INVENÇÕES COM DEPÓSITOS DE PATENTES JUNTO AO INPI
Produção de etanol - PI9205782-9
Flávio Alterthum (USP)
Fruto do trabalho conjunto de Flavio Alterthum com os pesquisadores Lonnie Ingram e Tyrrrell Conway da Univ. da Flórida, a técnica permite a produção de etanol (álcool combustível) a partir do bagaço da cana, graças a modificação genética de uma bactéria: a Escherichia coli. O USPTO em reconhecimento ao mérito da invenção concedeu o número 5000000 para a patente concedida
Sistema de impermeabilização - MU7301613-6
Jaime Alois (FiberSal's)
A FiberSal’s empresa constituída em junho de 1985, sob a direção do Sr. Jaime Alois Schierholt, desenvolveu o único sistema de impermeabilização sem remoção de piso
PHB - Plástico biodegradável - PI9806557, PI9302312, PI9103116
Celso Lellis Bueno Netto (IPT/Copersurcar)
A bactéria Burkholderia sacchari alimenta-se diretamente de açucar e transforma o excedente de seu metabolismo na forma de plástico biodegradável chamado PHB (polihidroxibutirato)
Biossensor para salicilato - PI0000761-7
Lauro Kubota (Unicamp)
A intoxicação por salicilato, produto da hidrólise do ácido acetilsalicílico, a aspirina, requer a confirmação do diagnóstico o mais rápido possível, para que o paciente possa ser imediatamente medicado. A dose terapêutica e a dose tóxica do salicilato são muito próximas.Um primeiro biossensor para salicilato desenvolvido por Lauro Kubota e testado no Hospital das Clínicas da Unicamp, permite análise em tempo real, de modo que o paciente seja rapidamente atendido em casos de intoxicação.
Bioespuma - PI9700618-1
Eduardo Murgel Ferraz Kehl (Kehl)
A Bioespuma é um substituto de um produto de grande consumo no mercado nacional e internacional (poliestireno expandido), no mercado de embalagens. O produto é uma espuma semi-rígida, basicamente de poliuretano, que possui a propriedade de ser biodegradável e é formada de óleo de mamona e outros derivados da agroindústria. O produto foi patenteado e teve sua marca registrada como BioEspuma.
Giz anti-alérgico - PI9503134-0
Edgar Dutra Zanotto (Lamav/UFSCar)
O prof. Edgar Zanotto e Walter Aparecido Mariano recebem menção honrosa no Prêmio Governador do Estado de São Paulo de 1996, concedido pelo Serviço Estadual de assistência aos inventores, pelo invento "giz cerâmico, macio, durável e anti-alérgico"
Processo Contínuo para produção de tintas - PI9800361-5
Rogério Batista Auad (Renner Herman)
A empresa gaúcha de tintas, com sede em Gravataí (RS), passou a ditar um novo modo de produção para o setor. O desenvolvimento de um processo contínuo de fabricação, com medição a úmido das propriedades das misturas de base e pigmento, reduziu o tempo de produção de um lote de tintas de 36 horas para 10 minutos. O sistema foi recebeu o prêmio FINEP/1999.
Polímero anti-hipertensão - PI0004238
Marcelo Ganzarolli de Oliveira (ICB/Unicamp)
O trabalho de Marcelo Ganzarolli de Oliveira, Watson Loh, Amedea Barozzi Seabra e Silvia Mika Shishido recebeu Menção honrosa no Prêmio Governador do Estado de 2002. O trabalho trata de formulações de S-Nitrosotióis doadores de óxido nítrico incorporados em géis aquosos termicamente reversíveis de copolímero tribloco de poli (óxido de etileno) - poli (óxido de propileno) - poli (óxido de etileno) pluronic F-127 ou poloxamer 407 e metodologia de incorporação de S-Nitrosotióis em matrizes de géis aquosos de pluronic F-127 ou poloxamer 407
Norbixina em pó - PI8905035
Kil Jin Park (Unicamp)
Refere-se a presente invenção a um processo para obtenção de norbixina em pó, através desecagem por atomização. O processo desenvolvido compreende etapas de extração contínua ou em batelada, filtração e secagem. O invento recebeu a láurea máxima do Prêmio Governador do Estado de 1989.
