Boletim Eletrônico E-Rio Inteligente
Edição Nº16 - outubro de 2007 EDITORIAL EDIÇÕES CADASTRO CONTATO
Fabricação de adubos e fertilizantes

Título
Fabricação de adubos e fertilizantes

Resumo
Informações sobre a fabricação de adubos e fertilizantes.

Palavras-chave
Adubo; fabricação; fertilizante; produção

Assunto
Fabricação de adubos e fertilizantes

Demanda
Desejo informações sobre a fabricação de adubos e fertilizantes.

Solução apresentada

Introdução

As substâncias e/ou produtos que fornecem aos vegetais os nutrientes imprescindíveis ao seu crescimento e à sua produtividade são chamados de fertilizantes. Os componentes dos fertilizantes podem ser divididos em quatro categorias fundamentais:

- Macronutrientes naturais: carbono (C), hidrogênio (H) e oxigênio (O);
- Macronutrientes primários: nitrogênio (N), fósforo (P) e potássio (K);
- Macronutrientes secundários: cálcio (Ca), enxofre (S) e magnésio (Mg);
- Micronutrientes: boro (B), cloro (Cl), cobalto (Co), cobre (Cu) ferro (Fe), manganês (Mn), molibdênio (Mo) e zinco (Zn) (ALBUQUERQUE, 2001).

Enquanto os macronutrientes não naturais, principalmente os primários, são utilizados em maiores proporções, da ordem de quilos por hectare, os micronutrientes, como o nome indica, são medidos em gramas por hectare (ALBUQUERQUE, 2001).

Dentre os macronutrientes primários (N, P e K) apenas o fósforo é obrigatoriamente obtido através de fontes preexistentes, via mineração das mesmas. O nitrogênio pode provir da sua fixação, a partir do ar atmosférico. O potássio pode ser obtido através de cristalização diferenciada, a partir de salmouras (ALBUQUERQUE, 2001).

As rochas fosfáticas contendo apatitas (fosfato tricálcico) são a principal fonte natural de fósforo existente na natureza. Porém, para que o fósforo contido nas mesmas se torne disponível aos vegetais, é necessário modificar a estrutura apatítica original. Tal modificação pode ser feita por via úmida ou por via seca, liberando o fósforo para aplicações posteriores. No caso da via úmida, a rocha fosfática (nome tradicional do concentrado fosfático) é inicialmente atacada por ácidos inorgânicos - principalmente o ácido sulfúrico - dando assim origem ao ácido fosfórico e, a partir deste último, produzindo os superfosfatos triplos e os fosfatos de amônio (MAP e DAP), estes últimos através de reação com a amônia. A via seca utiliza como rota de solubilização das rochas fosfáticas o tratamento térmico. A fusão de concentrados apatíticos em escórias quentes resultantes da produção de ferro-ligas, por exemplo, seguida de um resfriamento rápido (quenching), dá origem a um termofosfato fundido que é excelente fertilizante fosfatado (ALBURQUERQUE, 2001).

A indústria de fertilizantes e os processos produtivos de nutrientes
Muito embora fertilizantes ou adubos naturais tenham lugar na produção agrícola, somente a industrialização em níveis elevados é que tem permitido, aliada a outros fatores, já anteriormente mencionados, o extraordinário crescimento da agricultura em escala mundial. A FIG. 1 mostra um fluxograma da produção industrial de fertilizantes, permitindo uma visualização da seqüência de transformação de matérias-primas em produtos intermediários, seguindo-se os fertilizantes básicos mais freqüentes e as misturas de formulação N:P:K (ALBUQUERQUE, 2001).

Como matérias-primas básicas figuram a amônia (NH3), a rocha fosfática [concentrado de CaF2(PO4)6] e o enxofre (S). Como matérias-primas intermediárias ou produtos intermediários aparecem o ácido sulfúrico (H2SO4), o ácido fosfórico (H3PO4) e o ácido nítrico (HNO3) (ALBUQUERQUE, 2001).

Os fertilizantes básicos podem ser assim relacionados: MAP ou fosfato de monoamônio (NH4H2PO4), DAP ou fosfato de diamônio [(NH4)2HPO4], SSP ou superfosfato simples [CaH4(PO4)2•H2O], TSP ou superfosfato triplo [CaH4(PO4)2•H2O], termosfosfato (misturas), fosfato natural parcialmente acidulado (rocha fosfática com ácido sulfúrico), uréia (NH2CONH2), nitrato de amônio (NH4NO3), nitrocálcio (mistura de nitrato de amônio com pó calcário), sulfato de amônio [(NH4)2SO4] e cloreto de potássio (KCl) (ALBURQUERQUE, 2001).

A partir dos fertilizantes básicos são feitas as misturas e/ou produtos granulados de formulação N:P:K. As formulações são normalmente expressas por 3 números como, por exemplo: 4:14:8; o primeiro número fornece o teor de nitrogênio do fertilizante, medido em N, o segundo dá o teor de fósforo, medido em P2O5 e o terceiro equivale ao teor de potássio, medido em K2O (ALBUQUERQUE, 2001).

No caso do fósforo existe também (pouco usada atualmente) a medida em BPL (Bone Phosphate of Lime). A correlação para passagem do teor em BPL para P2O5 é dividir o teor em BPL por 2,184. Quanto ao potássio a relação entre K2O e KCl é obtida multiplicando-se por 1,6 o teor em K2O para se obter o valor em KCl (ALBURQUERQUE, 2001).

Figura 1. Fluxograma da produção de fertilizantes
Fonte: ALBUQUERQUE, 2001.

Para iniciar a fabricação industrial de adubos e fertilizantes é necessário contactar uma empresa que realize consultoria técnica na área de seu interesse, como as descritas abaixo:

FLUXO CONSULTORIA Jr.
Escola Politécnica da UFRJ
Centro de Tecnologia (CT), Bloco A, 2º andar
Ilha do Fundão, Cidade Universitária, Rio de Janeiro, RJ
Cep: 21949-900
Tel.: (21) 2562-7294
Fax: (21) 2562-7718
E-mail: fluxo@poli.ufrj.br
Site: www.fluxo.poli.ufrj.br

ENGETECNO
http://www.engetecno.com.br/
Tel: (35) 3721-1488
Rua Santa Catarina, 184, sala 2
Poços de Caldas, MG
CEP 37701-015

AGRO Jr. – Empresa Junior de Engenharia Agronômica
Instituto de Agronomia
Rodovia BR 465 Km 7 / Antiga Rodovia Rio-São Paulo, Km 47
Seropédica – Itaguaí – RJ
CEP: 23851-190
E-mail: agrojr@ufrrj.br

Conclusões e recomendações
Sugere-se contactar as empresas descritas e buscar a orientação de um profissional especializado.

Fontes consultadas
ALBUQUERQUE, G. S. [2001].
Disponível em: http://200.20.105.7/cyted-xiii/Fertilizantes/Presentacion_FertilizantesenIberoamerica_2001.doc. Acesso em 16 Outubro 2007.

Elaborado por
Cátia Maria de Oliveira

Nome da Instituição respondente
REDETEC
Rede de Tecnologia do Rio de Janeiro

Data de finalização
22 Outubro 2007

 

 
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