INVENÇÕES COM DEPÓSITOS DE PATENTES JUNTO AO INPI
Sterilair - PI8302255-4
Alintor Fiorenzano
Aparelho elétrico capaz de esterilizar o ar ambiental degradando os microorganismos em suspensão, como os esporos de fungos e bactérias, evitando, dessa forma, a proliferação do mofo (e/ou bolor), consequentemente reduzindo a população de ácaros
Equipamento de Previsão de Doenças Fúngicas - MU7002922-9
Nilson Villa Nova (Esalq) e Fábio Valadão (Microdesign)
Um aparelho capaz de prever ataques de fungos a plantações poderá reduzir a utilização de agrotóxicos no país, a partir da medição de parâmetros essenciais para que eles se alastrem, como temperatura, umidade relativa do ar, índice de chuvas e o tempo e a intensidade com que as folhas ficam molhadas, reduzindo para até um terço do total os gastos com o tratamento.
Super Ar - PI0001341-2
Gilberto Janólio (Cietec)
A eficiência do SuperAr reside na sua simplicidade. O aparelho, supersilencioso, mata praticamente todos os microrganismos porque funciona como um superpasteurizador de ar, elevando a temperatura até 230 graus Celsius durante milésimos de segundo para, em seguida, resfriá-la, em tempo similar, devolvendo o ar ao ambiente à mesma temperatura original.
Controle biológico da lagarta-da-soja - PI8500568
Flávio Moscardi (Embrapa/Soja)
A Embrapa Soja foi a primeira instituição de pesquisa do Brasil a utilizar um vírus para controlar naturalmente uma praga nas plantas. O Baculovirus anticarsia é um agente biológico capaz de controlar a lagarta da soja Anticarsia gemmatalis. Utilizado em 1,4 milhão de hectares cultivados com soja no Brasil, o Baculovirus anticarsia proporciona anualmente ao País, uma economia estimada em 13 milhões de reais/ano, uma vez que elimina a aplicação de cerca de 1,2 milhão de litros de inseticidas nas lavouras brasileiras.
Produção de Bacillus thuringiensis - PI7608688
Iracema de Oliveira Moraes (FEA/Unicamp)
Neste trabalho se apresentam estudos realizados para produção de um biopesticida de Bacillus thuringiensis, em ambos os processos de fermentação, submersa e semi-sólida. Nesta, usando quirela de milho e bagaço de cana como substrato fermentativo e na fermentação submersa usando sangue de aves como substrato. Também se propõe, para a fermentação semi-sólida, o uso de um reator alternativo, para possibilitar o uso em pequenas propriedades ou desenvolvê-lo em pequenas empresas. Os resultados obtidos demonstram a viabilidade de uso desses substratos, processos e do biorreator estudado. O trabalho mereceu o Prêmio Governador do Estado de 1985.
Monitoração de dengue - PI0402842
(Ecovec)
A Ecovec é uma empresa especializada no monitoramento de pragas urbanas, com foco no mosquito Aedes aegypti, vetor da dengue. Utilizando biotecnologias desenvolvidas a partir do Laboratório de Culicídios do Instituto de Ciências Biológicas da UFMG, a empresa vem obtendo sucesso no monitoramento inteligente do mosquito em zonas urbanas.


INVENÇÕES SEM DEPÓSITOS DE PATENTES JUNTO AO INPI
Protetor contra formigas
Afrânio Augusto Guimarães (Univ. Viçosa/MG)
Criado e desenvolvido por técnicos respaldados cientificamente na etologia de formigas, o Plantetor se serve de um artifício de isolamento que bloqueia definitivamente o acesso dos insetos-praga às mudas florestais, frutíferas e ornamentais: circunda, sem frestas, a base da planta e tem uma aba inclinada munida internamente de uma camada de graxa intransponível.
Funbacnew
Carlos Alberto Dias
Desenvolvido por uma pequena empresa de Contagem (MG), o primeiro anti-ácaro de uso doméstico fabricado no mundo foi desenvolvido por Carlos Alberto Dias, chegando ao mercado em 2000.