Fermentação com o uso de microorganismos floculentos - PI0001122-3
Anderson Ferreira da Cunha (Unicamp)
O título da pesquisa desenvolvida pelo Departamento de Genética da UNICAMP, conduzida por Anderson da Cunha, sob a orientação do Professor Gonçalo Amarante Guimarães Pereira, é Construção de Linhagens Floculantes Condicionais de Saccharomyces cervisiae por Engenharia Genética para Uso na Indústria de Álcool. A patente gerada dessa pesquisa foi a PI 0001122-3. Essa patente concorreu ao Prêmio do Governador do Estado de São Paulo, e foi a única patente de biotecnologia agraciada com menção honrosa.
Isolante térmico - MU7901898
Ronaldo Ribeiro
Ronaldo Ribeiro de Vargem Grande do Sul / SP inventou um sistema de isolamento térmico para coberturas em geral, tanto para telhas de fibro cimento ou telha galvanizada
Plástico fotodegradável - PI0203015
Ralf Giesse e Marco-Aurelio De Paoli (Unicamp)
Um plástico que se deteriora com a luz solar e pode reduzir a poluição no ambiente foi desenvolvido e patenteado em 2002- por cientistas do Instituto de Química da Unicamp. O plástico fotodegradável, uma mistura de polietileno-muito usado em embalagens e sacolas- com um polímero orgânico, se decompõe pelo menos duas vezes mais rápido que o plástico comum, que se desfaz em 20 a 30 anos.
Biphor - PI0403713, PI9500522
Fernando Galembeck (Unicamp)
Pesquisa com fosfatos, iniciada em 1989 pela equipe do Instituto de Química da Unicamp coordenada pelo professro Fernando Galembeck, resultou no Polifal, um pigmento para a produção de tintas bem mais barato que os utilizados atualmente. O projeto contou com a parceria da empresa Serrana Mineração e da Albri Tintas.
Catalisador para circuitos impressos - PI9915902
João Guilherme Rocha Poço (IPT)
Em 1993 a Adiboard, empresa do grupo Itautec-Philco, procurou o IPT de São Paulo com o objetivo de estudar o porcesso de deposição autocatalítica de cobre. A intenção da empresa era elaborar um projeto de uma unidade de produção de catalisador à base de paládio para produção de placas de circuito impresso. O domínio da nova tecnologia do novo catalisador eliminou a dependência externa da empresa, estando em negociação um contrato envolvendo a patente decorrente do processo de obtenção do catalisador.
Processo de eletrólise cloro-álcalis - PI9302093
Antonio José Accioly Maciel
A invenção refere-se a produção de cloro, soda ou potassa e hidrogênio em células de eletrólise com diafragma de asbestos, e possui patentes depositadas na Europa, EUA e China. O sistema permite economia de enrgia elétrica que permitiu a Salgema, hoje Braskem, economizar o equivalente anual a US$3 milhões, eliminado também o pagamento de royalties para aquisição de diafragmas que propiciam consumo energético equivalente.
Processo de fabricação de cera de carnaúba - PI9202165
Marc Theophile Jacob
Processo de produção de cera de carnaúba capaz de fazer a partir de qualquer pó cerífero obtido da carnaúba (que produz 2 tipos de pó) uma cera amarela de primeira qualidade que somente se obtinha a partir do pó das folhas novas da palmeira.
Nanorevestimento bactericida - PI0600327-3
Gustavo Simões (Nanox)
Um revestimento bactericida formado por nanopartículas de cerâmica e prata para aplicação em reservatórios de bebedouros e purificadores de água foi desenvolvido pela Nanox Tecnologia, com sede em São Carlos, no interior paulista. A empresa, que conta com apoio do programa Pesquisa Inovativa na Pequena e Micro Empresa (PIPE) da FAPESP, desenvolveu a invenção em parceria com pesquisadores do Centro Multidisciplinar para o Desenvolvimento de Materiais Cerâmicos (CMDMC), um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepid) da fundação paulista.
Filtro solar á base de fosfato de cério - PI0801782-4
Juliana Fonseca de Lima (USP)
Pesquisadores do Departamento de Química da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras (FFCLRP), da USP de Ribeirão Preto desenvolveram um filtro solar mais eficiente dos que existem no mercado. O produto é fabricado a base de fosfato de cério, que oferece mais proteção na absorção da radiação ultravioleta do que os óxidos de zinco e titânio, utilizados atualmente.


