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Perspectivas em Ciência, Tecnologia e Inovação nos Países da OCDE: Desafios da Globalização

Em seu relatório Science, Tecnology and Industry Outlook 2006, recentemente divulgado, a OCDE (a organização que reúne os países mais ricos do planeta) examina os avanços recentes em ciência,

Em seu relatório Science, Tecnology and Industry Outlook 2006, recentemente divulgado, a OCDE (a organização que reúne os países mais ricos do planeta) examina os avanços recentes em ciência, tecnologia e inovações nos seus países-membros e discute as oportunidades e desafios da internacionalização das atividades de pesquisa e desenvolvimento no contexto da globalização crescente.

Os investimentos em pesquisa e desenvolvimento têm aumentado desde 2003, impulsionados pelo expressivo e contínuo crescimento econômico dos países da Área da OCDE, revertendo, assim, a trajetória de queda nos anos iniciais da presente década.

Entre 2000 e 2004, o gasto bruto total com P&D na Área da OCDE cresceu a uma taxa real média de 2,4% ao ano, atingindo US$ 729 bilhões correntes em 2004 (US$ 607 bilhões em 2000). Entre 2003 e 2004, a taxa de crescimento foi ainda maior: 3,6%.

Em resultado, o indicador de intensidade das atividades de pesquisa e desenvolvimento para o conjunto da OCDE, expresso na relação entre os gastos domésticos brutos com P&D e o PIB, subiu para 2,26% em 2004 (2,25% em 2003).

Todavia, o ritmo de recuperação não tem sido homogêneo nem nas principais regiões econômicas da OCDE nem nos países individualmente. Os gastos em P&D tanto em volume absoluto como em intensidade têm aumentado mais fortemente nos EUA e no Japão do que na União Européia.

Nos EUA e na União Européia, os gastos governamentais têm sido o motor da expansão recente do P&D. Já na região da Ásia-Pacífico, os incrementos recentes ocorreram sob a liderança do setor privado.

Outras tendências identificadas no estudo em relação aos investimentos em P&D são:

A participação do setor privado no financiamento dos investimentos em P&D, embora predominante, está em declínio na Área da OCDE (62% dos gastos totais em 2004, contra 64% em 2000). Países da região Ásia-Pacífico são exceções. Importância crescente dos institutos de pesquisa do setor público na execução dos gastos com P&D.

O setor de serviços vem ampliando sua participação nos gastos totais do setor privado com P&D. Atualmente, esse setor responde por 25% dos gastos na Área da OCDE, embora em alguns países (Austrália, Dinamarca, Estados Unidos entre outros), essa participação se eleve a mais de um terço. Na indústria de transformação, principal lócus de inovação e de investimento de P&D, os setores de alta tecnologia e média e alta tecnologia vêm ampliando sua participação nos gastos totais com P&D.

Tem ocorrido uma globalização crescente das atividades de P&D, com ampliação da participação das filiais estrangeiras nos gastos totais com pesquisa e desenvolvimento na área da OCDE, o que indica que essas atividades estão sendo realizadas fora do país de origem e longe do laboratório da matriz. Em um ambiente marcado pela progressiva transição para uma economia baseada em conhecimento e pela expansão das indústrias intensivas em conhecimento, a demanda por profissionais qualificados tem crescido em ritmo relativamente superior à oferta em alguns países da Área da OCDE.

Segundo a OCDE, as políticas governamentais de estímulo à inovação têm se tornado cada vez mais importante. Vários países têm desenvolvido estratégias para a ciência e inovação, envolvendo, entre outras, coordenar iniciativas e definir prioridades, ampliar o suporte público às atividades privadas de P&D e estimular a colaboração público-privada nos programas de inovação.

Também se insere nesse contexto a reforma da governança das universidades e institutos públicos de pesquisa, realizadas em alguns países-membros, objetivando torná-los aptos a responder prontamente às necessidades econômicas e sociais e, assim, reforçar a capacidade inovadora nacional.

Ademais, mecanismos de funding público e garantia de qualidade vêm sendo aperfeiçoados na Área da OCDE, via adoção de modelos de financiamento competitivo dos institutos de pesquisa e de sistemas de avaliação da qualidade e impacto da pesquisa pública.

A globalização do P&D tem dominado a agenda de discussão das políticas de inovação nos países-membros. A maioria reconhece que fortalecer talentos locais e a capacidade doméstica de inovação é a melhor maneira de se beneficiar das redes globais de inovação. Porém, como os fatores mais dinâmicos dessas redes se situam fora da Área da OCDE, em países como China, Taiwan, Israel e Cingapura, vários governos recorrem ao incentivo fiscal como forma de atrair ou reter investimentos estrangeiros em P&D.

O relatório examina igualmente os avanços recentes em ciência, tecnologia e inovação para um conjunto selecionado de países não-membros, dentre os quais o Brasil, que, em 2004, ocupava a 13ª posição no ranking mundial de investimentos em P&D.

Nesse grupo de países há duas tendências em curso:

Rápida expansão absoluta das atividades de P&D e de patenteamento de inovações; Ampliação da participação nos investimentos mundiais em P&D, que atingiu 19% em 2003 (10% em 1996), e nos registros de patente, mantendo-se na trajetória de expansão iniciada na década de1990.

Contudo, tais tendências não são uniformes e há considerável diversidade entre esses países. Em termos da expansão dos gastos domésticos em P&D, a maioria dos países não-membros mais do que dobraram seus investimentos entre 1995 e 2004 (a Área da OCDE cresceu apenas 56% no mesmo período). Infelizmente os países latino-americanos, em particular Brasil e Argentina, foram exceções: seus investimentos em P&D cresceram bem menos do que os dos demais não-membros e da média da OCDE.

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