Giz mata-insetos
João Batista Bueno da Silva
Sucesso na Feira de Utilidades Domésticas de 1992, o giz mata insetos possuía um similar na China. João Bueno analisou o produto e constatou que era muito precário, pois era de calcário e com alta dose de DDT, o que o tornava muito perigoso. O segredo era conseguir colocar a dosagem certa do princípio ativo dentro da parte sólida, uma solução inédita em todo o mundo, que faz do giz um produto original único.
Controle biológico do gafanhoto
Bonifácio Peixoto Magalhães(Embrapa)
Fungo do gênero Metarhizium, reproduzido em laboratório pela Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia elimina a praga que atormenta os agricultores desde os tempos bíblicos; o produto já está em condições de ser fabricado comercialmente . O projeto Controle Biológico do Gafanhoto da Embrapa começou a ser desenvolvido em 1994. “Por dia, os gafanhotos podem comer 80 toneladas de plantação”, diz Bonifácio Magalhães, chefe-adjunto de pesquisa. A tecnologia hoje é exportada para dezenas de países.
Controle biológico do ácaro da mandioca
Luiz Alexandre Nogueira de Sá e Gilberto de Moraes (USP)
Tres especies brasileiras de acaro salvaram africanos de passar fome. Esses acaros predadores foram introduzidos na Nigeria e no Benin para atacar seus primos que destruiam as culturas de mandioca (principal alimento da população), os acaros verdes. E o sucesso nao so’ salvou da fome os lavradores locais, como ja’ pagou tres vezes o investimento inicial.
Controle biológico do ácaro vermelho
(Agrícola Fraiburgo)
Depois de anos utilizando a aplicação de agroquímicos para combater os ácaros que atacam as lavouras de maçãs, a Agrícola Fraiburgo decidiu apostar em um sistema natural de controle da praga. O sistema adotado foi o Controle Biológico de Ácaro Vermelho (Panonichus) com uso de Ácaro Predador (Neoseiullus Californicius). O case foi premiado por utilizar um recurso natural em beneficio do homem e do meio ambiente, reduzindo, assim, o desequilíbrio ambiental e diminuindo também o uso de agroquímicos, além de garantir competitividade e lucratividade à empresa. A invenção mereceu o Troféu Expressão de Excelência Tecnológica/2000
Controle biológico da vespa da madeira
Edson Tadeu Iede (Embrapa Florestas)
Para fazer frente a uma praga exótica, importada acidentalmente e que destrói as florestas de pinus que ataca, que a Embrapa Florestas desenvolveu tecnologia para detectar e controlar o avanço da vespa-da-madeira. Para combater a praga, a Embrapa lançou mão de um verme que foi reproduzido em seus laboratórios. Inimigo natural da vespa, o nematóide Deladenus siricidicola se alimenta do fungo que ela deposita na madeira. Ele penetra nas larvas do inseto e esteriliza as fêmeas, que passam a reproduzi-lo. A inovação mereceu o Prêmio Finep/2001 de Inovação Tecnológica na categoria Processo
Controle biológico da broca do fumo
Herman Lent
Herman Lent publicou dois trabalhos sobre a possibilidade do uso da aranha Uloborus geniculatus no controle biológico da broca Lasioderma serricorne. Um desses estudos não pode ser concluído por causa do golpe de 64. Mais tarde, em 1970, dez cientistas do Instituto Oswaldo Cruz em Manguinhos tiveram seus direitos cassados por dez anos, no episódio que veio a ser conhecido como o Massacre de Manguinhos.
Controle biológico da broca do café
Arthur Neiva (Fiocruz)
A broca do café, que ataca o fruto, tem origem através de um besouro preto, que mede cerca de 1,65 milímetro. Ao ser fecundada, a fêmea perfura o fruto e faz uma galeria de aproximadamente 1 milímetro, até atingir a semente. Lá, ela faz a postura, que resultará no aparecimento de larvas. Essas serão responsáveis pela destruição total ou parcial da semente. Arthur Neiva em 1928 desenvolveu trabalho de controle biológico utilizando a vespa de Uganda (Proprops nasuta), para controlar a broca-do-café, Hypothenemus hampei.
Controle biológico da lagarta-do-cartucho
Evanguedes Kalapothakis (UFMG)
Um bioinseticida que combate a lagarta-do-cartucho ( Spodoptera frugiperda ), praga que ataca o milho e é responsável pela perda de grande parte da produção do grão, está em fase final de desenvolvimento pelo Departamento de Farmacologia do Instituto de Ciências Biológicas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Alternativa a inseticidas convencionais, o bioinseticida é baseado na ação de um vírus específico para inseto, chamado baculovírus, que existe na Natureza.