INVENÇÕES SEM DEPÓSITOS DE PATENTES JUNTO AO INPI
Fotografia
Antoine Hercule Romuald Florence
Graças aos estudos do jornalista e professor Boriz Kassoy, um terceiro nome disputa a paternidade da fotografia (além dos franceses Louis Daguerre e Joseph Niepce), Antoine Florence, que viveu por muitos anos no Brasil
Detector de nitrosaminas
Pedro Sanches Filho (UFRGS)
Um novo processo resultante de pesquisa desenvolvida pelo doutorando em Química pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Pedro José Sanches Filho, pode detectar substâncias cancerígenas em alimentos. A técnica consiste na determinação de nitrosaminas em amostras de salsichas enlatadas e em outros alimentos industrializados derivados da carne.
Método para observação de vírus
Andrea Da Poian (UFRJ)
Metodologia para observar os vírus, seus processos de infecção e a maneira como esses microorganismos afetam o metabolismo das células. A técnica permitiu visualizar, por exemplo, a proteína viral marcada no núcleo de uma célula uma hora após a infecção - um evento que nunca havia sido descrito anteriormente.
Isolante térmico
Luis Otto Faber Schmutzler (Unicamp)
As caixas de leite tipo 'longa vida' podem ser reaproveitadas para a confecção de material de construção como isolante térmico de telhados.
Controle da estrutura molecular do plástico
Márcio Nele (Coppe/UFRJ)
A técnica desenvolvida por Márcio Nele adota um novo catalisador (um composto orgânico metálico chamado metaloceno) e lança mão de um modelo matemático que permite prever a estrutura molecular do polímero e controlar a seqüência de monômeros.
Fabricação de membranas poliméricas
Roberto Bentes
O aluno de mestrado do Programa de Engenharia Química da COPPE, Roberto Bentes, recebeu oPrêmio Mérito de Tecnologia em Plástico, do Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI). O trabalho desenvolve uma nova técnica para a fabricação de membranas poliméricas, designada espalhamento duplo ou simultâneo.
Produção de sorbitol
Helen Ferraz
O primeiro lugar para trabalhos de mestrado no prêmio OPP-ABEQ/2000 ficou com Helen Ferraz, orientanda dos professores Cristiano Borges e Tito Livio Alves. A pesquisa procura desenvolver um processo inédito para produzir, a partir do açúcar, dois compostos utilizados amplamente na indústria química, o sorbitol e o ácido glicônico.
Recuperação de aromas
Claudio Habert (Coppe)
Na COPPE, entre outros trabalhos, os pesquisadores do Programa de Engenharia Química desenvolvem um projeto sobre produção de aromas para a indústria cosmética e de alimentos, já em fase de estudo para aplicação industrial. No Brasil uma das fontes mais abundantes de matéria prima para a produção de aromas é um subproduto da indústria de suco de laranja concentrado, a chamada fase aquosa, exportada principalmente para o Japão. A indústria de suco de laranja concentrado, tão importante em nossa pauta de exportações, poderia assim contribuir com mais um produto extremamente valorizado no mercado externo, ao invés de exportar a fase aquosa, um produto primário.
PBLH
(CTA)
Em 1974 é estabelecido um convênio entre o Centro Técnico Aerospacial - CTA e a Petrobrás/CENPES, que resultou no desenvolvimento de resinas líquidas especiais de polibutadieno - PBLH e PBLC - para aplicação em propelentes sólidos e outros produtos.
Coagulação induzida por solvente
Fernando Galembeck (Unicamp)
Em 1995 a bolsista de pós-doutorado Elizabeth Fátima de Souza e a técnica de laboratório Maria do Carmo Vasconcelos Medeiros da Silva sob coordenação do prof. Fernando Galembeck receberam o prêmio da Associação Brasileira de Fabricantes de Tintas com a pesquisa de investigaçào de colóides, superfícies e polímeros que resultam em materiais aplicáveis em tintas, vernizes, plásticos, borrachas, produtos adesivos e papéis.
Vidro inteligente
Celso Valentim Santilli(Unesp)
Dominar a passagem de materiais inorgânicos do estado líquido ao sólido e, por meio dele, controlar a produção de partículas extremamente pequenas — a esse processo os cientistas denominam sol-gel. Chegou-se, então, a um produto, o primeiro sistema inorgânico de que se tem notícia capaz de sofrer transformações termorreversíveis, ou seja, quando aquecido fica sólido e opaco e, quando submetido a esfriamento, retorna ao estado líquido e transparente, o que pode revolucionar diversos campos da indústria por meio, por exemplo, de um vidro capaz de bloquear luz ou calor. Por isso, foi logo batizado de "vidro inteligente".
