| Título
Fabricação
de adubos e fertilizantes
Resumo
Informações
sobre a fabricação de adubos e fertilizantes.
Palavras-chave
Adubo; fabricação;
fertilizante; produção
Assunto
Fabricação
de adubos e fertilizantes
Demanda
Desejo informações
sobre a fabricação de adubos e fertilizantes.
Solução
apresentada
Introdução
As substâncias
e/ou produtos que fornecem aos vegetais os nutrientes
imprescindíveis ao seu crescimento e à
sua produtividade são chamados de fertilizantes.
Os componentes dos fertilizantes podem ser divididos
em quatro categorias fundamentais:
- Macronutrientes
naturais: carbono (C), hidrogênio (H) e
oxigênio (O);
- Macronutrientes primários: nitrogênio
(N), fósforo (P) e potássio (K);
- Macronutrientes secundários: cálcio
(Ca), enxofre (S) e magnésio (Mg);
- Micronutrientes: boro (B), cloro (Cl), cobalto
(Co), cobre (Cu) ferro (Fe), manganês (Mn),
molibdênio (Mo) e zinco (Zn) (ALBUQUERQUE,
2001).
Enquanto
os macronutrientes não naturais, principalmente
os primários, são utilizados em
maiores proporções, da ordem de
quilos por hectare, os micronutrientes, como o
nome indica, são medidos em gramas por
hectare (ALBUQUERQUE, 2001).
Dentre os
macronutrientes primários (N, P e K) apenas
o fósforo é obrigatoriamente obtido
através de fontes preexistentes, via mineração
das mesmas. O nitrogênio pode provir da
sua fixação, a partir do ar atmosférico.
O potássio pode ser obtido através
de cristalização diferenciada, a
partir de salmouras (ALBUQUERQUE, 2001).
As rochas
fosfáticas contendo apatitas (fosfato tricálcico)
são a principal fonte natural de fósforo
existente na natureza. Porém, para que
o fósforo contido nas mesmas se torne disponível
aos vegetais, é necessário modificar
a estrutura apatítica original. Tal modificação
pode ser feita por via úmida ou por via
seca, liberando o fósforo para aplicações
posteriores. No caso da via úmida, a rocha
fosfática (nome tradicional do concentrado
fosfático) é inicialmente atacada
por ácidos inorgânicos - principalmente
o ácido sulfúrico - dando assim
origem ao ácido fosfórico e, a partir
deste último, produzindo os superfosfatos
triplos e os fosfatos de amônio (MAP e DAP),
estes últimos através de reação
com a amônia. A via seca utiliza como rota
de solubilização das rochas fosfáticas
o tratamento térmico. A fusão de
concentrados apatíticos em escórias
quentes resultantes da produção
de ferro-ligas, por exemplo, seguida de um resfriamento
rápido (quenching), dá origem a
um termofosfato fundido que é excelente
fertilizante fosfatado (ALBURQUERQUE, 2001).
A
indústria de fertilizantes e os processos
produtivos de nutrientes
Muito embora
fertilizantes ou adubos naturais tenham lugar
na produção agrícola, somente
a industrialização em níveis
elevados é que tem permitido, aliada a
outros fatores, já anteriormente mencionados,
o extraordinário crescimento da agricultura
em escala mundial. A FIG. 1 mostra um fluxograma
da produção industrial de fertilizantes,
permitindo uma visualização da seqüência
de transformação de matérias-primas
em produtos intermediários, seguindo-se
os fertilizantes básicos mais freqüentes
e as misturas de formulação N:P:K
(ALBUQUERQUE, 2001).
Como matérias-primas
básicas figuram a amônia (NH3), a
rocha fosfática [concentrado de CaF2(PO4)6]
e o enxofre (S). Como matérias-primas intermediárias
ou produtos intermediários aparecem o ácido
sulfúrico (H2SO4), o ácido fosfórico
(H3PO4) e o ácido nítrico (HNO3)
(ALBUQUERQUE, 2001).
Os fertilizantes
básicos podem ser assim relacionados: MAP
ou fosfato de monoamônio (NH4H2PO4), DAP
ou fosfato de diamônio [(NH4)2HPO4], SSP
ou superfosfato simples [CaH4(PO4)2•H2O],
TSP ou superfosfato triplo [CaH4(PO4)2•H2O],
termosfosfato (misturas), fosfato natural parcialmente
acidulado (rocha fosfática com ácido
sulfúrico), uréia (NH2CONH2), nitrato
de amônio (NH4NO3), nitrocálcio (mistura
de nitrato de amônio com pó calcário),
sulfato de amônio [(NH4)2SO4] e cloreto
de potássio (KCl) (ALBURQUERQUE, 2001).
A partir
dos fertilizantes básicos são feitas
as misturas e/ou produtos granulados de formulação
N:P:K. As formulações são
normalmente expressas por 3 números como,
por exemplo: 4:14:8; o primeiro número
fornece o teor de nitrogênio do fertilizante,
medido em N, o segundo dá o teor de fósforo,
medido em P2O5 e o terceiro equivale ao teor de
potássio, medido em K2O (ALBUQUERQUE, 2001).
No caso
do fósforo existe também (pouco
usada atualmente) a medida em BPL (Bone Phosphate
of Lime). A correlação para passagem
do teor em BPL para P2O5 é dividir o teor
em BPL por 2,184. Quanto ao potássio a
relação entre K2O e KCl é
obtida multiplicando-se por 1,6 o teor em K2O
para se obter o valor em KCl (ALBURQUERQUE, 2001).

Figura 1.
Fluxograma da produção de fertilizantes
Fonte: ALBUQUERQUE, 2001.
Para iniciar
a fabricação industrial de adubos
e fertilizantes é necessário contactar
uma empresa que realize consultoria técnica
na área de seu interesse, como as descritas
abaixo:
FLUXO
CONSULTORIA Jr.
Escola Politécnica
da UFRJ
Centro de Tecnologia (CT), Bloco A, 2º andar
Ilha do Fundão, Cidade Universitária,
Rio de Janeiro, RJ
Cep: 21949-900
Tel.: (21) 2562-7294
Fax: (21) 2562-7718
E-mail: fluxo@poli.ufrj.br
Site: www.fluxo.poli.ufrj.br
ENGETECNO
http://www.engetecno.com.br/
Tel: (35) 3721-1488
Rua Santa Catarina, 184, sala 2
Poços de Caldas, MG
CEP 37701-015
AGRO
Jr. – Empresa Junior de Engenharia Agronômica
Instituto
de Agronomia
Rodovia BR 465 Km 7 / Antiga Rodovia Rio-São
Paulo, Km 47
Seropédica – Itaguaí –
RJ
CEP: 23851-190
E-mail: agrojr@ufrrj.br
Conclusões
e recomendações
Sugere-se
contactar as empresas descritas e buscar a orientação
de um profissional especializado.
Fontes
consultadas
ALBUQUERQUE,
G. S. [2001].
Disponível
em: http://200.20.105.7/cyted-xiii/Fertilizantes/Presentacion_FertilizantesenIberoamerica_2001.doc.
Acesso em 16 Outubro 2007.
Elaborado
por
Cátia
Maria de Oliveira
Nome
da Instituição respondente
REDETEC
– Rede de Tecnologia do Rio de
Janeiro
Data
de finalização
22 Outubro
2007
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