Controle do bicho furão
José Roberto Postali Parra (Esalq) e Evaldo Villela (UFV)
Sob a orientação desses dois cientistas, um dos doutores da equipe do professor Evaldo ficou com a tarefa de descobrir e sintetizar a molécula do feromônio. Foi escolhido o laboratório da Fuji, no Japão, o mais bem equipado para o desenvolvimento da sintetização. Esse trabalho foi realizado em tempo recorde, sendo concluído em apenas 6 meses. O resultado foi a produção de uma pastilha que contém o feromônio sexual do bicho furão utilizado para o controle dessa praga.
Sequenciamento genético da Xylella fastidiosa
Andrew Simpson (Projeto Genoma)
Artigo científico sobre o sequenciamento genético da Xylella fastidiosa, publicado pela Nature, é destaque na imprensa internacional e revela importantes descobertas científicas, importante para o combate da praga do amarelinho nos laranjais
Sequenciamento do genoma da Xanthomonas axonopodis
Jesus Aparecido Ferro (Unesp)
O sequenciamento do genoma da Xanthomonas axonopodis p.v. citri, bactéria causadora do cancro cítrico foi feito por 14 laboratórios paulistas da Organização para Sequenciamento e Análise de Nucleotídeos (Onsa, na sigla em inglês) e financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).
Diagnóstico da pinta preta
João Lúcio de Azevedo (Esalq)
A pinta preta, doença que afeta folhas e frutos de laranjas, pomelos, limões e alguns tipos de tangerina, já pode ser detectada com mais precisão. Pesquisadores desenvolveram um kit diagnóstico para evitar que frutas contaminadas sejam exportadas e rejeitadas pelo mercado internacional, o que causa grandes prejuízos aos produtores brasileiros.
Combate a pragas em tomates
Itamar Soares de Melo (Embrapa)
Fungos e bactérias que podem diminuir em 50% ou mais o volume de resíduos de agrotóxicos usados para combater pragas em plantações de citros e tomate foram descobertos por pesquisadores da Embrapa Meio Ambiente em Jaguariúna (SP).
Bioinseticida Spherico
Paulo Vilarinhos (Geratec)
Spherico é o nome do primeiro bioinseticida a entrar no mercado, com objetivo de combater o mosquito urbano. Fruto do estudo do laboratorio de bacteriologia do Centro Nacional de Recursos Geneticos e Biotecnologia (Cenargen), o inseticida biologico foi lancado comercialmente na Exposicao Agropecuaria Internacional do Rio Grande do Sul, a Expointer 96.
Biochip da Xylella fastidiosa
Luiz Roberto Nunes (UMC)
Os genes da Xylella fastidiosa, a bactéria causadora da praga do amarelinho, serão inscritos em um biochip. O objetivo do uso dessa tecnologia de ponta é descobrir os mecanismos pelos quais a bactéria consegue sobreviver dentro da planta hospedeira. A iniciativa, tão importante quanto o projeto original, é pioneira na genética brasileira, e pode encontrar a solução para eliminar o amarelinho, que ataca 34% dos pomares paulistas.
Bioinseticida natural contra cigarrinha
Antonio Batista Filho
O grupo coordenado pelo professor Antonio Batista Filho, diretor do Centro Experimental do Instituto Biológico, trabalha com um bioinseticida à base do fungo Metarhizium anisopliae , patógeno para a cigarrinha, que apresenta grande eficácia na eliminação desse inseto.
Purificador de ar
Alcides Romano Balthar
O potiguar Alcides Balthar, especialista em gases, inventou um cilindro pressurizado com óleos essenciais que fazem a assepsia atmosférica de locais fechados e impedem a contaminação biológica desses ambientes. Pela grande relevância do invento, a patente foi concedida pelo INPI apenas dois após o pedido do engenheiro.