Estação de Trabalho Espectofotométrica
Lídio Kazuo Takayama (Femto)
Esqueça a figura tradicional do técnico de laboratório especializado em análises de alimentos e outras substâncias, sempre às voltas com pipetas, tubos de ensaio, béqueres e bicos de bunsen. Já está disponível para os profissionais do setor a Estação de Trabalho Espectrofotométrica, um analisador químico totalmente automático e robotizado, capaz de quantificar, por exemplo, a presença de cloreto, ferro, nitrito, sulfato e sílica na água, ou detectar cianeto, sulfeto, fosfato e amônia em efluentes domésticos ou industriais.
Filtro químico
Yoshitaka Gushikem (Unicamp)
Uma nova família de filtros químicos com potencial para uso em laboratórios e indústrias foi elaborada por pesquisadores do Instituto de Química da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). São filmes finos e microscópicos, compostos de fibras ou membranas de celulose com uma cobertura de óxidos metálicos, numa junção chamada de compósito. Esses filtros têm características seletivas e, de acordo com a sua formulação, conseguem identificar em meio a inúmeras substâncias, durante uma análise química, apenas aquela em que os pesquisadores estão interessados.
Janela Inteligente
Marco-Aurelio De Paoli (Unicamp)
Um dispositivo que muda de cor ao receber impulsos elétricos, desenvolvido pelo Laboratório de Polímeros Condutores e Reciclagem, do Instituto de Química (IQ) da Unicamp, pode se converter numa das comodidades da casa do futuro. Equipando janelas, ele regularia a intensidade de luz nos ambientes além de influenciar na temperatura do local em que estivesse instalado. Batizada de "janela inteligente", o dispositivo é constituído por uma sobreposição de diferentes polímeros capazes de responder a estímulos de forma reprodutível e específica.
Célula solar de óxido de titânio
Marco-Aurelio De Paoli (Unicamp)
O Laboratório de Polímeros Condutores e Reciclagem também é pioneiro no Brasil no desenvolvimento de células fotoeletroquímicas de plástico para conversão de energia solar em eletricidade. O maior problema para a produção comercial dessas células é decorrente do uso de um componente líquido (o eletrólito), o que requer a vedação perfeita do dispositivo para evitar o vazamento e a evaporação de solvente. Porém, na pesquisa conduzida pela equipe da Unicamp, esse problema foi solucionado pela substituição do eletrólito líquido por um eletrólito plástico, uma borracha impregnada com iodeto de sódio e iodo.
Polipropileno de alta resistência
(Ipen / OPP Química)
Um processo para tornar os produtos plásticos mais fáceis de produzir e de reciclar é o resultado de um projeto entre o Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen) e a OPP Química, uma empresa do grupo Odebrecht, dentro do Programa Parceria para a Inovação Tecnológica (PITE), da FAPESP. Em conseqüência da pesquisa conjunta, já foram depositadas três patentes que envolvem os procedimentos e os produtos obtidos. O foco do projeto é um processo de síntese do polipropileno de alta resistência do fundido.
Refino a seco de óleos vegetais
Daniel Barrera-Arellano (Unicamp)
Há um ano e meio, o engenheiro químico Daniel Barrera-Arellano, perguntou-se se tanta água seria mesmo indispensável para o refino de óleos vegetais. Por fim, conseguiu desenvolver um método que a dispensa por completo. Sua pesquisa recém-concluída trata do Refino a Seco de Óleos Vegetais. O pesquisador pretende encaminhar dois pedidos de patente ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi), uma sobre a impregnação do silicato com hidróxido de sódio e outro sobre as modificações no processo de refino.
Cerâmica anti-pichação
(Ceusa)
Comum a todas as grnades cidades, o problema das pichações em fachadas de prédios passou a ter um forte inimigo graças ao produto desenvolvido pela catarinense Ceusa. Mais conhecida como linha antipichação, a linha de revestimentos Quasar foi desenvolvida para aplicação em fachadas, tendo como maior diferencial, o fato de, mesmo diante de pichações com spray, o revestimento poder ser limpo com produtos como água, álcool, solventes, etc; A invenção foi premiada com o prêmio FINEP/2000 Troféu Excelência Tecnológica.
