão e controle de precipitação visando a melhoria na qualidade do produto final da refinaria - a alumina. |
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Soldagem subaquática
Alexandre Bracarense (UFMG) Uma nova tecnologia que promete revolucionar os trabalhos de soldagem subaquática em alto-mar e em rios, diminuindo custos e aumentando a qualidade do processo, está sendo desenvolvida na Escola de Engenharia da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais). O sistema compreende um dispositivo que auxilia a abertura do arco elétrico - fonte de calor que permite a fusão dos metais no processo de soldagem - e por uma guia sextavada, peça que integra o mecanismo que controla os movimentos do eletrodo responsável pela produção do cordão de solda. |
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Fibra cerâmica substituta do amianto
Elson Longo (Unesp e CSN) Uma nova fibra cerâmica, produzida a partir da escória líquida do alto-forno da siderurgia, surge como uma boa alternativa para substituir o amianto, cujo processo de extração e processamento pode causar danos à saúde. Segura e econômica, a fibra tem se mostrou versátil para a fabricação de produtos como caixas d’água, pisos e telhas. |
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Pastilhas de liga metálica
Eduardo Barchese (Mextra) No fim da década de 70, uma pequena fábrica criou um pó metálico para a indústria de solda. Vinte anos depois, lucrava R$ 300 mil por ano, mas notava que o tal pó não era mais tão inovador: perdia mercado e entrava num processo de declínio. Para sair da crise, correu atrás de um investimento, voltou-se para o lado da pesquisa e da tecnologia, inovou e lançou um novo produto. No ano passado, a paulista Mextra faturou R$ 18 milhões. Que inovação fez a empresa aumentar seu faturamento 60 vezes nos últimos cinco anos? São pastilhas de liga metálica, criadas em 1998. Um produto que em contato com o alumínio puro — que é líquido — age como um fervescente, conferindo ao metal resistência, sem deixá-lo perder a leveza. |
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Tartílope V4
(Labsolda) Um projeto do Laboratório de Soldagem (Labsolda) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) resultou no desenvolvimento de um equipamento para a automatização de processos de soldagem com aplicações promissoras em setores como o de petróleo e gás. Denominado Tartílope V4, o equipamento é um manipulador de tochas robótico com quatro graus de liberdade e comando por CNC. Sua concepção teve como referência operações como a união de dutos e a soldagem de reservatórios. |
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Refratário para siderurgia
Mariana Braulio, Victor Carlos Pandolfelli (UFSCar), Luis Rodolfo Bittencourt (Magnesita Refratários), Jacques Poirier (UFSCar) O Prêmio Wakabayashi 2009, da Associação Técnica de Refratários do Japão, foi concedido a um grupo de pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) por conta de um estudo que deu origem a um novo concreto refratário para revestimento de equipamentos da indústria siderúrgica. Os vencedores da honraria são autores do artigo Microsilica effects on cement bonded alumina-magnesia refractories castables, que foi considerado pela entidade japonesa o melhor trabalho publicado em 2008 na área de materiais cerâmicos para aplicações em altas temperaturas. O estudo foi publicado no Journal of the Technical Association of Refractories |
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Tubos de ferro fundido por centrifugação
Fernando Arens e Demetre Sensaud de Lavaud Entre as indústrias pioneiras de mecãnica e metalurgia brasileiras, do início do século XX, um fato notável foi a invenção brasileira da fabricação de tubos de ferro fundido por centrifugação, de autoria dos Engs. Fernando Arens e Demètre Sensaud de Lavaud, patenteado pelos inventores e hoje em dia de uso generalizado em todo mundo. Como conta o Eng. Adriano Marchini, as primeiras experiências para elucidar os problemas que ocorrem na centrifugação do metal líquido e determinar a velocidade ótima de rotação do molde, foram feitas a partir de 1909, no ainda acanhado laboratório de Resistência dos Materiais da Escola Politécnica de São Paulo, núcleo do futuro Instituto de Pesquisas Tecnológicas. |
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Texturização metálica
Thiago Valle França e Alex Camilli Bottene (USP) Um processo de modificação de rebolos de usinagem, desenvolvido na Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) da Universidade de São Paulo (USP), é capaz de imprimir micromarcações em peças metálicas, aumentar a lubricidade de eixos mecânicos e ampliar a vida útil dessas ferramentas. Trata-se de uma nova técnica de dressagem (do inglês dressing), uma espécie de afiação do rebolo na qual o disco abrasivo é desbastado e recondicionado. O desenvolvimento fez parte dos projetos de doutorado de Thiago Valle França e de iniciação científica de Alex Camilli Bottene. |
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