Veneno contra saúvas
João Batista Fernandes (UFSCAR)
Depois de descobrir que plantas como o gergelim (Sesamum indicum) e a mamona (Ricinus communis) possuem efeitos tóxicos contra formigueiros de saúvas, pesquisadores do Grupo de Produtos Naturais da Universidade Federal de São Carlos e do Grupo de Insetos Sociais da UNESP/Rio Claro conseguiram isolar algumas substâncias ativas dessas plantas e já estão a caminho do desenvolvimento de inseticidas naturais.
Pastilha contra bactérias
Carlos Alberto de Carvalho (CTQ)
Um dispositivo especial que permite eliminar fungos e bactérias dentro dos aparelhos de ar-condicionado está sendo desenvolvido pela Scientia Tecnologia química (STQ), e deverá ser comercializado no País até o final de 2004, segundo Carlos Alberto de Carvalho, pesquisador e um dos sócios da empresa.
Controle do carrapato bovino
Renato Andreotti (Embrapa)
O carrapato (Boophilus microplus) é um parasita de grande importância econômica em bovinos. Os prejuízos causados são estimados na ordem de 2 bilhões de dólares/ano. De acordo com o pesquisador da Embrapa Gado de Corte (Campo Grande/MS), Renato Andreotti, o controle químico vem apresentando problemas. Uma alternativa potencial de controle de carrapato que está sendo estudada pelo pesquisador é a mosca Megaselia scalaris.
Controle de ferrugem nos cafezais
Takeshi Imai (Hatsuta Industrial)
Em 1971, Imai, um engenheiro mecânico, casado, de 51 anos, tornou-se conhecido em todo o País - foi considerado herói nacional em uma reportagem da revista "Veja" - por ter inventado uma tecnologia de combate à ferrugem nas plantações de café, o principal produto de exportação brasileiro na época. A invenção, além de notoriedade, rendeu muito dinheiro à Hatsuta Industrial Ltda; empresa fundada em 1964 por Imai e seu pai, em um fundo de quintal, em São Paulo.
Inseticida contra dengue
Marise Maleck e Anthony Érico Guimarães (Fiocruz/USP)
O trabalho, conduzido pela bióloga Marise Maleck e pelo entomologista Anthony Érico Guimarães, pesquisadores do Laboratório de Díptera do IOC, teve como ponto de partida o estudo das lignanas, moléculas lipídicas produzidas pela atividade metabólica de plantas. As plantas naturalmente eliminam tais substâncias para a defesa contra inimigos, como insetos que as têm como fonte de alimentação.
Soro antiveneno de abelha
Mário Palma (Unesp/Inst. Butantã)
Pesquisadores brasileiros esperam desde agosto para testar em humanos o primeiro soro no mundo capaz de neutralizar veneno de abelha. Só precisam agora que as vítimas se apresentem no Hospital Vital Brazil e no Hospital das Clínicas, ambos em São Paulo. O projeto de produção do soro envolve mais de dez pesquisadores da Unesp, da USP, do Incor e Instituto Butantan e já custou R$ 2 milhões.O projeto começou em 2005, depois que um estudo do Ministério da Saúde mostrou que acontecem 10 mil acidentes com abelhas por ano no Brasil.
Inseticida genético
André Wilke (USP)
Partindo do princípio de que são escassas as formas de controle efetivo de mosquitos, cada vez mais resistentes aos inseticidas comerciais, o pesquisador André Wilke, da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da Universidade de São Paulo (USP), adaptou um método para o controle desses insetos. A metodologia se caracteriza pela produção de exemplares geneticamente modificados para liberação em regiões infestadas por Culex quinquefasciatus (também conhecido popularmente como pernilongo ou muriçoca), a fim de controlar sua população.
Ponto Final
Rose Monnerat (Embrapa)
O “Ponto.Final” é um inseticida biológico, ou seja, contém em sua fórmula apenas uma bactéria específica para controlar os insetos–alvo (Bacilus thuringiensis), sendo portanto inofensivo à saúde humana, de animais e ao meio ambiente. Além disso, o produto recebeu o certificado para uso em agricultura orgânica. O bioinseticida é capaz de controlar diversas lagartas que atacam culturas agrícolas, entre as quais destacam-se: a lagarta da soja (Anticarsia gemmatalis); lagarta das hortaliças (Plutella xylostella), também conhecida como traça das crucíferas; e a lagarta do cartucho do milho (Spodoptera frugiperda).
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