Processo contínuo para produção de borracha nitrílica
(Petroflex)
Um grupo de pesquisadores da Petroflex, desenvolveu o processo contínuo para produção de borracha nitrílica, cujo grande diferencial está na continuidade. Ao contrário do processo por batelada, utilizado por todos os concorrentes latino-americanos, no método desenvolvido pela Petroflex o produto final é retirado constantemente enquanto a matéria-prima é adicionada. A inovação mereceu o Prêmio Finep de Inovação Tecnológica/2001 na categoria Processo
Materiais vitrocerâmicos
Edgar Dutra Zanotto (Lamav/UFSCar)
Quando o assunto é a pesquisa para o desenvolvimento de vidros especiais e materiais correlatos, o Brasil tem ótimos motivos para comemorar. Nos últimos anos, uma equipe de pesquisadores do Laboratório de Materiais Vítreos (LaMaV) do Departamento de Engenharia de Materiais (DEMa) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) produziu importantes contribuições à pesquisa de vitrocerâmicas, um sofisticado material que se origina do vidro e que pode ser empregado na fabricação de ossos e dentes artificiais, substratos de discos rígidos de laptops , espelhos de telescópios gigantes, pisos de luxo, panelas transparentes resistentes ao choque térmico e placas de modernos fogões elétricos no lugar dos tradicionais queimadores a gás.
Pedra para lavar jeans
Carlos Alberto Santos
Roupas confeccionadas em jeans são o alvo do químico têxtil Carlos Alberto Santos, que desenvolveu um novo sistema de lavagem e beneficiamento do tecido. Atualmente, em todo o mundo, a lavagem do tecido jeans é feita com pedras - cinesita ou pome - que têm durabilidade máxima de quatro horas, que atuam junto com enzimas especiais. A pedra criada por Santos tem na sua vida útil a maior vantagem em relação ao material disponível no mercado para dar acabamento, como é o caso dos blue jeans, que já vêm com aquele "jeitinho envelhecido".
Energia a partir do capim
Vicente Mazzarella (IPT)
O IPT em parceria com o IZ - Instituto de Zootecnia de Nova Odessa (SP), a Unicamp, Embrapa, USP, Unesp e as empresas Copersucar, Companhia Siderúrgica de Tubarão (ES), Cimento Portland Itaú e Jumil, está desenvolvendo um projeto conhecido como PIB - Projeto Integrado de Biomassa, visando a obtenção de energia através de uma biomassa não explorada até então como fonte energética: o capim-elefante, uma gramínea de alto porte, que chega a medir de 3 a 4 metros altura.
DHR (Dedini Hidrólise Rápida)
Dovílio Ometto (Dedini)
O desenvolvimento da tecnologia DHR (Dedini Hidrólise Rápida), uma tecnologia revolucionária de produção de álcool combustível, é um mérito do empresário Dovílio Ometto, principal acionista e presidente da Dedini S/A Indústrias de Base, sediada em Piracicaba/SP. Desde que começou a ser pesquisada, a tecnologia DHR, que consiste na utilização do bagaço da cana-de-açúcar para produção de álcool, já consumiu R$ 12 milhões, sendo R$ 9 milhões da Dedini e R$ 3 milhões da Copersucar, que há quatro anos se tornou parceira no projeto.
Alambique modificado
João Manso Pereira
O autodidata João Manso Pereira desenvolveu diversos trabalhos práticos em química, embora sem ter formação acadêmica. Autor de cinco livros de química escritos entre 1797 e 1805 (publicados em Lisboa numa época em que as tipografias no Brasil estavam proibidas por Portugal) ele desenvolveu aperfeiçoamentos em alambiques que foram postos em prática no Rio de Janeiro. Os inventos de Pereira e outros da época foram levados ao conhecimento da Real Junta do Comércio, Agricultura, Fábricas e Navegação, por meio da qual se fizera par a rainha D. Maria, que muito se interessou.
Fosfato de germânio de alta pureza
Oswaldo Luiz Alves (Unicamp)
É bem conhecida a dificuldade do preparo de sais, nos quais o elemento germânio, em seu estado de oxidação 4+, atue como cátion. O domínio do processo de preparação de material com características de altíssima pureza abriu as possibilidades para a obtenção de novos e definidos derivados intercalados, a obtenção de nanocompósitos envolvendo polímeros convencionais e polímeros condutores.
Síntese moldada de SiO2 e TiO2
Carla Veríssimo e Oswaldo Luiz Alves (Unicamp)
O trabalho "Microstructural control of inorganic materials via latex spheres or emulsion templating and preparation of macroporous inorganic materials/semiconductor composites", premiado no Materials Chemistry Forum - Porous Materials and Molecular Intercalation, da Royal Society of Chemistry, em Madrid, Espanha em 2002, mostrou ser possível, através da combinação do uso de "moldes" de esferas de látex ou emulsões, com o processo sol-gel, a obtenção/controle da porosidade de materiais macroporosos de SiO2 e TiO2 ("síntese moldada").
Levedura transgênica
Ana Clara Guerrini Schenberg e Andréa Balan (ICB/Unicamp)
Ana Clara Guerrini Schenberg, professora do Departamento de Microbiologia do ICB que, com a pesquisadora Andréa Balan, desenvolveu a versão suicida da levedura Saccharomyces cerevisiae, utilizada na produção de cerveja, pão e álcool. O invento recebeu o Prêmio Governador de São Paulo 2002. Trata-se de um mecanismo de biossegurança para leveduras transgênicas que, ao ser acionado pela escassez de alimento, situação comum fora do laboratório, destrói todo o material genético do microorganismo, impossibilitando sua transferência para outros seres.
Pastilhas de freio
Zaida Jova Águila (FEQ/Unicamp)
Um compósito da mesma família da fibra de carbono pode substituir o asbesto (ou amianto) na fabricação de pastilhas para freios automotivos. O novo material foi desenvolvido no Departamento de Tecnologia de Polímeros da Engenharia Química da Universidade Estadual de Campinas, FEQ-Unicamp durante os 2 anos e meio de elaboração da tese de mestrado da engenheira cubana Zaida Jova Águila, sob orientação de Edison Bittencourt, da Unicamp.
Otimização de resinas poliésteres
Carlos Wolf (Renner) e Carlos Arthur Ferreira (UFRGS)
Desde 1988, a Tintas Renner realiza trabalhos de parceria com a Universidade Federal do Rio Grande do Sul no desenvolvimento ou melhoramento de produtos. Um dos trabalhos resultou na melhoria das tintas em pó empregadas industrialmente para a pintura de eletrodomésticos e de outros objetos metálicos, linha de produtos da Renner DuPont Tintas Automotivas e Industriais.
Conservação da polpa da pinha
Maria Tereza Souza da Silva
Uma pesquisadora da Univeridade Federal de Alagoas, a química Maria Tereza Souza da Silva desenvolveu um processo físico químico que retarda o escurecimento da polpa da pinha, conhecida como fruta do conde. Com a intervenção da tecnologia, o que ocorre espontaneamente em poucas horas está sendo protelado em até seis meses. A novidade permite o armazenamento do produto, que poderá ser encontrado inclusive fora da safra, algo impensado até então, e comercializado para outros Estados.
Catalisador para fabricação de PUAPM
Alan Kardec do Nascimento (Cenpes)
A Polialden, instalada no pólo petroquímico de Camaçari, destina 90% da produção de polietireno de ultra peso molecular aos Estados Unidos e Europa. Para atender às exigências do mercado internacional, a Polialden teve de desenvolver um novo catalisador, que permitisse a redução das partículas.
Resina de piche de eucalipto
Vanya Márcia Duarte Pasa (UFMG)
O Brasil é o único país do mundo a ter uma siderurgia de porte que utiliza o carvão vegetal como termo redutor, além do coque. Isso é devido, basicamente às condições geográficas e climáticas, onde uma floresta de eucalipto não precisa mais do que sete anos para se desenvolver. Em 1986 a Acesita firmou um convênio com a UFMG para o aproveitamento de subprodutos da queima do eucalipto usado como carvão vegetal. As pesquisas envolvem o benefiamento do alcatrão, liberado na forma de fumaça quando da queima do eucalipto, como o Projeto Resina verde que reaproveita o piche vegetal, resíduo da destilação do alcatrão, como matéria prima para o desenvolvimento de resinas fenólicas do tipo novolaca.
Método de classificação da própolis
Maria Cristina Marcucci Ribeiro (Uniban)
Uma pesquisa brasileira deve gerar uma patente internacional que irá pavimentar o uso consistente da própolis nacional pela indústria farmacêutica na produção de novos medicamentos. O método de classificação é importante para que a indústria garanta a qualidade da substância que está usando em medicamentos. Marcucci Ribeiro desenvolveu um meio de identificar os tipos de própolis obtidos no Brasil (três diferentes) a partir de marcadores químicos na substância.
Controle automatizado de temperatura de reação
Agenor de Toledo Fleury (IPT)
A OPP, grande empresa do setor petroquímico encomendou ao IPT o projeto de um sistema de controle automatizado de temperatura de reação, para resolver o problema na produção de pvc, que exigia o controle da temperatura da reaçaõ nos reatores de polimerização que convertem o mvc em pvc.
Medidor de combustível no motor
Roberval Cozzolino
O inventor Roberval Cozzolino, proprietário de uma oficina mecânica em Indaiatuba, interior de São Paulo, após três anos de pesquisa criou em 2003 um sistema capaz de medir a intensidade de combustão no motor.
Tubos de polietileno
Braskem
Em 2003, a Braskem recebeu um certificado do Body Cote, um instituto sueco especializado na análise de tubos. Os tubos de polietileno produzidos pela Braskem receberão uma garantia de 50 anos e poderão ser usados para passagem de gás, água ou esgoto. A empresa começará a comercializar esse tubos no começo de 2004. O Centro de Tecnologia já desenvolveu 101 patentes depositadas no INPI. Com isso, a empresa está entre as cinco principais companhia nacionais de capital provado em depósitos de patentes.
Embalagem ativa
Nilda Ferreira Soares (Univ Fed. Viçosa)
A equipe da Universidade de Viçosa, única no Brasil a estudar as embalagens ativas (que interagem com o alimento), conseguiu criar filmes plásticos antimicrobianos para embalar alimentos como pães, queijos e salsichas. Eles contêm conservantes e aditivos que são liberados progressivamente, evitando assim que os alimentos recebam diretamente essas substâncias. Já pedimos o registro de patente desses itens. Uma empresa já está analisando a sua produção em escala industrial.
Selante BOPP
(Braskem)
A petroquímica brasileira Braskem passará a produzir no Brasil uma nova linha de selantes para filme de polipropileno bi-orientado (BOPP). Trata-se de um complicado nome para algo muito consumido: são filmes usados em embalagens de alimentos, como bolachas e chocolates, de cigarros e rótulos de garrafas de refrigerantes. O produto já tem marca própria, Braskem Symbios. Foi desenvolvido pelos pesquisadores da própria companhia, no Centro de Tecnologia e Inovação Braskem, localizado em Triunfo, Rio Grande do Sul, onde há uma planta industrial da empresa que fabricará o produto.
Luminol com nióbio
Ronaldo Ribeiro
Foi no laboratório da Universidade Federal do Rio que os pesquisadores desenvolveram o luminol brasileiro, um produto usado para descobrir manchas de sangue em qualquer superfície, mesmo as que foram lavadas. O luminol nacional é feito de maneira diferente do que é fabricado nos Estados Unidos. Lá, o produto é submetido a altas pressões e temperaturas. Aqui no Brasil, a produção é quase artesanal, com a utilização do nióbio, um metal abundante no país. E isso reduz o custo em 90%.
Tinta invisível
Cláudio Lopes (UFRJ)
O professor Cláudio Lopes, do Instituto de Química CCMN, desenvolveu uma tinta invisível pelo Laboratório de Análise e Síntese de Produtos Estratégicos (Lasape), coordenado por Cláudio. Trata-se de uma substância detectável sob luz ultravioleta, que pode ser usada para marcar cédulas ou obras de arte, auxiliando na identificação de objetos roubados.
Reator de plasma
Aloísio Nelmo Klein (LabMat)
O Laboratório de Materiais da Universidade Federal de Santa Catarina está aplicando a tecnologia de plasma de forma pioneira no mundo: professores e pós-graduandos desenvolveram um equipamento capaz de extrair ligantes de materiais injetados de forma mais rápida e menos poluente do que a utilizada atualmente.
Polímero de buriti
Jussara Angélica Durães e Maria José Araújo Sales (UNB)
Uma linha de pesquisa do Laboratório de Pesquisa em Físico-Química de Polímeros, da Universidade de Brasília (UnB), acaba de dar um passo importante na busca de soluções para o problema da degradação de plásticos. Os experimentos já desenvolvidos adicionam o óleo de buriti (derivado de um fruto típico da região Amazônica e do bioma cerrado), na síntese de compósitos de poliestireno (ex:copos descartáveis) e do polimetacrilato (acrílico).
Plástico de mandioca
Cynthia Ditchfield, Carmen Tadini (Poli/USP)
Pesquisadores da Escola Politécnica USP desenvolveram um filme plástico à base de amido de mandioca e açúcares. Projetado para ser utilizado em embalagens, o plástico é biodegradável, comestível, tem propriedades antibacterianas e pode mudar de cor de acordo com o estado de conservação do produto.
Tecido antibacteriano
Oswaldo Alves, Nelson Durán, Priscyla Marcato (Unicamp), Gabriel Souza e Elisa Esposito (UMC)
A receita para a produção de um tecido antibacteriano acaba de sair de laboratórios brasileiros. Os ingredientes são uma cultura de fungo, um sal de prata e um tecido de algodão. Manipulando os três produtos, será possível criar roupas eficazes no combate à infecção hospitalar, diz um grupo de cientistas. "Existe mesmo um grande potencial de aplicação desse tecido para a confecção de uniformes profissionais para ambiente hospitalar a partir desse trabalho", disse à Folha Oswaldo Alves, químico da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) que participou da invenção. Além dele, participaram do desenvolvimento do tecido antibacteriano Nelson Durán e Priscyla Marcato dupla também da Unicamp e Gabriel Souza e Elisa Esposito, ambos da UMC (Universidade de Mogi das Cruzes).
Processo de obtenção de nanofibras
Rosario Elida Suman Bretas (UFSCar) e Rhodia
Pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) solicitaram pedido de patente ao INPI por terem desenvolvido nanofibras por eletrofiação, técnica que possibilita a obtenção de fibras com superfície de contato muito maior do que as produzidas normalmente. Nanofibras têm diâmetros de bilionésimos de metro, milhares de vezes menores do que uma fibra têxtil comum.
Detergente biodegradável
Cristiano Borges (UFRJ)
Um novo produto de limpeza desenvolvido nos laboratórios da Coppe e do Instituto de Química da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), promete ser um aliado para remediar a poluição causada por derramamentos de óleo no mar ou pelo rompimento de oleodutos em terra.Trata-se de um detergente biodegradável capaz de limpar as manchas de óleo, conhecido tecnicamente como biossurfactante.
Nanopeneiras Poliméricas
Luis Gutierrez-Rivera (Unicamp)
Pesquisadores da Unicamp acabam de desenvolver nanopeneiras poliméricas, com aplicações principalmente em processos biológicos, que prometem ser alternativa bem mais eficaz do que as membranas de microfiltração disponíveis no mercado. São materiais biocompatíveis e biodegradáveis de uso potencial, por exemplo, em cápsulas implantadas no corpo humano para a liberação controlada de medicamentos
Sistema automático de controle de iluminação
Evando Santos Araújo, Helinando de Oliveira (Unicasf)
O vidro da janela muda de cor e fica opaco à medida que a temperatura do ambiente aumenta. Se o tempo esfriar, ele torna-se transparente de novo. Longe de ser só um truque, a janela inteligente é o primeiro produto tecnológico desenvolvido pela Pós-Graduação em Ciência dos Materiais, da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), em Juazeiro. Batizado de sistema automático de controle de iluminação (Saci), o protótipo permite controlar a transparência do vidro pela variação de temperatura.
Cerâmica bactericida
Thiago Sequinel, Sergio Tebcherani, José Arana Varela, Elson Longo (Unesp), Silvana Souza Netto Mandalozzo (UEPG), João Luiz Kovaleski(UTFPR) e Gustavo Ângelo Mandalozzo (Itajara Minérios)
O Brasil acaba de conquistar pela primeira vez a premiação máxima na competição Idea to Product (Da Idéia ao Produto), que acontece anualmente desde 2001 e é realizada nos Estados Unidos. O projeto vencedor é um processo que transforma cerâmica comum em importante instrumento para controle de infecção hospitalar, por meio de um método mais simples e mais barato que o usual. Desenvolvido pelo grupo de pesquisa interdisciplinar Nanoita, formado dentro da incubadora tecnológica vinculada à UEPG (Universidade Estadual de Ponta Grossa), ele contou com apoio de R$ 300 mil do Programa de Subvenção Econômica da FINEP. O grupo fez uma parceria com a empresa Itajara Minérios.
Universol
Cláudio Donnici (UFMG)
Pesquisadores da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) criaram um composto capaz de dissolver praticamente qualquer material orgânico ou inorgânico em até 30 minutos. Batizado de Universol, o novo produto resolve um antigo problema que envolve muitos solventes: ele é capaz de dissolver sem alterar a composição química das amostras analisadas.
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